segunda-feira, janeiro 31, 2011

A Análise: Black Bombaim - "Saturdays And Space Travels"

Chamam-se Black Bombaim e são cabecilhas de uma vaga de bandas que nos 2000 têm vindo a saltar as fronteiras de Barcelos para brindarem o resto do país com rock de qualidade.
Muito cientes do que querem, como ficou patente na entrevista que deram ao Ruído Alternativo, os Black Bombaim não conseguiram uma visibilidade extraordinária com Saturdays And Space Travels, ainda assim constam em algumas listas de melhores do ano - um paradoxo - e receberam críticas a este disco muito positivas vindas do estrangeiro.
O caso não é para menos: nós portugueses, sabemos que se faz música de muita qualidade por cá (ou deveríamos saber), mas quando os primeiros acordes produzidos por um grupo português que alguém de fora ouve são da autoria dos Black Bombaim a reacção é de espanto. É verdade: a mensagem dos Black Sabbath na sua forma mais pura chega a Portugal tardiamente e pela mão de uns putos. Porquê tanto tempo? Estará algo errado? Talvez, mas falamos sobre isso noutro dia, noutro espaço.
Saturdays And Space Travels é um debitar constante de riffs monstruosos de guitarra e de baixo acompanhados por uma bateria frenética. O álbum foi lançado num único formato. Vinil, pois claro. Ouvir o lado A e o lado B do disco de seguida torna-se numa experiência muito mais completa do que ouvir a versão radiofónica (dividida em sete faixas) do disco. Este álbum é aquilo a que os Pink Floyd sempre gostaram de chamar "uma obra indivisível". Algo que pretendo demonstrar numa emissão do Ruído Alternativo, quando a situação se proporcionar. Porque não colocar o lado A deste Saturdays And Space Travels a tocar na integra numa das nossas emissões. Faz falta esse espírito na rádio.
Os Black Bombaim têm a consciência que nunca serão uma banda de massas. É impossível fazer músicas de 40 minutos e ao mesmo tempo ser-se comercial. Também não têm vocalista. Muita gente ainda tem a tendência de ver uma banda instrumental como uma banda menor. De qualquer forma, com um pouco mais de visibilidade em publicações nacionais e estrangeiras e se a fasquia de qualidade se mantiver elevada, os Black Bombaim têm a porta aberta para serem um grupo de culto. O ambiente psicadélico de Saturdays And Space Travels faz-nos ficar a salivar pelo seu sucessor, que já está a ser cozinhado.
André Beda

A Análise: Drill - "Free Ride"

De todos os discos destacados pelo Ruído Alternativo, Free Ride é o menos conhecido. De qualquer forma, qualquer um podia ter descarregado o disco ao longo de 2010, já que os Drill disponibilizaram uma música para download gratuito por mês.
Gravado e produzido pela banda, Free Ride tinha como objectivo dar um mês inteiro a quem fez o download de uma das faixas para a digerir. Uma tentativa de romper com todo o imediatismo que se vive no mundo da música actualmente, penso eu. De qualquer forma, fazer um trabalho deste tipo pode criar o típico problema: Free Ride poderia não parecer um álbum, mas sim uma compilação de músicas que os Drill gravaram ao longo do ano passado. Contudo, neste disco, isso é algo que não acontece.
Não, Free Ride não é um disco convencional, a começar logo pela duração: quase uma hora, algo quase impensável nos dias de hoje. Outro dos pontos onde não é convencional é na adição de elementos algo estranhos no tipo de música no qual os Drill estão inseridos. O melhor exemplo disto mesmo acontece na faixa inicial "No More, No Sleep", onde na recta final encontramos um instrumento de sopro a entrar de forma completamente desgovernada pela música. Um número artístico que acaba por resultar bastante bem. No capitulo do que não é convencional no disco importa ainda referir a forma como este foi gravado: um computador e quatro microfones. Nada mais.
Tudo isto mostra bem quão grande é a vontade de fazer música que os Drill possuem. Sendo uma banda pequena, não se ficaram a lamentar das condições (ou melhor, da falta delas) existentes em Portugal para se fazer música. Talento e um pouco de arte do "desenrascanço" é quanto baste para se fazer um disco.
Voltando à música, há que dizer que estes três rapazes estão entre o que de melhor se faz no "rock viril" no nosso país. As referência óbvias de Black Sabbath e Kyuss resultam em riffs electrizantes como os de "The Race", "WIKWIGT", "Bird In A Cage" e "Allong The Way". Mas também há espaço para as melodias simples de rock em "Try" e "A Question". Está em Free Ride um bom exemplo do que se pode fazer quando, mesmo com poucos meios, a vontade de fazer música supera tudo o resto.
André Beda

domingo, janeiro 30, 2011

Playlist: Programa 117 (30 de Janeiro de 2011)

