Depois de seis discos com a Load há uma exigida mudança de ares no som dos Lightning Bolt. A Thrill Jockey é quem toma agora conta do recado: não alterou aquilo que os tornou famosos, mas a mudança transparece. O barulho, o punk e o ruído continuam, mas Fantasy Empire revela-se mais focado. Nota-se o aprimorar do som na produção que foi essencial para que a banda alcançasse um novo patamar com o seu som. Estão mais limpos e claros, mas na mesma boa confusão. CM
quinta-feira, março 31, 2016
A Análise: Spectres - "Dying"
Vindos de Bristol, os Spectres estrearam-se nos LPs com Dying - tiro certeiro nas andanças do noise e do shoegaze, com uns pós psych. Este disco acalenta o desejo dos fãs de ruído por novas sensações, embora a acalmia seja pouca. Há sufoco, épicos, clímax, paredes sonoras, pequenos raios de sol, ansiedade, esperança,... enfim..., todas as qualidades que se atravessam no universo dos Sonic Youth e dos Jesus And Mary Chain com os Jesus Lizard e Black Flag atravessados. Fato negro e anarquia ruidosa. CM
segunda-feira, março 28, 2016
sábado, março 26, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 274
Mais um final de mês no Ruído Alternativo, mais uma edição da rubrica Colecção RA onde voltamos a ouvir dois discos que fazem parte da história do rock. Homenageamos os desaparecidos Paul Kantner e Signe Toly Anderson ao ouvir Surrealistic Pillow dos Jefferson Airplane e ainda nos debruçamos sobre a anunciada reunião parcial da formação clássica dos Guns N' Roses, com Appetite For Destruction como pano de fundo. Uma emissão absolutamente a não perder!
"Somebody To Love" e "White Rabbit" são as peças chave de Surrealistic Pillow, clássico do rock psicadélico criado pelos Jefferson Airplane em 1967 - o ano deste subgénero musical - que ouviremos na primeira parte do programa de Domingo. Estes dois temas são obra de Grace Slick a vocalista que entrou no grupo no final de 66 e que também com a sua voz poderosa (e sua beleza - afinal era uma ex-modelo) conseguiu escancarar a porta do sucesso aos Jefferson. Um mundo regado a LSD e a outras drogas, que apelava ao amor e à paz, foi um obstáculo para a sua editora, que chegou a censurar as letras da música da banda no seu primeiro disco, mas não impediu o grupo de trilhar o seu caminho. Porém, com o segundo e grande álbum de originais os mais conservadores nunca se chegaram a aperceber de um coelho branco que os imortalizou. Um tema que também passou pela malha da censura das rádios - um dos primeiros a fazê-lo - numa clara alusão ao livro Alice No País Das Maravilhas. Surrealistic Pillow é obra de um sexteto Marty Balin, Grace Slick, Jack Casady, Spencer Dryden, Paul Kantner e Jorma Kaukonen, que com Jerry Garcia (Grateful Dead) criaram este álbum essencial da década de 60 e daquela contracultura fervilhante. Jerry Garcia foi o injustiçado na história deste álbum: Rick Jarrard (produtor oficial) não assumiu a sua co-produção, embora este tenha produzido muitas faixas do trabalho e tenha dado ainda o nome e guitarras a alguns temas do disco - ficou apenas creditado como 'conselheiro espiritual'. Este é um álbum que nunca mais teve par na carreira dos Jefferson Airplane até ao fim do grupo, em 1972. Decidiram ir por caminhos mais pesados e perderam a sua originalidade e o toque pop que os levou ao sucesso. Porém, ficou aqui o grande testemunho que marcou e demonstra uma época [60s] cheia de revoluções sociais e que moldou definitivamente o rock.
