sábado, dezembro 30, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 351

Ainda não é 2018, embora estejamos a um passo deste, e com o chegar de um novo ano a tentação foi maior que nós: o Ruído Alternativo não resistiu e aproveita o mote do último dia de 2017 para começar já este Domingo, 31 de Dezembro, as comemorações de uma década dedicada ao rock e ao metal! - afinal foi em 2008 que arrancámos com este projecto.

São muitas as histórias para conhecer, opiniões para ouvir e parte dos bastidores por detrás desta epopeia que tem sido o Ruído Alternativo - um programa de rádio dedicado a este universo das guitarras eléctricas e que sempre foi muito mais do que isso.

Um programa singular onde André Beda e Carlos Montês estão em conversa e sem rede - ou quase nenhuma... Uma emissão que em breve estará também por aqui, no blog, em podcast.

A música que se fará ouvir, essa, está umbilicalmente ligada a este projecto, como poderão comprovar ao longo destas duas horas de emissão especial. Pelo que podem contar com as bandas e artistas assinalados em baixo.

1ª parte:

Strap 58 | Smashed Head
Dream Circus | W.A.K.O.

2ª parte:

System Of A Down | Linda Martini
Led Zeppelin | Neil Young

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Emissão Especial: Fim De Ano

2017 não acaba sem que chegue mais uma emissão do Ruído Alternativo, a qual vai para o ar mesmo nas últimas horas do dia 31 de Dezembro. Em plena época festiva, preparámos um programa especial, onde as palavras e música se vão equilibrar em tempo, e no qual iniciamos a comemorações de 10 anos de Ruído Alternativo.


O primeiro programa deste projecto foi para o ar no dia 6 de Setembro de 2008 e, consequentemente, 2018 será marcado pelas comemorações desta efeméride. Nesta altura do ano a humanidade tende a fazer balanços e nós também optámos por passar em revista alguns dos momentos que mais nos marcaram ao longo de quase 10 anos de emissões.

Uma conversa sem filtros entre os autores do programa para ouvir ao longo deste Ruído Alternativo, por onde também passam algumas das músicas, na nossa opinião, mais marcantes da história do programa. Uma emissão para acompanhar na recta final de 2017 e com votos de um excelente 2018 para todos!

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, dezembro 23, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 350

Em plena época natalícia e durante a tradicional ceia de véspera de Natal, chega mais um Ruído Alternativo em modo Colecção RA. Como a época é especial, também este programa o é, com dois álbuns dos Xutos & Pontapés para ouvir na íntegra em memória do ícone Zé Pedro: a estreia em LP 78/82 e ainda o inevitável Circo de Feras. Em baixo falamos um pouco sobre estes dois álbuns, que podem ouvir e conhecer um pouco melhor neste Ruído Alternativo:

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(1982) Xutos & Pontapés - 78/82

“Da estrada ao estúdio, sem uma beliscadura”, foi sob este lema que António Sérgio levou para estúdio os Xutos & Pontapés em Abril de 1982.  Com "Sémen" banido da Rádio Renascença, o quarteto, então composto por Zé Pedro, Tim, Kalú e Francis, tinha construído uma solida reputação ao tocar (e muito) nos mais variados tipos de palco. Reunindo temas escritos nesta primeira fase dos Xutos, alguns ainda com letras do ex-vocalista Zé Leonel, 78/82 mostrava algo diferente do então chamado rock português: já não era o punk puro e duro dos Aqui D'el Rock e muito menos tinha a sensibilidade bluesy de Rui Veloso. Entravam em cena o post-punk, com quem os UHF também já "namoravam", e até alguns laivos de new wave - naquilo que foi um prelúdio do movimento que viria a ficar conhecido como 'Música Moderna Portuguesa'. No entanto, a emissora católica nacional voltaria a banir temas de 78/82, como "Avé Maria" ou "Mãe", e, numa altura em que a rádio tinha o papel de grande divulgadora de nova música, os Xutos viram-se sem uma poderosa arma de promoção. O álbum não vendeu o que os responsáveis do selo Rotação esperavam (editora independente que fechou portas ainda em 1982) e a banda começava uma relativamente longa travessia pelo deserto que levaria à saída de Francis da formação. Tudo viria a consertar-se a partir de 1986 e, como diz a sabedoria popular, tem de se começar por algum lado. E os Xutos & Pontapés começaram com um excelente disco que contém vários temas ainda hoje tocados ao vivo. 78/82 acaba por ser um produto do seu tempo e das circunstâncias do momento, mas sem sombra de dúvidas que é um senhor produto! 
 
