quinta-feira, agosto 18, 2016

A Análise: Refused - "Freedom"

Quando se separaram em 1998, os suecos Refused estavam no auge da sua experiência de levar o punk hardcore a mares nunca antes navegados. É claro que ficou a ideia que a banda deixou algo a meio. O regresso aconteceu em plena febre das reuniões e a vontade de fazer um novo disco levou as suas experimentações ainda mais longe em Freedom. Fica a dúvida se este seria o som da banda em 1999, se tivessem continuado, ou se é fruto de 15 anos de paragem. O facto é que é sempre bom ter de volta uma banda disposta a arriscar a cada disco, pois Freedom é um acto de bravura. AB

A Análise: Mutoid Man - "Bleeder"

Pondo as coisas de forma simples, os Mutoid Man são uma das bandas mais excitantes de 2015. Nascidos do caldeirão de bandas que gira à volta dos Converge e dos Cave In, o trio tem em Bleeder um forte LP de estreia. Nele esbatem de uma forma nova e brilhante a barreira que separa o metal do punk, ao longo de um registo cheio de ritmos alucinantes e riffs cuidadosamente esculpidos. E depois há "Bridgeburner" - um "temaço" que merecia perdurar na galeria dos grandes hinos do rock. Ficamos ansiosos pelo sucessor... AB

domingo, agosto 14, 2016

A Análise: Fear Factory - "Genexus"

Sim. Ainda se sente a falta de Raymon Herrera e Christian Wolbers e dos gloriosos anos 90 em que os Fear Factory eram mestres em colocar refrões orelhudos entre a "maquia" sonora industrial. Mas, à medida que Burton C Bell e Dino Cazares continuam a levar a máquina para a frente, começamos a pensar que a banda é incapaz de fazer um mau disco. Talvez falte alguma frescura a Genexus, como até é normal, mas nele sobram ritmos implacáveis e o característico groove. Enquanto assim for, vale a pena seguir em frente. AB

A Análise: Killing Joke - "Pylon"

Os Killing Joke já andam nisto há demasiados anos para se preocuparem em fazer novos discos. Ao longo das décadas deram cartas no post-punk, new wave e rock gótico até se tornarem numa das maiores referências da música industrial. Mas a verdade é que Jaz Coleman e companhia ainda têm muito para dar ao 15º LP da carreira. Pylon é um disco político, onde a mensagem se faz passar entre guitarras ríspidas e sintetizadores. Velhos são os trapos, não os Killing Joke... AB

A Análise: KEN Mode - "Success"

Em 2013 os KEN Mode saltavam, finalmente, para a ribalta das mais entusiasmantes saídas do heavy metal. A influência do noise rock sempre os acompanhou, mas é natural que com a chegada do mestre Steve Albini à cadeira de produtor este viesse a ganhar um protagonismo maior. Success é um disco que divide àguas: muitos dos fãs mais antigos não gostaram do novo som mas, por outro lado, chegaram muitos novos. Cabe agora à banda escolher o caminho a seguir. Por aqui, um grande álbum de rock merecerá sempre a nossa atenção, mudanças de estilo à parte. AB

A Análise: Windhand - "Grief's Infernal Flower"

Jack Endino, um dos produtores preferidos cá da casa pelas suas associações ao grunge e stoner rock, pega nos Windhand ao terceiro disco - Griefs Infernal Flower. A banda da Virginia deixou grandes indicações nos dois primeiros registos e, com o disco lançado em 2015, torna-se numa força dentro do doom mais underground. Basta dizer que este álbum ocupou a 16ª posição nos álbuns de hard rock mais vendidos nos E.U.A. e ainda o 7º lugar na tabela da Billboard reservada às edições independentes. É muita fruta para uma banda que nasceu em 2009! AB

A Análise: Goatsnake - "Black Age Blues"

Quinze anos depois do último LP (!!!), os Goatsnake voltaram aos discos em 2015. Sob a batuta de Nick RaskulineczPete Stahl e Greg Anderson atiraram-se a Black Age Blues - o primeiro disco em que a banda pode gozar do culto entretanto gerado à volta dos Scream (de Stahl) e dos Sunn O))) (de Anderson). Mas atenção: o espírito de Flower Of Disease mantem-se, embora com algumas nuances. Mais maduros, os Goatsnake estregam-nos um belo disco onde o doom aparece de mãos dadas com o blues mais sinistro . AB

sábado, julho 30, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 292

Um ano depois, eis que chega a segunda Emissão Especial - Às Escuras, uma emissão mais experimental do que o habitual no Ruído Alternativo que põe à prova os conhecimentos musicais de André Beda e Carlos Montês e que também serve para dar espaço a bandas ou temas que normalmente não o têm em emissões regulares.