1ª parte:
  1. The Vaccines - "Post Break-Up Sex" (What Did You Expect From The Vaccines) [2011]
  2. Cage The Elephant - "Shake Me Down" (Thank You Happy Birthday) [2011]
  3. Gang Of Four - "You'll Never Pay For The Farm" (Content) [2011]
  4. Arctic Monkeys - "Old Yellow Bricks" (Favourite Worst Nightmare) [2007]
  5. DW Void - "The Crude Queen (Assumption Of A Dead Motor)" (10) [2011]
  6. Bunnyranch - "You Can Read..." (If You Missed The Last Train...) [2010]
  7. The Legendary Tigerman - "Crawdad Hole" (Fuck Christmas, I Got The Blues) [2003]
  8. Fitacola - "Esta Viagem" (Mundo Ideal) [2008]
  9. The Gaslight Anthem - "The Spirit Of Jazz" (American Slang) [2010]
  10. Kiss - "Calling Dr. Love" (Rock And Roll Over) [1976]
  11. Ozzy Osbourne - "Let It Die" (Scream) [2010]
  12. The Young Gods - "Gasoline Man" (T.V. Sky) [1992]
  13. Sonic Youth - "Chez Yves (Alice Et Clara)" (SYR9: Simon Werner A Disparu [Banda Sonora]) [2011]
  14. Tyvek - "Future Junk" (Nothing Fits) [2010]
  15. The Parkinsons - "Angel In The Dark" (A Long Way To Nowhere) [2002]
  16. Bellenden Ker - "Dirty Hands" (Dirty Hands [Single]) [2009]
  17. Skewer - "So Softly" (Follow My Way [EP]) [2011]
2ª parte:
  1. Crowbar - "The Cemetery Angels" (Sever The Wicked Hand) [2011]
  2. Mastodon - "Iron Tusk" (Leviathan) [2004]
  3. Death Angel - "River Of Rapture" (Relentless Retribution) [2010]
  4. Decapitated - "A Poem About An Old Prison Man" (Organic Hallucinosis) [2006]
  5. Ibéria - "Sismo" (Ibéria & Arabian Penthouse Promo [Split]) [1993]
  6. Punksinatra - "Eu Vim De Longe, Eu Vou Para Longe" (Eu Vim De Longe, Eu Vou Para Longe [Single]) [2011]
  7. Korn - "Twisted Transistor" (See You On The Other Side) [2005]
  8. Noctivagus - "Pilgrim Dimension" (Pilgrim Dimension [Single]) [2011]
  9. Mayhem - "Key To The Storms" (Ordo Ad Chao) [2007]
  10. Six Feet Under - "Victim Of The Paranoid" (Maximum Violence) [1999]
  11. Lazarus A.D. - "Last Breath" (The Onslaught) [2009]
  12. Bonded By Blood - "Episodes Of Aggression" (Exiled To Earth) [2010]
  13. Destruction - "Hate Is My Fuel" (Day Of Reckoning) [2011]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

Destaque: Programa 117

Está no ar mais uma emissão do Ruído Alternativo. Muitas foram as bandas que marcaram concertos para Portugal na última semana, a saber: Mayhem, Bonded By Blood, Lazarus A.D., Arctic Monkeys e Tyvek - todas elas em destaque neste programa. Destaque ainda para nova música de The Vaccines, Cage The Elephant, Gang Of Four, DW Void, Sonic Youh, Skewer, Crowbar, Punksinatra, Noctivagus e Destruction.
A não perder!

sábado, janeiro 29, 2011

Antevisão: Programa 117

Programa:
  • Emissão: 117
  • Bandas nacionais: DW Void, The Legendary Tigerman, Punksinatra, entre outras...
  • Bandas internacionais: Arctic Monkeys, The Vaccines, Crowbar, Destruction, entre outras...
Informações Adicionais:
Pós Programa:
Média:
Contactos:

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Nota: DevilDriver Mostram Mais Uma Nova


Os DevilDriver acabam de disponibilizar mais uma música para audição do seu novo álbum, Beast com saída prevista para 21 de Fevereiro. "Coldblooded" foi a escolhida e pode ser ouvida seguindo este link.
Site: http://www.devildriver.com/
Ruído Alternativo

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Nota: Mayhem Com Duas Datas Em Portugal


Os Mayhem têm dois concerto para Portugal marcados na sua agenda. A sua estreia, logo em dose dupla, acontece dias 22 e 23 de Abril. No primeiro dia a banda norueguesa aterra no Cine-Teatro de Corroios, Setúbal, e no dia seguinte a banda irá actuar no Hard Club no Porto. Os bilhetes estão à venda por 23€ - no próprio dia custam 26€.
Site: http://www.thetruemayhem.com/
Ruído Alternativo

Nota: The Parkinsons Em Portugal


Os luso-britânicos The Parkinsons têm regresso marcado para Portugal dia 3 de Junho no Bar Bafo de Baco em Loulé. Os preços dos bilhetes serão divulgados em breve.
Site: http://the-parkinsons.com/
Ruído Alternativo

Nota: Destruction Disponibilizam Nova Música


É já dia 18 de Fevereiro que os germânicos Destruction lançam o seu 11.º álbum de originais. Sucedendo D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. de 2008, Day Of Reckoning já tem single novo escolhido, "Hate Is My Fuel" - que foi pela primeira vez tocada ao vivo a 18 de Dezembro passado em Portugal -, que já pode ser escutado no myspace oficial da banda ou no Facebook oficial do grupo. O vídeo deste single tem saída prevista já no início de Fevereiro.
Site: http://www.destruction.de/
Ruído Alternativo

Nota: Judas Priest Afinal Já Escrevem Novo Material


Os Judas Priest estão neste momento a preparar novo material. Apesar disto, o guitarrista Glenn Tipton afirma que este facto em nada altera as intenções da banda que decidiu fazer este ano a sua derradeira tour mundial.
Site: http://www.judaspriest.com/home/default.asp
Ruído Alternativo

Nota: Kiss Com Novo Álbum Este Ano


Os veteranos Kiss estão a planear entrar em estúdio no próximo mês de Março para gravar novo disco de originais. Este novo registo irá suceder a Sonic Boom de 2009 e deverá estar nas lojas neste Verão.
Site: http://www.kissonline.com/
Ruído Alternativo

Nota: Guano Apes Regressam Aos Discos


Os Guano Apes estão de regresso já em Abril. A banda, que em 2003 lançou Walking On A Thin Line, prepara-se para lançar o seu quarto álbum de estúdio. Bel Air é o título deste novo registo que tem como primeiro single "Oh What A Night" que é lançado ainda esta semana.
Site: http://www.guanoapes.org/
Ruído Alternativo

A Análise: Bunnyranch - "If You Missed The Last Train..."