AB
 
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(1987) Xutos & Pontapés - Circo De Feras

O single "Remar, Remar" (1984) e o [mini-]álbum Cerco (1985) já traziam consigo alguns dados sobre o futuro dos Xutos & Pontapés: o sucesso estava à espreita. No entanto, ambos os trabalhos tinham sido assinados por editoras independentes, a Fundação Atlântica (de Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso) e Dansa do Som (braço editorial do Rock Rendez Vous) respectivamente. A banda passou 1986 a negociar com a EMI, mas foi a Polygram (hoje Universal) quem apostou nos Xutos. Tozé Brito esteve na primeira das duas noites históricas que o grupo teve no Rock Rendez Vous [31 de Julho e 1 de Agosto de 1986] - noites esgotadas -, tendo garantido aí os préstimos de uma banda pronta a explodir. Afinal, os Xutos & Pontapés já arrastavam multidões em 1986! No final desse ano foi só por mãos à obra e gravar as músicas - muitas delas já com rodagem ao vivo e garantia de sucesso comprovada. Carlos Maria Trindade (Heróis Do Mar) entra como produtor, o estúdio escolhido é um dos melhores da época e bastava clicar no botão rec... Assim que Circo De Feras saiu para as lojas, em 1987 - apesar da má escolha dos próprios Xutos como single de apresentação ("Sai P'rá Rua") -, as rádios rodam "Contentores", a crítica rende-se ao disco e as vendas falam por si: no final de '87 Circo De Feras já era Disco de Ouro, com mais de 20 mil cópias vendidas e os concertos dos Xutos aconteciam em todo o país. E apesar de terem muito por onde espremer e singles para tirar deste trabalho, a banda de Almada prefere gravar novo disco no final desse ano. Antes, grava nova música: um single que trazia o tema "Minha Casinha", que chega à platina com 50 mil unidades vendidas, e os Xutos & Pontapés explodem definitivamente no país. Estava feito o caminho para um novo disco, 88, que sai um ano depois, um trabalho também recheado de hinos que confirma e sublinha o bom momento do grupo. Em dois anos os Xutos escoaram todo o seu material 'que nem pães quentes', lançam ainda um triplo vinil ao vivo no final de 1988 que, consequentemente, ajuda também ao sucesso de Circo De Feras e assim este também alcança a platina... - estava criado um monstro. E apesar de Circo De Feras ter êxitos como "Contentores", "Não Sou O Único", "N'América", "Vida Malvada" e "Circo De Feras", o quinteto sempre esteve seguro quanto ao sucesso que o mesmo veio a alcançar. Foi uma época ímpar na carreira da maior banda de rock nacional que 20 anos depois esgotariam o Campo Pequeno por três vezes, num espectáculo à volta deste enorme Circo De Feras. É obra e não é para todos!
 
CM
 
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Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Colecção RA: Xutos & Pontapés - "78/82" (1982) & Xutos & Pontapés - "Circo De Feras" (1987)

Há três semanas surgiu a notícia, Zé Pedro, figura maior do rock nacional, morreu. O guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés desapareceu aos 61 anos, mas o legado que deixou é enorme.
 
Por aqui já dedicámos um programa inteiro à sua carreira e agora é hora de colocarmos na Colecção RA não um mas dois discos da sua carreira. Se a entrada de Circo De Feras (1987) para a colecção é indiscutível, o álbum de estreia talvez não seja. No entanto, 78/82 (1982) que mostra uns Xutos directos e crus, numa fase inicial da sua carreira que importa lembrar.

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Como hoje sabemos, os Xutos & Pontapés demoraram quase nove anos a serem uma banda conhecida de grande parte do público nacional. Os primeiros anos da banda são marcados por mudanças de formação, dificuldades em conseguir um contrato discográfico e também por músicas banidas da antena da Rádio Renascença. Apesar de tudo, não demoraram muito tempo a gravar os primeiros singles e o primeiro LP, 78/82, o que começou a acontecer a partir de 1981 quando o radialista António Sérgio lhes estendeu a mão. As dificuldades acima referidas são até, de certo modo, uma consequência dos primeiros lançamentos dos Xutos. No entanto, achámos importante dissecar um disco que reúne as canções dos primeiros dias da banda numa produção pouco intrusiva e que ainda deixou para a história clássicos com "Avé Maria", "Quando Eu Morrer", "Mãe" ou "Morte Lenta"