À hora da publicação deste artigo já ambos sabemos quais foram as bandas escolhidas (uma vez que o programa é gravado), pelo que poderão contar [pelo menos] com estas:

1ª parte:

Have A Nice Life | Bosse-De-Nage
The Gits | Scorpions
2ª parte:


Diamond Head | Weedeater
Big Black | Ministry

Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

sexta-feira, julho 29, 2016

Emissão Especial: Às Escuras II

No próximo Domingo vai para o ar a última emissão da temporada 2015/2016 do Ruído Alternativo antes das férias. Aproveitamos este último programa para uma nova edição da Emissão Especial: Às Escuras. Para conferir na antena da Tejo FM depois de amanhã, dia 31 de Julho.


A Emissão Especial: Às Escuras II tem o mesmo conceito do programa feito há cerca de um ano: cada um dos autores escolheu as músicas da esfera de influência do outro. Sem que nenhum dos dois saiba o que o outro lhe reserva para a sua hora, André Beda e Carlos Montês - que no ano passado prometeu vingança - partem para esta emissão completamente "Às Escuras". Podcast do programa do ano passado para ouvir aqui.

Tudo para descobrir Domingo, a partir das 22h, na Tejo FM, estão todos convidados para ouvir esta Emissão Especial: Às Escuras, que fecha a temporada antes das nossas férias. Até Setembro!

sábado, julho 23, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 291

O Ruído Alternativo está mais uma vez ao lado do Reverence Festival Valada e como já é habitual pega em dois dos grandes nomes do cartaz e escolhe dois discos para ouvir e dar conhecer este Domingo, quando Agosto e as férias se vislumbram no horizonte. Escolhidos: Damned Damned Damned (1977) dos The Damned e Floodland (1987) dos The Sisters Of Mercy. Vai valer a pena.

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(1977) The Damned - Damned Damned Damned

A 18 de Fevereiro de 1977 fez-se história, a primeira banda de punk rock do Reino Unido lança o seu primeiro longa-duração, antes dos Sex Pistols, antes dos Clash. Eles são os The Damned que meses antes já tinham conseguido também lançar o primeiro single de sempre do punk rock britânico. Os londrinos tiveram uma grande estreia: "New Rose" tornou-se hino do género e "Neat Neat Neat" mostrou a velocidade que viria a influenciar o hardcore norte-americano depois de também terem sido a primeira banda de punk vinda do Reino Unido a fazer uma tour nos Estados Unidos da América. Mas estes feitos não tiveram um tradução palpável (vendas e dinheiro); conseguiram sim a eternidade e desbravaram caminho por terras de Sua Majestade. O seu segundo disco, depois de Damned Damned Damned, revelou-se um fracasso que levou ao fim precoce de uma banda que tinha como referências os Beatles ou os Stooges, mas havia muito por fazer após as várias convulsões. Os The Damned são os únicos sobreviventes entre Sex Pistols e The Clash, e continuam a ser referência mundial no rock. Trilharam pelo post-punk até se acomodarem no rock gótico - onde também foram dos primeiros. Todavia, no ano do punk, 1977, assinaram uma das mais importantes páginas da música com guitarras. Eis-los em breve em Portugal.
CM
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(1987) The Sisters Of Mercy - Floodland