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CM
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A cidade de Los Angeles nos anos 80 era totalmente dominada pela cena glam/hair metal, onde por debaixo de cada pedra aparecia uma banda de machos com rímel no olho e batom nos lábios a cantar músicas pop com instrumentos do rock. O thrash metal tinha ameaçado dizimar a cena, mas o som era demasiado abrasivo para a maioria dos ouvidos - algo que fez com que bandas de L.A. como os Metallica tivessem procurado refúgio em São Francisco. A extinção do glam metal só chegaria em 1992 com a ascensão mediática do grunge, mas antes houve uma banda que deu um abanão na cena. Tocando na cidade dos anjos, nos mesmos clubes onde haviam tocado Mötley Crüe e Poison, os Guns N' Roses vestiam a camisola do glam, mas juntavam-lhe a agressividade do metal, a simplicidade do punk e a tradição dos blues. Com o primeiro LP, Appetite For Destruction, acabam por chegar ao estatuto de uma das maiores bandas do mundo num registo que juntava o melhor do rock duro com a balada (e hit intemporal) "Sweet Child O' Mine". A maior parte dos membros da banda vivia debaixo do vício da heroína e do álcool, algo que só contribuiu para dar aos Guns N' Roses o estatuto de "banda mais perigosa do mundo". Depois do sucesso dos primeiros anos e de se terem tornado ainda maiores com uma tour interminável de 28 meses, a formação clássica foi-se desmoronando entre 1990 e 1997. Neste próximo mês de Abril, Slash e Duff McKagan voltam a juntar-se a Axl Rose e companhia, numa das mais desejadas reuniões da história do rock. 2016 será um ano de reviver velhos tempos, tal como faremos nesta emissão do Ruído Alternativo, ao som do incontornável Appetite For Destruction.
AB
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Tudo isto, e muito mais, a não perder Domingo à noite na Tejo FM. A partir das 22h nos 102.9 FM para ou Ribatejo ou para todo o mundo na emissão online emwww.tejoradiojornal.pt.
Colecção RA: Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow (1967) & Guns N' Roses - Appetite For Destruction (1987)
Parece não ter fim a lista de músicos que nos deixaram neste trágico início de ano. Ainda assim, nem tudo são más noticias na próxima edição da Colecção RA. Na primeira parte do próximo Ruído Alternativo fazemos a homenagem ao guitarrista Paul Kantner e a Signe Toly Anderson, dois membros originais dos Jefferson Airplane que nos deixaram no passado dia 28 de Janeiro. Em sua memória ouviremos Surrealistic Pillow de 1967. Já na segunda parte, boas notícias com o regresso de Slash e Duff McKagan aos Guns N' Roses, para uma reunião parcial da formação clássica da banda. Em audição estará o inevitável Appetite For Destruction de 1987.
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A primeira das bandas da Bay Area de São Francisco a alcançar sucesso são os Jefferson Airplane. Com Surrealistic Pillow lançado no ano do rock psicadélico (1967) conquistaram o mundo com a sua mistura de LSD com a folk e o blues rock. A seu lado estavam bandas como os Grateful Dead, Big Brother And The Holding Company (de Janis Joplin) e Santana, que construiram o 'som de São Francisco' (da California) em plena época hippie. Os Jefferson Airplane ficariam para a história com este álbum clássico que foi empurrado pelos gigantes temas "Somebody To Love" e "White Rabbit". A banda esteve em todas e, para além de ter estado em três míticos festivais norte-americanos (Monterey de 1967, e Woodstock e Altmont de 1969), associaram-se ao movimento Summer Of Love, do verão de 1967. Este reuniu hippies nas grandes cidades dos Estados Unidos, do Canadá e na Europa criando um caldeirão fervilhante que mexia com a política, a droga, a música, o sexo e a criatividade, que alertou toda a população mundial. Um movimento que teve eco nos anos seguintes: apelou a mais igualdade, à aceitação de diferentes estilos de vida, à igualdade de géneros, à vida comunitária e ao amor livre. Esta foi uma época de ouro para os Jefferson Airplane em que estiveram no topo por alguns anos. Ficaram na história do rock. Amanhã homenagearemos dois dos seus músicos falecidos este ano.