AB
 
Xutos & Pontapés

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Foi numa noite de copos, no bar Gingão, no Bairro Alto (Lisboa), entre Zé Pedro e Tim, que "Circo De Feras" surgiu como ideia - título depois rebuscado para nome do terceiro álbum de originais dos Xutos & Pontapés. No entanto, não foi aqui que a história deste disco começou. Circo De Feras surge numa época em que a banda estava em clara ascensão, ciente que estavam a passos do sucesso nacional, e a poucas etapas de receber a coroa de maior banda em Portugal... O caminho até este terceiro disco não foi fácil, mas os Xutos estiveram sempre unidos e trabalharam muito para garantir o seu espaço e a eternidade na história da música portuguesa. E, para além disso, mudaram a indústria da música nesta época, assim como o modo de fazer espectáculos. Com o sucesso que geraram, criaram uma estrutura que lhes permitiu tocar em qualquer ponto do país e têm uma importância muito maior do que muitas vezes possamos imaginar. Sobre Circo De Feras falarei mais na "Antevisão/Destaques" deste Sábado; para já recordo um editorial do Jornal Optimus/Blitz que o Ruído Alternativo fez a questão de sublinhar em 2009:

“ (...) provaram à sociedade que é possível viver da música eléctrica feita em Portugal. Sem eles, muito provavelmente, não existiriam bandas portuguesas, salas de espectáculos, editoras, programas de rádio, ou uma revista (...) os Xutos & Pontapés nasceram da vontade de inventar uma vida nova, com tudo o que isso implica em termos de circuitos para actuações, profissionalização de estruturas e criação de públicos. (...) naquele tempo, os espectadores de um espectáculo de rock não sabiam como se comportar (...) Não sabiam coisas tão simples como o que fazer, se dançar, se ficar parado, abanar a cabeça ou levantar os braços. Pois é, os Xutos & Pontapés são o início da história do rock em Portugal. E 30 anos depois continuam a ser «a» banda rock em Portugal.
(…)
Hoje, eles são, muito à maneira dos Rolling Stones, a bandeira do rock’n’roll em Portugal. Provaram que o rock não é coisa só para jovens inconscientes (mas também!), nem para inadaptados (idem): o rock é a vida deles. E, por causa disso, também passou a ser um bocadinho da nossa. Obrigado e parabéns!”
por Luís Guerra,
in XXX [Editorial]; Jornal Optimus/Blitz; Fevereiro 2009, n.º10
 
CM

Xutos & Pontapés
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Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, dezembro 16, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 349

Mais um Domingo, mais um Ruído Alternativo. E, como prometido, nova Emissão Especial: Nova Música Portuguesa, com espaço para uma entrevista com os Lâmina.

Tudo a não perder no programa desta semana!

Em baixo, alguns dos destaques desta emissão.

1ª parte:

João Granola | Fugly
Spill | Homem Em Catarse

2ª parte:


Putas Bêbadas | Primal Attack
Terror Empire | Fuzzil

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Emissão Especial: Nova Música Portuguesa (2017/10)

Como prometido, Dezembro vai ser um mês com muita música nacional no Ruído Alternativo. Antes de mais uma edição da rubrica Colecção RA, a 24 de Dezembro, totalmente dedicada aos Xutos & Pontapés (após a notícia da morte de Zé Pedro [podcast da emissão especial dedicada ao músico para ouvir aqui]), chega mais uma fornada de rock e metal nacionais.

Carreguem as baterias, pois este Domingo há muita e boa música nacional para ouvir, com espaço para uma entrevista que fizemos aos Lâmina!

Em baixo deixamos os artistas e bandas com passagem assegurada neste programa.
  • Alek Rein
  • Brass Wires Orchestra
  • Captain Boy
  • For Pete Sake
  • Fugly
  • Fuzzil
  • Gonçalo
  • Homem Em Catarse
  • João Granola
  • Lâmina
  • Miss Cadaver
  • NU
  • Paraguaii
  • Primal Attack
  • Putas Bêbadas
  • Revolution Whitin
  • Spill
  • Terror Empire
  • The Lazy Faithful
  • Tsunamiz
  • We Buffalo
Ruído AlternativoDomingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quarta-feira, dezembro 13, 2017

Discurso Alternativo: Lâmina

No passado dia 2 de Dezembro as Cartaxo Sessions fizeram a sua despedida do ano de 2017 com mais duas bandas no foyer do Centro Cultural do Cartaxo. O Ruído Alternativo esteve, mais uma vez, presente e tomou o pulso às novidades dos Lâmina, banda que partilhou o palco com os espanhóis The Wizards nesta sessão.