Em Outubro de 1985 os Sisters Of Mercy entraram numa encruzilhada: o baixista Craig Adams e o guitarrista Wayne Hussey saem da banda e deixam-na entregue ao vocalista Andrew Eldritch e à sua fiel drum machine Doktor Avalanche. Eldritch junta-se então à baixista Patricia Morrison para trabalhar num novo projecto chamado The Sisterhood, que lançou o disco de estreia em 1986 - um colossal falhanço. Mesmo que quisesse, o músico não conseguia deixar para trás o nome The Sisters Of Mercy e aquele que era para ser o segundo single do seu novo projecto, "This Corrosion", tornou-se no ponto de partida para um novo disco dos Sisters. Ainda com Patricia Morrison ao seu lado, apesar das suas contribuições em Floodland terem sido mínimas, Eldritch rodeou-se de sintetizadores e computadores. O rock orientado por guitarras de First And Always Last sofreu uma metamorfose e transformou-se num rock Wagneriano guiado por sintetizadores. Para além de manter a banda viva, Floodland foi um moderado sucesso comercial, bem recebido pela crítica e, mais importante que tudo isto, perdurou e influenciou uma geração de músicos. A prova disso é que "Lucretia My Reflection" e "This Corrosion" ainda se ouvem por aí.
AB
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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

Colecção RA: The Damned - "Damned Damned Damned" (1977) & The Sisters Of Mercy - "Floodland" (1987)

Ás portas de um final de temporada que acontece na próxima semana, o Ruído Alternativo dedica uma Colecção RA a dois dos maiores nomes do cartaz do Reverence Valada. O punk dos The Damned e o rock gótico dos The Sisters Of Mercy em antena, com as razões para escolha destes dois clássicos em baixo.

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40 anos depois de se formarem os The Damned passam por Portugal. O Reverence Festival Valada vai ser o primeiro palco nacional que esta banda de punk rock e rock gótico vai pisar quando se comemora essa data redonda a que também se juntam os 40 anos da edição do single "New Rose" - o primeiro lançado por uma banda britânica de punk rock. Em Valada (concelho do Cartaxo) o grupo toca na íntegra a sua estreia, Damned Damned Damned de 1977, uma oportunidade única para ouvir este clássico e disco influente de punk rock, que também foi o primeiro longa-duração lançado por uma banda de punk rock do Reino Unido antes dos Sex Pistols. Se os motivos já eram muitos para vir ao Reverence, juntem-lhes estes e ainda o rock gótico de quatro décadas dos Damned. Amanhã à noite a estreia de '77 passa pelo Ruído Alternativo. Comecemos a pré-época deste festival!

CM
The Damned

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Ao longo dos anos os Sisters Of Mercy têm vindo a tornar-se num dos mais misteriosos conjuntos da darkwave. Andrew Eldritch trouxe a banda aos dias de hoje, mas por todo o mundo se pergunta se algum dia teremos um novo disco da banda, que já não lança nenhum desde 1990. As razões dadas pelo líder dos Sisters para tal têm sido variadas e suficientemente vagas ao longo das duas últimas décadas. Porém, o mesmo sem nova música, o mito persiste e passa este ano pelo Reverence, num concerto que deve ser olhado como uma oportunidade rara para ver os Sisters Of Mercy ao vivo. O álbum que ouvimos amanhã em Colecção RA é Floodland, de 1987, um delicioso conjunto de peripécias do período mais conturbado da banda e o disco que, acima de tudo, os manteve vivos.

AB

The Sisters Of Mercy

Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

sábado, julho 16, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 290

A última emissão de actualidade rock vai para o ar este Domingo, uma vez que temos preparadas duas emissões especiais para este mês de Julho que fecha mais uma temporada de Ruído Alternativo que faz um intervalo em Agosto. Para ouvir teremos, entre outras bandas, estas:


1ª parte:

Queens Of The Stone Age | Sun Mammuth
Spectral Haze | The Adolescents

2ª parte:

PJ Harvey | Testament
Gojira | Sepultura

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.

sábado, julho 09, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 289

Estamos no último mês de mais uma temporada do Ruído Alternativo, antes do descanso em Agosto, e por cá continuamos a ter muita nova música para vos dar e a mais recentes do universo rock. Amanhã não é excepção e temos, entre outras coisas, estes nomes para ouvir:


1ª parte:

Band Of Skulls | Paws
Sonic Youth | Chelsea Grin

2ª parte:

Soundgarden | Monster Truck
The Watchers | Iron Maiden

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.

sábado, julho 02, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 288

Ruído Alternativo continua em cima da actualidade com o regresso às emissões focadas na actualidade. As novidades que o mundo rock nos tem dado nos últimos dias, com concertos anunciados e muita nova música, como mote para este novo programa de Domingo à noite. Alguns destaques para ficar a conhecer em baixo:

1ª parte:


Smartini | Aerosmith
Nothing | Indian Zephyr

2ª parte:

Rob Zombie | Superjoint
Giraffe Tongue Orchestra | Wakrat

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.

sábado, junho 25, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 287

Amanhã o Ruído Alternativo veste-se de cabedal, de preto, calças rasgadas, faz air guitar e abana o cabelo. Há punk de 1976 com os Ramones e há metal de 1990 com os Megadeth. Para saber mais, basta ler as nossas palavras em baixo. Vai ser bom, prometemos:

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(1976) Ramones - Ramones

"Hey ho, let's go! Hey ho, let's go!", assim se começou um disco, uma carreira, um legado... Os MC5 e os Stooges já faziam algo muito perto deste punk, mas não tinham ainda toda a velocidade e a estética pelo qual o género ficou conhecido. Os Ramones vinham de Nova Iorque e um ano após a sua formação, em 1975, passavam pelo mítico clube CBGB que se tornou importantíssimo para géneros com o punk e a new wave, toda uma cena estava a emergir. Lá conseguem os contactos para assinar o primeiro disco que apresenta 14 faixas incrivelmente curtas, num LP que não chega aos 30 minutos de duração. Falharam os tops com o disco e com os singles de promoção, mas não falharam na história, no legado. Nos EUA o seu impacto demorou a resultar, mas no Reino Unido o choque foi imediato com Sex Pistols, Clash ou os Buzzcocks a assimilarem as lições in loco e a levarem logo de seguida ao crescimento da cena britânica que explodiu na ilhas britânicas. A violência, o uso de drogas, os problemas de relações, o humor e o nazismo, foram temas que atraíram toda uma geração e este disco dividiu a história do rock em dois, como muitos descreveram. Foi um marco, é um clássico e faz 40 anos. Motivo para passar por cá.
CM

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(1990) Megadeth - Rust In Peace

Se 1986 é considerado o ano de ouro do thrash metal, em 1988 os Metallica começaram uma revolução (primeira) dentro do som. ...And Justice For All trazia ao estilo os paradigmas das mudanças de tempo, músicas com várias secções e a preocupação com a estética. Apesar da terrível mixagem do disco, a semente foi deixada. Se os Slayer optavam por continuar a alimentar a sua base de fãs com a característica agressividade, outras bandas tomaram outro caminho. Em 1990, com Dave Mustaine sóbrio pela primeira vez em 10 anos, os Megadeth lançam a sua própria obra de arte em forma de disco: Rust In Peace. Se na altura já eram considerados "uma banda de metal inteligente", dados os temas abordados nas letras, agora saíam-se com um disco superlativo em termos de teoria musical. Os novos membros do grupo - o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza - completaram com Mustaine e David Ellefson uma formação de músicos virtuosos que deixou a sua marca, em disco, no período de maior sucesso dos Megadeth. A colaboração terminou em 1998, com a saída de Menza, e ao longo dos anos tem-se feito sentir a pressão da base de fãs para a reunião desta formação mítica. Hoje sabemos que não voltaremos a ver o quarteto junto em palco, dado o desaparecimento de Nick Menza - um baterista que marcou uma era do heavy metal e que deixou um legado impecável ao serviço dos Megadeth.

AB

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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

Colecção RA: Ramones - "Ramones" (1976) & Megadeth - "Rust In Peace" (1990)

Junho fecha no Ruído Alternativo com a celebração dos 40 anos da estreia dos punk rockers Ramones e com um adeus a Nick Menza, baterista dos metalers Megadeth. Em baixo colocamos em palavras as razões para escolha destes dois clássicos

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Foram 22 anos de actividade, mais de dois mil concertos sem parar e 14 discos. Estes são os dados dos norte-americanos Ramones que em 1976 arrancaram com um disco que definiu um som: o punk rock. As calças rasgadas e os casacos de cabedal foram o estilo que imprimiram na imagem, mas foi com um som curto e rápido que se colocaram na alma de toda uma geração. Afrontaram o virtuosismo do rock progressivo e mostraram como era possível fazer rock sem se ser tecnicamente evoluído. O sucesso não lhes bateu à porta com o primeiro disco, e até mesmo ao longo da carreira, mas transformaram-se em referências e ícones para toda a música - e isso vale muito mais. O álbum de estreia homónimo faz este ano 40 anos, uma data redonda que vai ser comemorada com uma reedição. Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy Ramone podem já não cá estar, mas a sua música continuará por muito muito tempo. Celebremos. "1, 2, 3, 4!"