CM
Jefferson Airplane
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Depois de anos a fio em que ouvimos rumores sobre uma eventual reunião da formação clássica dos Guns N' Roses, em 2016 tudo se vai tornar realidade. Pelo menos em parte, com Duff McKagan e Slash já com o regresso confirmado ao grupo. Izzy Stradlin, por outro lado, está definitivamente de fora, não se sabendo ainda se Steven Adler vai aparecer em algum dos concertos já confirmados. O regresso de Axl Rose Slash e McKagan acontece nos dias 8 e 9 de Abril em Los Angeles e a 16 e 23 do mesmo mês como cabeças de cartaz da edição deste ano do Coachella. A este trio devem-se juntar os músicos que não deixaram os Guns N' Roses entretanto: o baterista Frank Ferrer, o guitarrista Richard Fortus, o multi-instrumentista Chris Pitman e o já histórico Dizzy Reed. Ainda que muitos não estejam contentes com a aparente não inclusão de Stradlin e Adler, está realizado o sonho de grande parte dos fãs da banda de Los Angeles de voltar a ver os Guns clássicos reunidos. No Ruído Alternativo fazemos a antevisão do enorme mês de Abril que espera a banda ao ouvir, em Colecção RA, o clássico dos clássicos do hard rock: Appetite For Destruction. A banda mais perigosa do mundo para ouvir e conhecer em pormenor na próxima emissão.
AB
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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.
quinta-feira, março 24, 2016
A Análise: The Lucid Dream - "The Lucid Dream"
Por aqui tomámos o pulso ao psicadelismo de forma diferente desde que temos como vizinhos o festival Reverence. Os The Lucid Dream chegaram-nos ao ouvido através do embrião do evento (as Cartaxo Sessions) e fogem ao rótulo de "mais uma...". Neste disco homónimo, o segundo da carreira depois de Songs Of Lies And Deceit (2013), há riffs hipnóticos e surpreendentemente orelhudos, e um muro sonoro que nos vicia. Traz-se a alma pop(ular) [não estilisticamente] e temos aqui um disco tremendo! (E há ainda um apontamento dub.) CM
A Análise: Titus Andronicus - "The Most Lamentable Tragedy"
Temos olhado para os Titus Andronicos, pelo menos, desde The Monitor, um dos melhores de 2010. A estreia de 2008 tem selo de garantia e o álbum de 2012 também. Esta não é uma banda de punk como as outras. A reinvenção voltou em 2015 e um conceito também: The Most Lamentable Tragedy tem cinco actos e segue um herói que é visitado por um sósia. Este passa por diversas experiências e sonhos, um sinónimo de depressão maníaca numa ópera rock. Hora e meia da vossa vida que vale bem a pena. CM
A Análise: Protomartyr - "The Agent Intellect"
Os Protomartyr alargaram o espectro ao terceiro disco. O seu post-punk é um lugar estranho e bom, tal como a voz que nos guia pelo disco, fora dos parâmetros ditos normais. A distorção é colocada na malha sonora do grupo e nada em The Agent Intellect nos parece óbvio - e ainda bem! Já andávamos fartos daquele post-punk onde a única saída parecem ser os hinos montados para vender a rodos e onde a electrónica parece ser a única, e nem sempre feliz, escapatória. Aqui traçam-se caminhos. CM
terça-feira, março 22, 2016
sábado, março 19, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 273
Depois de uma edição intercalar da rubrica Colecção RA (que regressa já na próxima emissão), o Ruído Alternativo faz mais uma ronda pela música e notícias que marcam a actualidade. Uma emissão regular pautada por muita nova música, sem esquecemos as notícias e as homenagens: ao malogrado astro dos teclados, Keith Emerson, dos Emerson, Lake & Palmer, a Nicolau Breyner, que também deu um 'cheirinho' no boom do rock português, a Eduardo Costa, ex-guitarrista dos Catacombe, falecido este mês, e ao fim dos Eagles.
Podem contar com estes e muitos outros artistas nas duas partes do Ruído Alternativo de amanhã à noite na Tejo FM.