If You Missed The Last Train marca o regresso, e de que maneira, dos Bunnyranch à boa forma. Nestes últimos quatro anos a banda deve ter tido tempo de tomar o pulso ao público: será este conservador em relação aos Bunnyranch? Claramente. Mas há alguma razão de ser.
Lembro-me de entrevistar esta banda na ressaca da morte de Lux Interior lembro-me do quanto emocionado ficou Kaló quando o assunto veio à baila. Se dúvidas houvessem ficou ali provado que os Cramps são uma das maiores referências dos Bunnyranch. Foi assim desde o primeiro disco e não há mal nenhum nisso. Ainda para mais depois de Teach Us Lord... How To Wait ter provado que a banda conimbrigense veste muito melhor o fato do rockabilly psicadélico do que qualquer outro.
If You Missed The Last Train é o regresso ao registo que os velhos fãs de Bunnyranch já conhecem contem alguns grandes temas que nos remetem aos tempos de Luna Dance, tais como "Free To Shake, Free To Brake", e "Parasite Poor Mind". Contem também um single que, não sendo uma das melhores do disco, cumpre todos os requisitos de um single. É impossível acabar de ouvir "Where Am I? Where Are You?" e não continuar com o refrão na cabeça.
Mais uma vez afirmo: não há mal nenhum em ter influências, ainda para mais quando os níveis de qualidade destas são tão elevados. Antes de terminar esta análise apenas lanço um aviso: os Bunnyranch podem vir a sofrer um pouco pelo facto de recorrerem "demasiadas vezes à mesma fórmula", diz-se pela Internet. A mim, pessoalmente, não me parece que seja um caso assim tão gritante de repetição das mesmas ideias e melodias, mas a industria musical está como está e o público tem muito por onde escolher...
André Beda
2008 foi, a própria banda admitiu em entrevista ao Ruído Alternativo, um tiro ao lado na carreira dos Bunnyranch. Editou-se Teach Us Lord... How To Wait em duas partes, uma espécie de dois EPs que se tornariam num álbum, e a experiência correu mal - se a banda notou, quanto mais a imprensa e o público. Dali ouve-se um bom "EP", How To Wait, e um "EP" inferior, Teach Us Lord.... Se a isto juntarmos um pequeno recuo na carreira da banda e olharmos para o mui aclamado Luna Dance (2006) - o melhor trabalho da sua carreira até hoje - é de constatar que este registo de 2006 fez mossa na apreciação do seu trabalho em 2008. A banda consciente do que fez voltou ao formato habitual (integral) e lançou no início do ano passado o seu quarto disco de originais. If You Missed The Last Train... foi o título escolhido e voltámos à boa música por parte do quarteto de Coimbra.
Não temos aqui invenções, nem um olhar para um futuro, ou sequer novas ideias por parte dos Bunnyranch - essa é a (sempre subjectiva) verdade. Mas se a procura neste disco for de bom rock, não precisam de procurar mais, está aqui aquilo a que se chama um disco despreocupado e despretensioso. A banda parece, e depois do fracasso que foi Teach Us Lord... How To Wait, ter utilizado este disco como pretexto para voltar a olhar para o norte da sua carreira: o rock, o universo The Cramps, a boa música sem floreados, just rock n' roll - e bem que precisavam disso. Aqui estamos perante uma revisão da matéria dada em quase 10 anos de rock e, aparentemente, num fecho de ciclo.
If You Missed The Last Train... chega em boa-hora. Para além do alívio que foi ver que os Bunnyranch continuam em boa forma, é de louvar músicas tão simplesmente bem feitas, à medida do garage rock dos anos 80 e do rock tão demarcado como é o de Coimbra. Temos "Free To Shake, Free To Brake", "I Can't Set Myself Free", "Let's Beat'em All", "Parasite, Poor Mind" ou "Don't Dance To This Song", nem mais nem menos a personalidade e a força deste rancho. "Em equipa que ganha, não se mexe". Os Bunnyranch aperceberam-se e ganharam com isso mesmo. Aposta feita, aposta ganha.
Carlos Montês

Nota: Noctivagus Com Novo Single

Os portugueses Noctivagus estrearam recentemente novo single. O tema em questão é "Pilgrim Dimension", que vão poder conferir já na próxima emissão do Ruído Alternativo.
Site: http://www.myspace.com/noctivagusofficial
Ruído Alternativo

Nota: The Legendary Tigerman No SBSR

The Legendary Tigerman foi hoje confirmado para o festival Super Bock Super Rock. O músico é o primeiro nome nacional a ser anunciado para o cartaz deste ano, bem como o primeiro nome do Palco EDP. Paulo Furtado actua no festival que este ano volta a realizar-se no Meco a 14 de Julho.
Site: http://www.myspace.com/thelegendarytigerman
Ruído Alternativo

Nota: Thomas Giles Mostra "Sleep Shake"