Assim, os Lâmina não escaparam à nossa entrevista, que passa na segunda parte do programa deste Domingo na Tejo FM.

Lâmina

Os Lâmina existem desde 2013 e são compostos por: Vasco Duarte (guitarra e voz), Filipe Homem Fonseca (baixo), Catarina Henriques (bateria); e Sérgio Costa (guitarra). Vindos de uma série de projectos ligados ao rock (Uruguai e Anarchicks, por exemplo) e não só, o clique que os fez levar a banda para a frente aconteceu na primeira edição do festival Reverence, em 2014, particularmente o concerto dos Electric Wizard.

No dia 2 de Junho deste ano a banda lançou o seu primeiro registo, o longa-duração Lilith, o qual foi recebido calorosamente dentro e fora de Portugal, depois de muita expectativa criada em torno do grupo.



Com o Ruído Alternativo os Lâmina falaram sobre o seu disco de estreia Lilith, sobre como os quatro elementos se juntaram e ainda levantam o véu sobre algumas novidades que poderão estar na calha.

Tudo isto e muito mais para ouvir numa entrevista que vai para o ar com o programa desta semana. 

Ruído AlternativoDomingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

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Esta entrevista estará disponível em podcast aqui no blog na próxima semana em Discurso Alternativo.

sábado, dezembro 09, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 348

Já dissemos tudo sobre o programa que temos reservado para este Domingo no Ruído Alternativo - Emissão Especial: Zé Pedro (1956-2017) para consultar aqui.

Em baixo deixamos as bandas com passagem obrigatória nesta emissão, mas temos reservadas outras surpresas! Fiquem desse lado!

1ª parte:

Xutos & Pontapés | Zé Pedro | Palma's Gang

2ª parte:

Xutos & Pontapés | Zé Pedro | Ladrões Do Tempo

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Emissão Especial: Zé Pedro (1956-2017)

Ficámos sem palavras há precisamente uma semana...

Infelizmente, para quem está atento a esta coisa da música, esta era uma notícia esperada, mas nunca ninguém está preparado para a receber. E no dia 30 de Novembro ela lá chegou... No entanto, o país, Portugal, soube corresponder a esta notícia da melhor forma - dentro da tristeza que foi recebê-la. O país emocionou-se com a partida de Zé Pedro, o actual Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, já prometeu uma homenagem nacional ao músico, e, este post, é publicado poucas horas depois da Assembleia da República aprovar por unanimidade um voto de pesar pelo seu falecimento, com um aplauso de pé.

Zé Pedro, fundador e guitarrista dos Xutos & Pontapés, morreu. O maior ícone e figura do rock 'n' roll nacional deixou-nos, mas o seu espírito e legado ficam para sempre.

Este Domingo, 10 de Dezembro, o Ruído Alternativo tem reservado um programa antológico sobre a vida, a carreira e a música de Zé Pedro, com os Xutos à cabeça, mas não só! Temos Palma's Gang, Maduros, Ladrões Do Tempo, e muito mais!

na véspera de Natal que se aproxima, olharemos de novo para a obra que o "gajo mais porreiro do rock nacional" deixou, com uma Colecção RA com dois importantes discos dos Xutos & Pontapés para ouvir.

Esta é a nossa homenagem a Zé Pedro.


Zé Pedro morreu aos 61 anos, este que ao longo de mais de 35 anos foi a imagem da banda que arrecadou o título de maior grupo nacional.

A história de Zé Pedro começa com um interrail que mudou a vida do homem que no Cartão de Cidadão assina como José Pedro Amaro dos Santos Reis. Conheceu o punk e depois de ser manager dos Faíscas, uma das primeiras bandas de punk em Portugal, decide criar a sua própria banda. No final de 1978, nascem os Beijinhos & Parabéns que rapidamente mudam o nome para Xutos & Pontapés - também estes um dos primeiros grupos da primeira vaga do punk nacional.