1ª Parte:
Pink Floyd | Montalvor
2ª Parte:
Tombs | Spiritual Beggars
Tudo para conferir amanhã à noite, como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.
terça-feira, março 15, 2016
sábado, março 12, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 272
Mais um Domingo e mais uma Colecção RA dedicada a dois músicos que desapareceram nos últimos tempos. Dale Griffin, baterista dos Mott The Hoople, e Jimmy Bain, baixista dos Rainbow, faleceram, e aproveitaremos, na emissão de amanhã à noite do Ruído Alternativo, para rodar os discos All The Young Dudes (1972) dos primeiros, e Rising (1976), dos segundos. Uma emissão especial de homenagem a este músicos a não perder.
Foi David Bowie quem mudaria o rumo da carreira dos britânicos Mott The Hoople, uma banda moribunda e à beira do fim entre 1971 e 1972. O camaleão, nas vésperas do seu épico The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972), propõe à banda continuar junta e oferece-lhes um tema - o jogo, esse, mudará para sempre. Os Mott The Hoople rasgam contrato com a Island Records (que tinha assinado os quatro primeiros discos da banda) e juntam-se à CBS (embora todo o nevoeiro à volta deste novo contrato com a editora). Tiram o manager Guy Stevens da produção (o homem que deu o nome definitivo ao quinteto e que apostou neles no início de carreira), colocam David Bowie na produção e tudo fica diferente. O hard rock latente no grupo é reduzido, e os Mott The Hoople transformam-se numa banda glam com cheiros country e pop. A tal música oferecida por Bowie foi "All The Young Dudes", tema que também deu o nome ao álbum dos britânicos em 1972 (o quinto da carreira) e que se transformou em algo muito maior do que os próprios Mott The Hoople. "All The Young Dudes" virou um hino da década de 70, hino da era glam, hino da juventude (embora fale do apocalipse) e hino gay; um símbolo maior da geração pós-hippie que não esqueceu o legado anterior ao mencionar os Beatles e os Stones na sua letra. A canção maior que dá nome ao disco de 1972 dos Mott The Hoople conseguiu ainda mais: conquistou um lugar na lista das 500 canções que moldaram o rock 'n' roll para o Rock And Roll Hall Of Fame - impressionante! E se tudo isto não bastasse, resta dizer que este disco de 1972 virou um sucesso de vendas, com a crítica a aplaudi-lo - algo nunca vivenciado na sua plenitude pelos Mott The Hoople. Um facto que alavancou o resto da carreira dos britânicos até ao seu fim, um pouco atabalhoado. O álbum All The Young Dudes marcou uma época, é símbolo de uma geração e a sua música é eterna. Nem todos podem gabar-se disto.
CM
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Na segunda parte voltamos as atenções para Rising, o disco mais celebrado da carreira dos Rainbow. Para ele, Ritchie Blackmore monta uma formação de luxo com Ronnie James Dio na voz, Jimmy Bain no baixo, Cozy Powell na bateria e Tony Carey nas teclas. Juntos atingem o som pretendido por Blackmore quando fundou o grupo: rock épico com muita inspiração da música clássica. À direção musical apontada pelo guitarrista, juntavam-se ainda as letras de Dio, inspiradas no seu imaginário centrado na fantasia. Tudo somado e tínhamos um disco e um som ímpares em 1976, numa das primeiras aproximações ao imaginário e estilo do vindouro power metal e dos outros movimentos neo-clássicos. A inovação de Rising só foi devidamente apreciada décadas depois, passando mesmo um pouco ao lado da própria banda na altura - apenas dois temas entraram no set ao vivo dos Rainbow. Ainda assim, houve um efeito prático imediato: dar o primeiro gosto do sucesso à banda, que só seria superado com a viragem comercial operada por Blackmore e Roger Glover nos anos 80. Deste período de ouro e deste disco incontornável ficam para a história temas com "Starstruck" e, principalmente, "Stargazer" - um tema épico sobre um feiticeiro que tenta construir uma torre até ás estrelas e um dos momentos mais saudados de Dio, Blackmore e companhia. Rising, uma obra ímpar dos Rainbow para descobrir em Colecção RA.