Depois de anunciado que Thomas Giles, ou melhor Tommy Rogers, dos Between The Buried And Me se iria aventurar a solo eis que nos chega o primeiro single "Sleep Shake", já com vídeo e tudo - que pode ser visto aqui. Recorde-se que Thomas Giles é o pseudónimo do líder dos Between The Buried And Me e que já no próximo dia 1 de Fevereiro este lança o seu primeiro disco a solo, Pulse.
Site: http://www.myspace.com/thomasgilesmusic
Ruído Alternativo

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Nota: Fitacola Abrem Concertos Dos Sum 41


Os Fitacola são a banda escolhida para abrir os dois concertos que os Sum 41 têm agendados para Portugal já nos próximos dias 17 e 19 de Fevereiro, em Lisboa e no Porto respectivamente. Recorde-se que banda de Coimbra lançou no ano passado o seu segundo álbum Caminhos Secretos.
Site: http://www.myspace.com/fitacola
Ruído Alternativo

Nota: DW Void, "10" Na Forja


Os portugueses DW Void, banda formada por antigos membros dos K4 Quadrado Azul, Essa Entente e Aix-laChapelle, irão apresentar ao vivo, no dia 8 de Fevereiro, o álbum 10, no MusicBox, em Lisboa, data onde também lançarão este mesmo disco. Esta será a sua estreia em álbuns, com produção própria.
Site: http://www.myspace.com/dwvoid
Ruído Alternativo

A Análise: The Poppers - "Up With Lust"

Como continuar o sucesso que foi Boys Keep Swinging de 2006, quatro anos depois? Apresentar um single também ele 'orelhudo', como é "Drynamill", com uma abordagem um pouco mais rock.
Up With Lust é o regresso dos The Poppers, que em 2006 construíram hinos instantâneos como "Charlie Is A Sinner", "Mrs. 'A'" ou "Days Of Summer". Apesar de não tão directo ao coração como era o seu primeiro, neste segundo álbum a fórmula usada é a mesma, pop mais rock com uma boa dose de alegria, paixão e boa música. Mas só que desta vez o rock ganhou o braço-de-ferro à pop, e temos mais música directa ao corpo, casos de "Drynamill", "Ace Face Gang", "Bohemian Discipline", "God's In The News", "Blood Rivers From Her Nose"ou "Dogdom Blues".
A perda de alguma pop - não de sensibilidade-, tão bem mostrada na estreia da banda, parece ter ditado parte do menor sucesso deste segundo disco, mas não deixamos de estar perante um grande álbum que faz ode a bandas tão bem saudadas no mundo da música como são os The Beatles, The Kinks ou Creedence Clearwater Revival. Isto, com um toque moderno que os tempos impõem e com aquele toque mod já conhecido da banda dos Olivais, é de olhar com bons olhos. Um caso sério e raro de rock português bem feito.
Segundo disco aqui não significa perca de nervo, de força ou de raiva, pelo contrário, os The Poppers mostraram que não vivem apenas naquela linha que separa o rock da pop. Apresentam aqui um álbum actual, cheio de referências intemporais, de fazer inveja a muitos indie-rockers que por aí navegam em top britânicos. A sua internacionalização é resultado disso mesmo, de um trabalho inegável na escrita e na produção musical, capazes de se confundirem no mesmo oceano dessas bandas que fazem o mesmo que eles. Só que aqui destacam-se pelo mérito de terem os pés bem assentes na terra - em Portugal, o que por si só não impedimento de nada, apenas torna as coisas mais naturais e menos artificiais que tanto se pede na música. É um luxo tê-los por cá de novo.
Carlos Montês

A Análise: Linda Martini - "Casa Ocupada"