O caminho até ao estrelato foi longo. Só no final da década de '80 é que os Xutos começaram a ver um sucesso até então nunca visto - colocaram tantos hinos na história da música portuguesa que não temos espaço para os enumerar aqui...

Até que na década de '90 surgem os primeiros problemas no seio do grupo de Almada. Os Xutos chegaram a pensar em terminar, mas permaneceram juntos - e ainda bem. Entretanto, Zé Pedro fez nascer o sucessor do Rock Rendez Vous, o Johnny Guitar, mítico espaço de espectáculos que ajudou impulsionar uma nova vaga de bandas em Portugal.

Com o virar do século, os Xutos tornaram-se na maior banda portuguesa, actuando nos maiores palcos e festivais nacionais, percorreram o país de lés a lés, e Zé Pedro, depois de vários problemas com drogas e o álcool, torna-se numa das caras mais mediáticas na luta contra a toxicodependência e o abuso de álcool.

Zé Pedro foi ainda DJ e radialista, esteve nos Palma's Gang (com Jorge Palma, Flak e Alex, dos Rádio Macau, e o seu companheiro de armas nos Xutos, Kalú); esteve nos Maduros e n'Os Cavacos; em 2011, lançou uma compilação em nome próprio onde participa na música de outros projectos; e formou o super-grupo Ladrões Do Tempo (com Tó Trips, dos Dead Combo, Samuel Palitos, d'A Naifa e ex-Censurados, Paulo Franco, dos Dapunksportif, e Os Dias De Raiva, e Dony Bettencourt), com os quais lançou dois discos, um de originais e outro de tributo a Lou Reed gravado ao vivo.

A 4 de Novembro de 2017, Zé Pedro pisou pela última vez um palco com o seus Xutos & Pontapés. Foi o Coliseu de Lisboa onde foi ovacionado naquilo a que podemos chamar, aos olhos de hoje, a despedida de um dos grandes de Portugal.

Até sempre, Zé Pedro.

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Ruído AlternativoDomingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui). 

sábado, dezembro 02, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 347

A Restauração da Independência comemorou-se ontem, 1 de Dezembro, e amanhã, Domingo, 3 de Dezembro, é a vez da invasão da armada do rock e metal nacionais no Ruído Alternativo.

Já tudo foi dito por aqui, pelo que deixamos alguns dos destaques do programa de amanhã à noite, em baixo, numa emissão onde não esquecemos Zé Pedro (Xutos & Pontapés), figura maior do rock português que faleceu esta quinta-feira, 30 de Novembro. [Em breve emissões especiais dedicadas a este desaparecimento.]

1ª parte:

800 Gondomar | Sunflowers
Chinaskee & Os Camponeses | Budda Power Blues & Maria João

2ª parte:

Painted Black | Trauma Lips
Low Torque | Earth Drive

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, novembro 30, 2017

Emissão Especial: Nova Música Portuguesa (2017/9) [Actualizada]

É amanhã que Dezembro rompe e no Ruído Alternativo este mês é sinónimo de época festiva, o que por aqui quer dizer: dedicar todos os programas que restam deste ano à boa música nacional que temos recebido nos últimos tempos.

Pelo meio deste mês vamos ter - ao que tudo indica - a habitual rubrica Colecção RA, mas a música nacional é, definitivamente, o prato forte do derradeiro mês de 2017.

Muito rock e metal que nos tem chegado à mão e que temos todo o prazer de mostrar neste e nos próximos Domingos na Tejo FM.

Em baixo deixamos os artistas e bandas que vão passar neste programa totalmente dedicado à música portuguesa de guitarras eléctricas*.
  • 800 Gondomar
  • Budda Power Blues & Maria João
  • Cassete Pirata
  • Chinaskee & Os Camponeses
  • Dear Telephone
  • Dr. Frankenstein
  • Earth Drive
  • GrandFather's House
  • Grog
  • HochiminH
  • Low Torque
  • Máquina Del Amor
  • Mercic
  • Nethermancy
  • Oioai
  • Painted Black
  • Planeta Tundra
  • Putas Bêbadas
  • Sunflowers
  • Switchtense
  • Time For T.
  • Tomara
  • Trauma Lips
  • Vítor Bacalhau
*Actualizado às 22h35 devido à morte de Zé Pedro (Xutos & Pontapés), que vamos lembrar pontualmente neste programa. Em breve programas especiais sobre o guitarrista fundador do grupo.
Ruído AlternativoDomingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, novembro 25, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 346

Com o final de mais um mês à vista, o Ruído Alternativo faz regressar à antena a rubrica Colecção RA com mais dois discos para ouvir e conhecer melhor. A primeira parte traz Cão!, o primeiro longa-duração dos Ornatos Violeta que comemora 20 anos, e na segunda parte chega Back In Black, sucesso maior dos AC/DC que ouvimos em memória de Malcolm Young. Dois álbuns sobre os quais falamos um pouco em baixo.