AB
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Tudo isto, e muito mais, a não perder Domingo à noite na Tejo FM. A partir das 22h nos 102.9 FM para ou Ribatejo ou para todo o mundo na emissão online em www.tejoradiojornal.pt.
sexta-feira, março 11, 2016
Colecção RA: Mott The Hoople - "All The Young Dudes" (1972) & Rainbow - "Rising" (1976)
Infelizmente, 2016 tem tido um início trágico. Parte da geração do "baby boom" começa a desaparecer, quando esses músicos nos pareciam imortais - é lei da vida... Todavia, a sua música é eterna, e num ano em que já celebrámos a música de Lemmy Kilmister (Motörhead), logo após à música de Scott Weiland (Stone Temple Pilots), e a de David Bowie em Colecções RA, esta semana preparamo-nos para recordar a música de duas bandas que marcaram o rock à sua maneira. Teremos escalados, assim, dois discos para este Ruído Alternativo: All The Young Dudes (1972) dos Mott The Hoople, para recordar Dale Griffin, baterista do grupo britânico, e na segunda hora teremos Rising (1976) dos Rainbow, em memória de Jimmy Bain, baixista que tocou nesse disco, também do Reino Unido.
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São claramente uma das bandas mais esquecidas dos anos 70, porém os Mott the Hoople deixaram para a eternidade, pelo menos, uma canção e um disco: "All The Young Dudes" e o álbum com o mesmo nome de 1972. É uma história de perseverança a do quinteto britânico que nasceu ainda na década de 60, deixando de 1969 até 1974 sete discos (um por cada ano, à excepção de 1971 em que lançaram dois num espaço de oito meses!). Até 1972, as coisas não foram fáceis: os Mott The Hoople têm uma estreia nos LPs bem recebida pela crítica e pelo público - sem terem um grande alarido -, mas logo ao segundo disco curvam-se para um som mais clássico e virado para o country que os afastou dos primeiros holofotes conseguidos. Depois das experiências hard rock iniciais - aplaudidas - tentaram ir por novos caminhos, e não deixaram memória a ninguém. E num espaço de três anos, até com dois discos lançados em 1971, perdem a confiança em si mesmos e chegam à beira do precipício - estiveram para acabar. Porém, houve um "Starman" que os salvou. Ziggy Stardust (aka David Bowie) era fã da banda, e junta-se a Ian Hunter (vocalista), Mick Ralphs (guitarrista), Verden Allen (organista), Pete Overend Watts (baixo) e Dale "Buffin" Griffin (baterista), fazendo deles um dos maiores sucessos da era glam rock da década de 70. Ofereceu ainda o seu maior trunfo - o tema que dá nome ao disco de 1972, e ganharam um espaço na história do rock 'n' roll. Dale Griffin desapareceu a 17 de Janeiro, e em sua memória passaremos a pente fino este clássico do glam rock.
CM
Mott The Hoople
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Os primeiros anos de Rainbow deixaram um legado cujo reconhecimento só tem crescido com o passar dos anos. Começaram por ser o refúgio das experiências neo-clássicas do guitarrista dos Deep Purple Ritchie Blackmore, mas cresceram e transformaram-se em algo muito maior. Em 1976, ao segundo disco, reuniam na formação uma constelação de estrelas: Ronnie James Dio na voz, Blackmore na guitarra, Jimmy Bain no baixo, Cozy Powell na bateria e Tony Carey nas teclas. Com este alinhamento de luxo, os Rainbow provaram pela primeira vez o doce sabor do sucesso em Rising, disco que até passou meio despercebido no seio da própria banda na altura, mas que foi ganhando ao longo das décadas o estatuto de clássico intocável. A difícil convivência de Ritchie Blackmore com os colegas nos Deep Purple era algo já muito publicitado na época e, na sua própria banda, as coisas atingiram contornos ridículos, com Tony Carey a ser despedido múltiplas vezes antes do seu afastamento definitivo. O quinteto foi-se desfazendo com o passar dos anos. Em 1979 também Dio faz as malas e Roger Glover (outro ex-Deep Purple) entra para o posto de baixista, produtor e letrista, transformando os Rainbow numa das maiores bandas de rock dos anos 80. Em vez de peças épicas como "Stargazer" foram aparecendo singles bem menos complicados, como "Since You Been Gone". De qualquer forma, perduraram mais na memória e à passagem do tempo os anos 70 de ouro dos Rainbow, para reviver na próxima emissão - assinalando assim a morte de Jimmy Bain e o regresso do grupo ao palco.