Começam a faltar as palavras para descrever o que quer que seja feito pelos Linda Martini. São sem dúvida a banda do ano, mas calma: não se pense que são um fenómeno passageiro. Aliás, essa é a parte surpreendente: o nível de quase unanimidade que auferem, nos dias que correm, é tudo menos normal.
Casa Ocupada chega, apresentado pela própria banda, como um disco com um som mais directo que a estreia (Olhos De Mongol, 2006). De facto, o primeiro longa duração banda não causou as reacções imediatas que Casa Ocupada causou, com o disco, inclusive, a permanecer durante algumas semanas no top de vendas nacional. Ao invés disso, o sucesso de Olhos De Mongol foi construído entre 2006 e 2010. Esta espera, em vez de colocar os Linda Martini num canto da memória dos melómanos, foi abrindo o apetite do público.
São muitas vezes apelidados "Sonic Youth portugueses" e chamaram a uma das músicas de Casa Ocupada "Juventude Sónica". Segundo a banda, é para as más línguas já terem as pedras na mão, antes de tudo. Tirando o tema em questão (que não soa necessariamente a Sonic Youth) e a introdução bem característica de "Elevador" esqueçam o rótulo. Esqueçam tudo o resto. Linda Martini é do mais original que se faz na música portuguesa na actualidade.
Na questão da originalidade, não nos vamos restringir ao estilo, o post-rock. Já existem umas quantas bandas do estilo cá pelo sítio. Mas quantas delas conseguem fundir a língua portuguesa com uma sonoridade que tem todas as suas raízes lá fora? É neste ponto, e com temas como "Belarmino", "Amigos Mortais" e "Nós Os Outros", que os Linda Martini transpõem a linha do post-rock. E de qualquer outra coisa que já vos tenha passado pelos ouvidos.
Não podia acabar este texto sem uma breve referência a "Cem Metros Sereia". Instrumentalmente a melhor do disco e, apesar de alguns acharem a letra demasiado "teenager", a letra mais curta com maior significado do rock nacional. Quanto ao futuro, se os Linda Martini continuarem por alguns anos neste nível vão ser uma das maiores bandas rock nacionais. Se acabarem amanhã, passarão a ser o maior mito da música portuguesa.
André Beda
Se em 2009 The Legendary Tigerman foi rei e senhor com Femina, 2010 parece trazer unanimidade a Casa Ocupada dos Linda Martini. Aqui talvez falte o carinho que todos os portugueses têm pela música em inglês (aversão ao português) - boa ou má - e pelo rock já "velho conhecido", quando neste caso se trata num género mais ou menos recente. Mas farpas aparte, Casa Ocupada parece ter chegado ao mesmo ponto - e não é para todos!
Passo a explicar: Olhos De Mongol, já do longínquo ano de 2006, é a estreia em longa-durações dos Linda Martini e só quatro anos depois é que vemos editado o difícil (neste caso devido ao tempo) e tão aguardado segundo álbum. Se há coisa quase impossível hoje em dia na música portuguesa é um intervalo de quatro anos sem disco novo sem cair no esquecimento - aplausos. Pelo contrário os fãs dos Linda Martini aumentaram, a fome de música nova também, e pelo meio a banda foi editando uns EPs para não cair em total esquecimento e para aquecer e treinar os músculos - é obra! É obra porque em 2010 aparecem-nos mais frescos que nunca e com aquele que é certamente um dos, senão «o», melhor trabalho da sua discografia.
De "novos Ornatos Violeta" a "Sonic Youth portugueses" (ouvir "Juventude Sónica") foi um passo rápido no início da sua carreira e neste último rótulo - que apesar de tudo é apenas um rótulo - lá ficaram. No entanto, Casa Ocupada está para lá de uma cópia de um Daydream Nation, um Goo ou um Dirty dos Sonic Youth - que tanto prezo. É post-rock ("Mulher-A-Dias", "S De Jéssica", "Amigos Mortais"), é portugalidade ("Belarmino", "Queluz Menos Luz"), é um buscar de raízes hardcore e punk da banda ("Ameaça Menor", "Cem Metros Sereia"), é rock ("Elevador", "Nós Os Outros"). Casa Ocupada é de inflamar o coração e a alma e de encher o ouvido.
Ao segundo álbum de estúdio os Linda Martini confirmaram, de vez, que são um dos novos grandes nomes da música portuguesa. Sucesso, elogios e força é o que não lhes falta, agora é esperar para o que vem aí a seguir - e a fasquia está alta. Há quem chame a isto fado noise e em boa-hora foi dito.
Carlos Montês

A Análise: Indignu - "Fetus In Fetu"

Post-rock cantado em português. Calmaria morta pela súbita distorção. Não, não falo dos Linda Martini, mas de outra banda do mesmo espectro, salvaguardando a distância devida às diferenças entre as duas bandas, os Indignu, que este ano lançaram o seu disco de estreia.
Fetus In Fetu faz-me crer que esta banda, dentro de não muito tempo, poderá ser um caso sério no panorama do rock alternativo nacional. Não é possível ficar indiferente ao primeiro longa-duração, mesmo para aqueles que, como eu, o acharam terrivelmente difícil de entrar no ouvido à primeira audição. Cheguei a pensar que os Indignu não eram tão bons como diversas críticas os faziam parecer. A verdade é que a devida distância entre primeira e segunda audição me fizeram perceber quão grande disco de post-rock é este Fetus In Fetu.
O instrumental vai muito para lá da habitual distorção do estilo em questão que, como é óbvio, marca presença, mas também existem riffs muito bem definidos, como é o caso de "Curta-Metragem (A Efectivação)". De resto, neste disco encontram-se diferentes abordagens, tais como: a acústica "Ouvidos De Bigorna", a puramente raivosa "Curta-Metragem (A Efectivação)", a instrumental "Rafaela" ou uma "Duzentas Promessas Para Um Mundo Melhor", construída a partir das palavras de Valter Hugo Mãe, mostram bem a pluralidade de ambientes e estilos sonoros presentes em Fetus In Fetu.
Os Indignu parecem-me ser uma banda que aposta em fazer carreira pelo circuito mais alternativo. Se esse for o caso Fetus In Fetu, que poderá não ser o suficiente para lançar essa carreira, foi um estrondoso começo, que nos faz ficar expectantes quanto a um novo trabalho. Está aqui um belo disco não só de post-rock, como também dentro do espectro mais alargado do rock. Esse que dizem que já morreu ou está para morrer. Dá para acreditar?
André Beda
Braga, terra de bons ventos, e Barcelos, que se afirma hoje como uma das cidades com mais bandas per capita, são estes os dados dos Indignu. Depois de um EP em 2007 (Manifesto Anormal Do Fundamento) eis que nos chega a sua estreia em 2010, com uma abordagem um pouco diferente.
Discreta, mas suficientemente boa para chegar a muitos bons ouvidos e listas, Fetus In Fetu é claramente um embrião do que se pode vir a tornar-se em algo grande. O post-rock é rei aqui, o shoegaze paira no ar, o punk corre na guitarra e o minimalismo e o ambiental são a procura. Aposta feita num género que cresce a passos largos no mundo e também em Portugal (exemplos de Linda Martini, Catacombe, Riding Pânico, Men Eater, Utter, If Lucy Fell...). Revelação certa no ano que passou.
A capacidade de surpreender neste disco é grande, começando logo ao primeiro tiro com "Prenúncio". A tentativa de algum conceptualismo com "Curta-Metragem", dividido em três actos - "(A Espera)", "(A Saída)" e "(A Efectivação)" - torna-se frutuosa. Há exaltação, há intervenção. A música, o instrumentalismo, ao longo de todo o disco, é alicerce, a palavra, apesar de pouca, não é gasta em vão, reforça a ideia. Os pormenores são estudados e ouvem-se com uma naturalidade brilhante.
Se isto não tiver pernas para andar é porque o público, a imprensa, as rádios, os festivais, todos nós estamos a cortá-las, quando a qualidade é o que não falta neste disco. Há aqui uma personalidade vincada, não há lugar para comercialismos e facilitismos, apenas a busca por uma música maior, pelo espaço e tempo das guitarras. É de querer ouvir mais uma e uma vez para perceber como é construído este disco. Fetus In Fetu é um exemplo de excelência a seguir. Como se diz, na gíria musical, "o que hoje é underground amanhã bem pode ser mainstream" - os Nirvana mostraram-no ao mundo. Então, sendo assim, que o amanhã chegue rápido porque isto não pode morrer quando só falta abrir a porta do sucesso, da visibilidade.
Carlos Montês