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(1997) Ornatos Violeta - Cão!

"Quero mijar, agora quero mijar", começa assim um dos discos mais icónicos saídos da música da década de '90 portuguesa. Algumas rádios recusaram-se a passar "Punk Moda Funk" - o primeiro single de Cão! que abre o álbum -, mas o talento e criatividade dos cinco amigos/músicos do Porto foram grandes o suficiente para superar essa dificuldade. Este é um trabalho onde outros temas também se destacam: "Bigamia", "A Dama Do Sinal", "O Amor É Isto", "Mata-me Outra Vez" ou "Débil Mental", e a juntar está ainda Manuela Azevedo, vocalista dos Clã que participa em dois temas da estreia dos Ornatos. Um álbum que representa a essência dos primeiros anos do grupo: uma mistura de rock, funk, pop, punk e até o jazz ou o ska, que foi cativando a crítica e o público. Porém, o percurso até este capítulo de 1997 foi longo: a banda nasceu em 1991; viu outro nome (Suores Dos Reis, num trocadilho com o nome da escola onde estudavam); teve outro vocalista e outros elementos na sua formação; participou em vários concursos (entre eles o Música Moderna do Rock Rendez Vous de 1994, onde a banda ganhou o prémio de originalidade); e passearam em França onde viram os Red Wing Mosquito Stings que mudou a sua perspectiva enquanto banda. No entanto, a atitude dos Violent Femmes foi sempre o denominador comum, algo que os levou a bom porto. Embora o concerto que os levou a assinar pela Polygram/Universal só tenha sido assistido por seis ou sete pessoas, Cão! lá nasceu e os Ornatos escreveram uma das páginas de ouro da música portuguesa. "E o punk moda funk um dia vai voltar", assim vaticinaram e assim voltou com este marcante álbum.

CM

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(1980) AC/DC - Back In Black

Quando em 1973 Malcolm Young formou com o seu irmão mais novo, Angus, os AC/DC, estaria longe de imaginar um dia vender 50 milhões de cópias de um só disco. É esta a escala do sucesso de Back In Black, o segundo álbum mais vendido de sempre, ficando apenas atrás de Thriller de Michael Jackson. No entanto, o sétimo LP dos australianos foi gravado num contexto no qual o êxito seria difícil de prever. No final de Fevereiro de 1980 a banda, que em 1979 tinha finalmente dado o salto em termos de notoriedade com Highway To Hell, via o seu carismático vocalista Bon Scott morrer. Menos de dois meses depois, Malcolm e Angus escolheram Brian Johnson como substituto e os AC/DC partem para as Bahamas para gravar um novo álbum. Entre caranguejos a passear no soalho de madeira do estúdio, tempestades tropicais, um sino de 910 quilos feito de encomenda para o tema "Hells Bells" e uma banda insegura quanto ao seu futuro, nasceu um disco incrível. Uma ode ao rock and roll puro e duro, despido de artifícios e directo ao osso, como dizem os "bifes". Um trabalho que vai rodar bem alto no programa de amanhã para celebrar a vida e música do guitarra ritmo da instituição AC/DC.

AB

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, novembro 24, 2017

Colecção RA: Ornatos Violeta - "Cão!" (1997) & AC/DC - "Back In Black" (1980)

Novembro está a chegar ao fim e no Ruído Alternativo voltamos a olhar para dois discos clássicos com a rubrica que fecha todos os meses de emissões na Tejo FM. Para esta edição, no próximo Domingo, trazemos um disco nacional que faz 20 anos em 2017, Cão! dos Ornatos Violeta, e um dos grandes discos saídos da Austrália que conquistou o mundo, Back In Black de 1980 dos AC/DC, uma semana depois da morte de um dos seus fundadores, Malcolm Young.