AB
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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.
segunda-feira, março 07, 2016
sábado, março 05, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 271
Março começa, e pelo Ruído Alternativo fazemos uma nova ronda pela actualidade com mais uma emissão neste Domingo. Nova música nacional e internacional estarão em grande destaque, com o anúncio de muitos concertos e novos discos na calha. Não esquecemos de vos dar as notícias que marcam este tempos na música rock e metal, e fazemos ainda a homenagem a James Atkins, músico falecido dos Hammerbox, bem como uma passagem pelas novidades do Reverence Valada - festival do qual somos parceiros de divulgação.
Podem contar com estes e muitas outras bandas/artistas nas duas partes do Ruído Alternativo de amanhã à noite na Tejo FM.
1ª Parte:
Paraguaii | The Oh Sees
2ª Parte:
The Obssessed | Vircator
Tudo para conferir amanhã à noite, como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.
quarta-feira, março 02, 2016
A Análise: Drenge - "Undertow"
Depois da estreia em homónimo em 2013, o duo inglês Drenge pretendeu um som mais cheio para o seu segundo álbum, Undertow (com Rob Graham no baixo a espaços). Os irmãos Eoin e Rory Loveless (guitarra e bateria respectivamente) têm aqui um conjunto de músicas de inspiração stoner, grunge e do som dos 90s, bebendo também do novo psicadelismo. A raiva dissipa-se ao segundo capítulo, com o produtor Ross Orton a extrair dos Drenge aquilo que um dia fez com AM dos Arctic Monkeys. Prometem. CM
A Análise: Dilly Dally - "Sore"
Entre as revelações de 2015 estão os Dilly Dally, grupo do Canadá que auto-intitula a sua música de soft grunge. Sore é a estreia da banda que tem em "Desire", "Purple Rage" ou "Snake Head" o transporte certo para um lugar de há 20 anos. Basta recordarmo-nos de nomes como 7 Year Bitch, Hole ou Bikini Kill, que logo percebemos a força motora do grupo: os saudosos anos 90. Mesmo que não o digam, é o punk quem manda neste disco, com "Burned By The Cold", "Get You" ou "Witch Man" a revelarem-se actuais, o que revela que nem só a memória vive aqui. CM
segunda-feira, fevereiro 29, 2016
sábado, fevereiro 27, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 270
Como prometido - e obrigatório -, não poderíamos de deixar de passar dois discos de David Bowie, após o seu desaparecimento a 10 de Janeiro passado, numa Colecção RA. Uma carreira recheada e inventiva da qual escolhemos dois álbuns díspares para ouvir e conhecer na íntegra. Sendo assim, este Domingo ficamos com o maior disco de Bowie, The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972), de tons glam [rock], para a primeira parte, e 1.Outside (1995), de tons industriais e experimentais, para a segunda. Dois grandes capítulos da vida de David Bowie para recordar nesta emissão especial do Ruído Alternativo. [Para recordar a Emissão Especial do RA dedica a toda a carreira de Bowie, na sua vertente rock, é seguir este link]
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O disco maior da carreira de David Bowie traz consigo um conceito: Ziggy Stardust é o novo Cristo, um extraterrestre andrógena, que vem dar uma mensagem de esperança à Terra, condenada a apenas mais cinco anos de existência - à beira do apocalipse. Um alien/messias hipersexualizado, bissexual e símbolo da estrela definitiva do rock - um "Starman". Em 1972, todo este contexto, numa era dourada para o glam rock, colocou Bowie na imprensa constantemente - chegando o próprio a assumir-se, segundo aquilo que é veiculado, como bissexual, numa terra de conservadores e de sua Majestade. O activismo