Nota: Cage The Elephant Com Vídeo Novo


Estão disponíveis dois vídeos de promoção ao novo single dos Cage The Elephant, referente ao novo disco da banda Thank You, Happy Birthday, lançado este mês. Para ver a versão oficial de "Shake Me Down" basta seguir esta ligação e para ver a versão alternativa basta clicar aqui.
Site: http://www.cagetheelephant.com/index1.php/
Ruído Alternativo

Nota: Punksinatra Oferecem Música


Os portugueses Punksinatra estão a oferecer um tema para download gratuito. A música "Eu Vim De Longe, Eu Vou Para Longe", original José Mário Branco, pode ser descarregada através da página oficial do myspace da banda, no Facebook ou directamente aqui.
Site: http://www.myspace.com/punksinatraband
Ruído Alternativo

Nota: The Vaccines Com Vídeo Novo


Os The Vaccines têm novo vídeo, referente ao segundo single do disco What Did You Expect From The Vaccines?, com data de lançamento prevista para 21 de Março. Para ver "Post Break-Up Sex" basta clicar aqui.
Site: http://www.thevaccines.org.uk/
Ruído Alternativo

terça-feira, janeiro 25, 2011

Nota: Arctic Monkeys No Super Bock Super Rock


Os Arctic Monkeys são a mais recente confirmação para o festival Super Bock Super Rock deste ano. A banda britânica, que neste momento está a trabalhar no sucessor de Humbug de 2009, junta-se a aos The Strokes (16 de Julho, último dia do evento) no cartaz do festival com actuação no dia 14 de Julho - o primeiro dia do evento. Os bilhetes já estão à venda e custam 45€ para um dia e 80€ para o passe de três dias. Este ano, o SBSR terá três palcos: o Palco Super Bock, o Palco EDP e um espaço para a electrónica.
Site: http://www.arcticmonkeys.com/
Ruído Alternativo

Nota: Ozzy Osbourne Mostra "Let It Die"


Ozzy Osbourne acaba de lançar o vídeo do terceiro single de Scream - álbum lançado em Junho do ano passado, re-editado em Outubro passado com direito a um CD bónus. "Let It Die" foi o tema escolhido, que pode ser visto aqui.
Site: http://www.ozzy.com/us/ozzysplash
Ruído Alternativo

Nota: Stork, Um Novo Projecto Paralelo


Está aí um novo trio: Shane Gibson, ex-gguitarrista de tournée dos Korn, Thomas Lang, reputado baterista de estúdio e o baixista Eloy Palacios formaram os Stork no ano passado e já chegou o registo de estreia. O disco homónimo saiu para as lojas neste mês de Janeiro, um álbum que segundo a banda é «muito virado para o futuro, mas cheio de influências do passado como o thrash e metal progressivo». Para darem uma espreitadela ao trabalho da banda basta seguir esta ligação ou dar um salto ao myspace da banda.
Site: http://www.myspace.com/officialstork
Ruído Alternativo

Nota: Death Angel Mostram "Rive Of Rapture"

Está disponível um novo videoclip promocional para o mais reconte disco dos Death Angel, Relenteless Retribution, lançado no ano passado. O vídeo de "River Of Rapture" pode ser visto aqui.
Site: http://deathangel.us/
Ruído Alternativo

Nota: Skewer Mostram Música Nova

Depois de em 2010 terem estado parados, 2011 marca o regresso à actividade dos portugueses Skewer. A banda disponibilizou na sua página do myspace, o tema "So Softly" para audição, música que marcará também presença na próxima emissão do Ruído Alternativo, a 30 de Janeiro. "So Softly" fará parte do novo EP da banda Follow My Way.
Site: http://www.myspace.com/skewerband
Ruído Alternativo

Nota: Gang Of Four Com Vídeo Novo

Os Gang Of Four têm novo vídeo disponível. Para ver "You'll Never Pay For The Farm", o primeiro vídeo promocional de Content (lançado precisamente ontem), basta seguir esta ligação. Recorde-se ainda que a banda disponibilizou Content na integra para audição no seu site oficial.
Site: http://www.gangoffour.co.uk/share_comp/
Ruído Alternativo