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Foi a 15 de Setembro de 1997 que saiu um dos melhores álbuns da década de '90 portuguesa. Cão! foi o nome dado à estreia dos portuenses Ornatos Violeta, banda que nos seis anos anteriores foi crescendo na sua relação com a música. Começaram como Suores Dos Reis; tiveram vários elementos até à cristalização da sua formação; passaram por vários concursos e compilações; passearam-se por França e pela Alemanha; até que num concerto no mítico Johnny Guitar, em Lisboa, conseguiram o contrato que fez nascer o seu primeiro LP. Volvidos 20 anos, os Ornatos são um dos maiores nomes do rock nacional e originaram um culto que cresceu ainda mais com o advento da Internet. Há quem afirme que a música portuguesa ficou orfã com o fim do grupo, mas temos sempre a sua música para ouvir a uns cliques de distância. No Domingo, o Ruído Alternativo põe mãos à obra e conta a história dos primeiros passos de cinco amigos que cravaram o seu nome na história da música nacional a letras de ouro.

CM

Ornatos Violeta

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No passado dia 18 desapareceu mais um dos grandes nomes do rock. Malcolm Young sucumbiu pacificamente em sua casa, rodeado da família, depois de sete anos marcados por vários problemas de saúde - três dos quais fora da sua banda de sempre, os AC/DC. O mundo do rock enlutou-se e celebrou a música do guitarrista australiano, figura maior deste universo durante quatro décadas. Mais uma vez, o Homem desaparece, mas a obra perdura e será celebrada em mais uma edição da rubrica Colecção RA com o mega-sucesso dos AC/DC, Back In Black. Um disco nascido em circunstâncias difíceis, para ouvir e conhecer na próxima emissão do Ruído Alternativo.

AB

AC/DC

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, novembro 18, 2017

Antevisão/Destaques: Programa 345

Domingo vai para o ar mais um Ruído Alternativo cheio de nova música, notícias do universo rock e metal, entrevistas a Zarco e 10 000 Russos e ainda espaço para a antevisão à próxima sessão das Cartaxo Sessions.

Em baixo deixamos alguns dos artistas com passagem garantida no programa.

1.ª parte:

AC/DC | Raquel Ralha & Pedro Renato
King Gizzard & The Lizard Wizard | Vahlak.
2.ª parte:

The Wizards | Unsane
Machine Head | Corrosion Of Conformity

Ruído Alternativo: Domingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, novembro 17, 2017

Discurso Alternativo: 10 000 Russos

Se ontem foi o dia de apresentação da entrevista com os Zarco, hoje é o dia da apresentação da entrevista com os 10 000 Russos. A banda fechou a sua segunda tour europeia de 2017 no Centro Cultural do Cartaxo, no passado Sábado, 11 de Novembro, e antes do concerto inserido nas Cartaxo Sessions houve uma conversa com o Ruído Alternativo.

A entrevista decorreu nos camarins do espaço cultural do Cartaxo - sendo momentaneamente interrompida pelo início da actuação dos Zarco - e é o destaque da segunda parte do programa deste Domingo na Tejo FM.

10 000 Russos

Os 10 000 Russos são uma banda formada em 2012, no Porto, composta por João Pimenta (bateria e voz) e Pedro Pestana (guitarra), aos quais se juntou, em 2014, André Couto (baixo). Depois de um EP em 2013, a vida dos portuenses mudou muito com o festival Reverence de 2014, em Valada. Aí, e após o seu concerto, o director da editora inglesa Fuzz Club Records assina com o grupo e projecta-o para a Europa.


No currículo, sem contar com as edições ao vivo, contam-se um EP homónimo (2013, edição de autor) e dois álbuns pela Fuzz Club Records: 10 000 Russos (2015) e Distress Distress (2017), com várias edições esgotadas e que foram muito bem recebidos pela crítica.



Com o Ruído Alternativo os 10 000 Russos falaram sobre: a sua última tour europeia de dois meses, com 50 concertos em 12 países; o elemento mais recente, o baixista André Couto, que é também motorista e o realizador dos videoclips do grupo; o seu mais recente trabalho, Distress Distress (pressão do lançamento do segundo LP, sonoridade, recepção, etc.); o estado do festival Reverence; a carreira fora da Europa; e o futuro, que poderá passar em breve por um novo álbum de originais e um disco com os Radar Men From The Moon.

Tudo isto e muito mais para ouvir numa entrevista que vai para o ar com o programa desta semana. 
 
Ruído AlternativoDomingo22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

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Esta entrevista estará disponível em podcast aqui no blog na próxima semana em Discurso Alternativo.