LGBT foi, por isto, parte presente nas ideias de David Bowie que conseguiu arrastar os Spiders From Mars para este imaginário [convertidos ao uso de roupas provocantes com a ideia de "sacar miúdas"]; conseguiram chocar o público e não faltou strip nem a simulação de sexo oral em palco que comprovariam tais pensamentos. Todavia, The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And Spiders From Mars é muito mais do que isto. Com o glam rock com a primeira grande plataforma para a criação de personas por parte de Bowie, aqui, o músico colocou definitivamente outras experiências para lá da música rock, pondo em prática no palco todas as artes performativas que admirava, com especial referência para o teatro. The Rise And Fall... é muito mais do que a somatória da electricidade com o glam, a folk, o rock 'n' roll e a cultura mod, transformando-se no clássico maior de David Bowie - referido em inúmeras listas de melhores álbuns de sempre até aos dias de hoje. Foi um exercício excepcional, onde até houve uma encenação em palco da morte do personagem central desta peça, Ziggy Stardust. Criou-se um culto; foi uma das antecâmaras do punk rock; foi... único.
CM
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Na segunda parte entramos de cabeça em 1.Outside, o disco que fez verdadeiramente Bowie entrar nos anos 90, após algumas falsas partidas. Trabalhando de novo com Brian Eno, os dois conseguem um disco que é, para começar, sonoramente diverso: junta o contemporâneo rock industrial com a linguagem intemporal do jazz e ainda lhes junta alguns momentos de spoken-word. Depois, há toda uma narrativa surreal na qual o disco se baseia, nascida a partir do diário de Nathan Adler. Nela, em 1999, tinha-se vulgarizado o fenómeno Art Crime, no qual se assassinavam pessoas e mutilavam-se corpos para fins artísticos. Cabia a Adler, como autoridade, decidir quais das peças eram arte e quais eram apenas "lixo", como referido no disco. Ao longo de 1.Outside acompanhamos a investigação ao homicídio de uma rapariga de 14 anos, ao mesmo tempo que nos são apresentadas as várias personagens desta trama. O conceito deveria ter transvasado este disco, dando origem a mais dois, a lançar até 1999, dando a Bowie a oportunidade única de explorar o sentimento da viragem do milénio patente na humanidade por esses anos. Tal acabou por não acontecer, mas das últimas vezes que falou com Brian Eno, falou-lhe da sua vontade de dar uma nova roupagem ao disco e trazê-lo de volta. Acabou por já não ter tempo para tal. Apesar de ser um disco sem paralelo na sua carreira, 1.Outside é a obra que melhor representa a essência de David Bowie: a constante insatisfação com o seu som e a incessante procura de novas sonoridades.
AB
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Tudo isto, e muito mais, a não perder Domingo à noite na Tejo FM. A partir das 22h nos 102.9 FM para ou Ribatejo ou para todo o mundo na emissão online em www.tejoradiojornal.pt.
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
Colecção RA: David Bowie - "The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars" (1972) & David Bowie - "1.Outside" (1995)
Fevereiro chega ao fim com um ritual habitual nesta casa. Colecção RA a fechar o segundo mês do ano, com mais uma homenagem ao mestre David Bowie, falecido no passado dia 10 de Janeiro. Nas duas horas de emissão de Domingo dissecamos duas fases distintas da sua profícua carreira: a partir das 22h do dia 28 de Fevereiro, Ruído Alternativo com a audição dos álbuns The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972) e 1.Outside (1995). O génio de Bowie de regresso à Tejo FM.