Nota: Chickenfoot Vão Começar A Gravar

Michael Anthony, baixista do super-grupo Chickenfoot, revelou que a banda começa a gravar o seu segundo longa-duração já no próximo dia 29 de Janeiro. Anthony revela ainda que a banda espera levar o novo disco ao público em concertos ao vivo mais para o final deste ano. Neste momento já se sabe que Chad Smith gravará a bateria no disco, mas não estará disponível para os concertos acima referidos, uma vez que os Red Hot Chili Peppers regressaram este ano ao activo, com novo álbum e correspondente tour na calha para 2011.
Site: http://www.chickenfoot.us/
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Nota: Korn Trabalham Em Novo Material

Numa entrevista recente o guitarrista dos Korn Munky adiantou alguns pormenores acerca do novo material que a banda tem andado a gravar. Nesta entrevista, o músico afirma que a banda está a tentar que todas as músicas do novo disco soem ainda melhor ao vivo do que em estúdio, por isso, adianta, deverão tocar quase todas as músicas ao vivo antes de gravarem o novo disco. Munky assegura que a banda já tem três músicas gravadas: «Uma delas faz-me lembrar Soundgarden, aquele som tipicamente de Seattle, as outras duas apelam mais à nossa veia experimental». Os Korn planeiam agora entrar definitivamente em estúdio no próximo mês de Abril.
Site: http://modlife.com/korn
Ruído Alternativo

Nota: Tyvek Em Portugal

Os norte-americanos Tyvek têm três concertos agendados para o nosso país. A banda actuará no dia 24 de Fevereiro no Mercado Negro, em Aveiro, no dia seguinte no Lounge, onde as entradas são livres, em Lisboa, e no dia 26 no Armazém do Chá, no Porto.
Site: http://www.myspace.com/tyvekmusic
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Podcast: Programa 116

1ª parte:
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2ª parte:
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Dados:

A Análise: Peixe : Avião - "Madrugada"

Mais uma vez os Radiohead invadiram a nossa mente durante breve segundos - é o que dá isto das influências, das referências e do porquê de se ter de explicar porque é que isto é bom ou mau - neste caso é magnífico.
Segundo disco para o grupo de Braga - que a passos largos está a tornar-se nuns Mão Morta versão II no que à carreira, fãs, sucesso e excelência diz respeito -, Madrugada é o sucessor da aclamada estreia 40.02. Pormenores e mais pormenores de boa música num 'por maior' dos Peixe : Avião que podem estar, e com todo o mérito, satisfeitos com os resultados deste seu segundo disco. Todas as esperanças e dados lançados no primeiro disco justificam-se a cada nova música, a cada audição do grupo, a cada nova paixão deste registo. Madrugada é quase a perfeição - se é que isso existe.
Neste segundo registo os Peixe : Avião bebem algum post-punk da ressaca da primeira década deste século e criam hinos instantâneos como "No Jogo Da Quimera" e "Um Acordo Qualquer" - primeiros dois singles escolhidos-, mas também em "Tímida Penumbra" ou "Mudar De Ideias" mostram que este é universo base do disco.
Os convidados são de luxo: para "Fios De Fumo" temos Manuela Azevedo, dos Clã, em que a empatia é audível; e em "Detalhes De um Plano" e "Palavras Que Não Falam" temos o pianista Bernardo Sassetti - um toque clássico na modernidade, vanguardista e ao mesmo tempo vintage (oiçam os teclados 'setecentistas' deste disco) que é a música dos Peixe : Avião.
Exímio trabalho de um grupo de músicos com gosto naquilo que fazem Madrugada é um dos discos de 2010, indispensável para compreender a modernidade da música portuguesa neste novo século. Superior a 40.02, este disco é o caminho e o passo certo para os Peixe : Avião. Falta agora que às suas letras brilhantemente portuguesas se junte o amplo reconhecimento português. Pop directa e brilhantemente esculpida ao pormenor para o coração.
Carlos Montês

domingo, janeiro 23, 2011

Playlist: Programa 116 (23 de Janeiro de 2011)

1ª parte:
  1. PJ Harvey - "The Last Living Rose" (Let England Shake) [2011]
  2. Sum 41 - "Motivation" (All Killer No Filler) [2001]
  3. King Khan And The Shrines - "Land Of The Freak" (The Supreme Genius Of King Khan And The Shrines) [2008]
  4. Rui Veloso - "A Rapariguinha Do Shopping" (Ar De Rock) [1980]
  5. Xutos & Pontapés - "Mãe" (78/82) [1982]
  6. Nicotine's Orchestra - "Open Water" (Open Water) [2011]
  7. Catacombe - "Anna-Liisa" (Kinetic) [2011]
  8. Utter - "First Trip" (---) [2011]
  9. Joy Division - "Dead Souls" (Still [Compilação]) [1981]
  10. Editors - "Blood (Alternative Version)" (---) [2011]
  11. Jay Reatard - "Hang Them All" (Watch Me Fall) [2009]
  12. The Strokes - "What Ever Happened?" (Room On Fire) [2003]
  13. Tapes 'N Tapes - "Freak Out" (Outside) [2011]
2ª parte:
  1. Foo Fighters - "Low" (One By One) [2002]
  2. Nashville Pussy - "Go Motherfucker Go" (Let Them Eat Pussy) [1998]
  3. Sex Pistols - "Anarchy In The U.K." (Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols) [1977]
  4. The Stooges - "I Wanna Be Your Dog" (The Stooges) [1969]
  5. Soundgarden - "Spoonman" (Superunknown) [1994]
  6. Linda Martini - "Mulher-A-Dias" (Casa Ocupada) [2010]
  7. The Young Gods - "Skinflowers" (T.V. Sky) [1992]
  8. Karuniiru - "Pink Bunny Kiss" (Stupidity [Demo]) [2009]
  9. Vulture - "Anti (You Get What You Deserve)" (Pick Up The Pieces) [2008]
  10. Voivod - "Panorama" (Angel Rat) [1991]
  11. Venom - "Powerdrive" (Possessed) [1985]
  12. Pendragon - "Higher Circles" (The Jewel) [1985]
  13. Manowar - "Die For Metal" (Gods Of War) [2007]
  14. DevilDriver - "Dead To Rights" (Beast) [2011]
  15. Children Of Bodom - "Was It Worth It?" (Relentless Reckless Forever) [2011]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