CM

Ramones

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Apesar das inúmeras oportunidades - a última das quais em 2015 - a reunião da formação clássica dos Megadeth nunca chegou a acontecer. Dave Mustaine e David Ellefson, os fundadores, encontraram em Nick Menza e Marty Friedman os elementos que completaram o alinhamento mais duradouro de uma banda marcada pelas constantes entras e saídas de membros. O quarteto esteve junto entre 1989 e 1998 e a sua marca foi deixada nos em alguns discos universalmente aclamados e de maior sucesso comercial da banda: Rust In Peace (1990), Countdown To Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). O baterista Nick Menza colapsou em pleno palco no passado dia 21 de Maio e não poderíamos deixar de passar um dos seus registos mais impressionantes, Rust In Peace, para ouvir em Colecção RA no próximo Ruído Alternativo.

AB

Megadeth

Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

sábado, junho 18, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 286

Passa mais uma semana e o Ruído Alternativo continua em cima da actualidade. As novidades que o mundo rock nos tem dado nos últimos dias com concertos anunciados e muita nova música são o mote para este novo programa, este Domingo à noite, com um grande destaque ás novidades dos Reverence Valada. Alguns destaques para ficar a conhecer em baixo.

1ª parte:


Wings | Nicotine's Orchestra
Deerhoof | Unlocking The Truth

2ª parte:

Rival Sons | Correia
Scorpion Child | Dunsmuir

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos102.9 FM da Tejo FM para

sábado, junho 11, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 285

O Ruído Alternativo regressa esta semana às emissões dedicadas à actualidade com as novidades que o mundo rock nos tem dado nos últimos dias. Concertos anunciados e muita nova música são o mote para este novo programa, este Domingo, com alguns destaques para ficar a conhecer em baixo.

1ª parte:


Born A Lion | PJ Harvey
The Vaccines | Red Hot Chili Peppers

2ª parte:

Crowbar | Linda Martini
Karma To Burn | The Cult Of Dom Keller

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para

sábado, junho 04, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 284

Em 1966 os Beach Boys criavam um capítulo da história do rock que ganhou contornos de imortalidade. Brian Wilson foi o génio por detrás desta obra, Pet Sounds, que ouviremos na primeira hora. Na segunda parte deste Ruído Alternativo, reunimos também nós a formação clássica dos Misfits (sim, Glenn Danzig incluído) com o álbum Walk Among Us (1982). Discos para conhecer ao longa da próxima emissão e também aqui em baixo.

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(1966) The Beach Boys - Pet Sounds

Depois de fazedores de canções sobre carros, praia, surf, miúdas e o amor, os Beach Boys encontravam-se num confronto com o seu líder, Brian Wilson, que queria algo mais. Em 1964 a complexidade começou a entrar nas linhas da música do grupo e nesse mesmo ano um ataque de pânico num avião arreda Wilson, por vontade própria, dos concertos ao vivo. Mentalmente devastado foca-se na escrita, na produção e na composição da melhor música rock possível. Pet Sounds foi o objecto desse objectivo e a obra maior de um génio a borbulhar entre drogas e inspirado em Phil Spector. O restante grupo dos Beach Boys quase só fez as harmonias para a gravação deste disco, pelo que é fácil de entender o porquê da crítica sempre apontar este trabalho como um disco a solo de Brian. Porém os próprios perceberam que ao serem o veículo das ideias de Brian que conseguiriam alcançar também uma fatia diferente do público, para além de fazerem história - houve conflitos mas sanaram-se. Brian juntou-se ao escritor Tony Asher e reuniu à sua volta cerca de 60 músicos de sessão, da música clássica a "discípulos" de Phil Spector, para construir uma obra conceptual e que sempre teve como objectivo ser ouvida como uma peça só, e não como um trabalho com músicas avulso e para "encher chouriços". O disco a seguir era Smile, um disco que queria superar este, mas que Brian não foi capaz de concretizar. Porém, Pet Sounds transformou-se com toda a certeza num dos capítulos mais inovadores do rock, um dos primeiros marcos da contracultura e do psicadelismo, um clássico também da pop, um dos primeiros pontapés para o prog, uma mescla de géneros musicais... incontornável. Um disco ectico e obrigatório.