Destaque: Programa 116

Mais uma emissão do Ruído Alternativo, esta semana estamos de volta ao formato habitual com as noticias que marcaram o último mês. Destaque para os concertos em Portugal de Sum 41, King Khan & The Shrines, Peter Hook, Nashville Pussy, The Stooges, The Young Gods, Voivod, Venom, Pendragon e Manowar. Música nova com os Children Of Bodom, DevilDriver, PJ Harvey, Nicotine's Ochestra, Catacombe, Utter e Tapes 'N Tapes. Absolutamente a não perder!

sábado, janeiro 22, 2011

A Análise: Blind Zero - "Luna Park"

Cinco ano após The Night Before And A New Day os Blind Zero voltam aos disco de cara lavada, aliás como é presságio da sua carreira. Luna Park, segundo Miguel Guedes - aquando da entrevista ao Ruído Alternativo, "é um ambiente de grandes extremos", e em verdade o disse pois neste novo disco encontramos alegria, esperança, tristeza, melancolia, ansiedade... Luna Park para os fãs de "Big Brother", "Recognize", ou mais recentemente de "Bizarma", é certamente uma face que querem não ouvir. Mas a verdade é que a rock/pop solarenga de "Slow Time Love" - um dos singles a ver a luz do dia primeiro que o disco-, ou 'aqueles teclados' da "Snow Girl" deram mais que tempo ao público para se aperceber do que iria vir a seguir com o disco nas lojas. Facto é o seguinte, ao longo de mais de 15 anos de carreira os Blind Zero souberam descartar todos os rótulos que lhes foram colocando em cima. Certamente que quem ainda os apelida de "Pearl Jam portugueses" ficou algures parado no ano 2003 [A Way To Bleed Your Lover], ou talvez antes, no que diz respeito à carreira da banda do Porto - sim, The Night Before And A New Day da mais-que-rodada "Shine On" é um disco ponte para Luna Park. Eles não têm medo da pop e fizeram-no em grande.
A verdade é que trouxeram, mais uma vez, para os seus concertos um público novo - se quer um concerto heterogéneo, tal como o seu público, é só comprar um bilhete para o próximo concerto dos Blind Zero, é de ficar surpreso. "Reinvenção" foi uma das palavras chave de Miguel Guedes, na entrevista ao Ruído Alternativo, e quanto a isto há-que dar a mão à palmatória: os Blind Zero não são um espelho de si mesmos, não repetem fórmulas, mas o público tanto se chateia com isso como se chateia com o facto de mudarem - há que saber aplaudir quando a fórmula é a mesma e o resultado é bom e quando a fórmula é mudada e o resultado é fantástico, e este é um caso disso mesmo. Há que ser inteligente e perceber o que realmente está acontecer: os Blind Zero já não são propriamente uma banda há procura do primeiro disco, de referências; os Blind Zero são hoje uma banda sólida, adulta, inteligente e suficientemente capaz de realizar um excelente trabalho sem ter de prestar contas a ninguém. O seu público, os seus fãs serão perspicazes o suficiente para verem aqui, em Luna Park, e na carreira dos Blind Zero, um exemplo maior de profissionalismo, qualidade e originalidade.
Concluindo: os Blind Zero acabaram de arranjar com Luna Park mais umas canções obrigatórias para cima de palco. "Snow Girl", "Slow Time Love", "Two Days", "How The Wind Blows", ou "The Tallest Building On Earth". Alguma distância trará o devido valor a este disco para aqueles que se sentiram 'ofendidos' com tal afronta. Para esses deixo alguma recomendações: "Back To The Fire", "Violent Day" e um espírito aberto.
Carlos Montês

Nota: Six Feet Under, Vídeo De Promoção Ao Seu Novo DVD


Depois de revelados os pormenores do novo DVD dos Six Feet Under, Wake The Nigth! Live In Germany, com saída prevista a 31 de Janeiro, eis agora o vídeo que a banda disponibilizou para promoção ao mesmo. "Victim Of The Paranoid" é o nome da faixa que pode ser vista e ouvida aqui.
Site: http://sfu420.com/
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Nota: Decapitated Preparam Primeiro Disco Pós-Reunião


Os polacos Decapitated vão entrar em estúdio, no seu país natal, já no próximo dia 9 de Fevereiro. Para aquele que será o seu quinto álbum de originais, os Decapitated - que se voltaram a reunir em 2009, depois da sua separação em 2007 - têm como produtor Wacek Kieltyka. Este novo álbum irá suceder a Organic Hallucinosis de 2006.

Site: http://www.decapitatedband.net/
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