CM

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(1982) Misfits Walk Among Us

Como qualquer boa banda de punk que se preze, a fama dos Misfits foi conquistada à custa de muito suor e paciência. As músicas escritas por Glenn Danzig entre 1978 e 1983 demoraram décadas a chegar aos ouvidos de muito boa gente que hoje rejubila com o regresso da banda. "Do It Yourself" é a máxima do punk, aplicada na totalidade pelos Misfts que saltaram de pequeno lançamento em pequeno lançamento de autor até, em 1982, editarem Walk Among Us. Até aquele que era para ser o seu primeiro álbum, Static Age, permaneceu na gaveta até 1997, fruto da falta de interesse das editoras. A Slash Records, por outro lado, viu em 1982 a oportunidade de assinar com uma banda de punk com a cabeça na ficção científica e um visual arrojado. Com Walk Among Us, a música dos Misfits deixava de ser punk rock e passava a chamar-se horror punk, um movimento que não tem tão poucos seguidores como se possa imaginar (vide a fase inicial da carreira dos The Horrors). Trinta e três anos depois de tocarem juntos pela última vez, Danzig, Only e Doyle já não são apenas uma sensação underground, mas sim uma reunião a pender para o enorme. Clássicos como "Hatebreeders", "All Hell Breaks Loose" ou "Vampiria" vão ser, pela primeira vez, tocados para uma grande audiência e obter o devido reconhecimento. Temas para ouvir também no próximo Ruído Alternativo em modo Colecção RA.
AB


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Tudo isto, e muito mais, a não perder Domingo à noite na Tejo FMA partir das 22h nos 102.9 FM para ou Ribatejo ou para todo o mundo na emissão online emwww.tejoradiojornal.pt.

Colecção RA: The Beach Boys - "Pet Sounds" (1966) & Misfits - "Walk Among Us" (1982)

Com uma semana de atraso, estamos de volta aos discos marcantes da história da música com guitarras no Ruído Alternativo. Brian Wilson aterra sexta-feira, dia 10 de Junho, em Portugal e recuperamos um clássico incontornável. Os Misfits reuniram a formação original e regressamos ao ano de 1982 para ouvir um clássico da banda.

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São quatro as razões para ouvirmos Pet Sounds este Domingo no Ruído Alternativo: Brian Wilson, o líder histórico dos The Beach Boys, vai lançar um livro de memórias a ser lançado a 11 de Outubro intitulado I Am Brian Wilson: A Memoir, que tem a colaboração do escritor Ben Greenman; este ano Pet Sounds comemora o 50º aniversário, o lançamento do disco foi a 16 de Maio de 1996; o álbum conta com três reedições a lançar ainda este ano, incluindo uma box deluxe collector’s edition, com cerca de 100 temas desta época para ouvir e descobrir; e o músico de 74 anos vai apresentar na íntegra Pet Sounds no dia 10 de Junho no festival NOS Primavera Sound no Porto. Se há clássico para completar uma colecção, neste caso a Colecção RA, este é um deles! Pioneiro no movimento de contracultura e do psicadelismo, mostra do génio de Brian Wilson e é um momento inovador no rock e na pop. Um clássico absoluto. Que dizer mais? É ouvir este Domingo.
CM

The Beach Boys

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Trinta e três anos depois, Glenn Danzig, Jerry Only e Doyle trazem de volta a formação clássica dos Misfits. As batalhas legais arrastaram-se por anos, mas agora houve acordo para que o guitarrista Doyle e o fundador Danzig regressem ao grupo. O processo que os levou de estrelas do punk underground a um dos regressos mais desejados pelos fãs demorou décadas, mas os Misfits podem agora, pela primeira vez, colher os frutos da música lançada no início de carreira. Se Jerry Only leva o crédito por trazer a banda até ao século XXI, o que os fãs querem realmente ouvir são os clássicos dos primeiros anos dos Misfits, entre 1978 e 1983. Em antena no próximo Ruído Alternativo estará Walk Among Us, o único LP lançado por esta formação clássica enquanto ainda estava no activo. A não perder!
AB

Misfits

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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.