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Aos 25 anos, David Bowie era um músico à procura do seu espaço e do seu lugar como estrela pop. Influenciado por Little Richard ou Velvet Underground, Bowie já havia dado sinais para um futuro que se revelou brilhante. "Space Oddity" foi o tema que o fez descolar da zona pop rock vigente - bluesy -, seguindo-se, em 1970, um percurso de seis discos incluídos na sua época dourada. O primeiro capítulo foi o esquecido The Man Whol Sold The World, a abrir os 70s, ao qual se seguiu Hunky Dory em 1971 - a antecâmara de Ziggy Stardust -, com "Life On Mars?" a apontar de novo para o espaço e para a estratosfera pop e com "Changes" a premeditar toda a carreira de David Bowie. E em 1972, apenas seis meses após Hunky Dory, saiu o meteoro: The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars. Nasceu aqui a primeira grande personagem do músico britânico, Ziggy Stardust, que com os Spiders From Mars (Mick Ronson, Trevor Bolder e Mick Woodmansey), conquistou quase todo o mundo com a intenção de contar uma história, um conceito, para um público vindo da ressaca de 1967 e do movimento hippie. Em 1972, Bowie era um homem atarefado, desdobrava-se pela sua própria música, ajudava os Mott The Hoople e ainda Lou Reed, conseguindo um feito inédito ao colocar seis discos seus no top britânico no ano seguinte. 1973 foi, assim, o culminar de muito trabalho, muitos concertos e muita imprensa, para um músico e respectivas personagens que se estenderam, numa primeira fase, até 1974 [com a edição de mais três discos: Aladdin Sane (1973), Pin Ups (1973) e Diamond Dogs (1974)]. Logo depois, os encantos da América chamaram o músico britânico e surgiram novas revoluções dentro da própria revolução que foi David Bowie. Consegui-o.
CM
David Bowie And The Spiders From Mars
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Depois de se ter tornado numa máquina de fazer singles durante os anos 80, Bowie teve alguma dificuldade em adaptar-se às mudanças trazidas no final da década, que viriam desaguar na febre grunge em 1992. Os Tin Machine e o sonho do regresso às raízes hard rock durou pouco e em 1993 o Camaleão volta a trabalhar com Nile Rodgers em Black Tie White Noise. A tentativa de voltar às pistas de dança, como em Let's Dance (1984) não resultou - afinal, os tempos eram outros. É com o regresso de Brian Eno à cadeira de produtor, em 1995, que Bowie volta a ser musicalmente relevante, fazendo música desafiante e mantendo-se à margem do mainstream. 1.Outside absorvia influências industriais, juntava-lhes a velha paixão pelo jazz e trazia consigo uma narrativa fictícia deliciosamente insana. O cenário pós-apocalíptico nas vésperas do novo milénio é, aliás, tão criativo, que só ao longo da emissão o conseguiremos explicar convenientemente. O desempenho comercial desta ambiciosa obra não foi brilhante, dentro dos parâmetros de Bowie, mas singles como "Hallo Spaceboy" ajudaram-no a reentrar no mercado norte-americano. Mais importante que isso, 1.Outside mostrou, para quem tivesse dúvidas, que ainda havia Bowie para além da máquina de fazer singles dos anos 80.
AB
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
sábado, fevereiro 20, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 269
2016 em andamento, e o Ruído Alternativo toma o pulso à nova música que por aí ainda. Podemos afirmar com toda a certeza, temos metade da emissão com nova música nacional e outra metade com as novidades lá de fora - tudo misturado em duas horas de programa para ouvir amanhã. A juntar a isto tudo, pomos em dia as notícias que marcam o universo rock, com especial destaque para todos os concertos que por cá foram marcados - com alguns destaques a bandas com novos lançamentos na calha.
Podem assim contar na primeira parte com os seguintes projectos, entre muitos outros:
Capitão Capitão | PJ Harvey
Já na segunda parte, estão escaldas estas bandas e muitas mais:
Earthless | F.P.M.
Tudo para conferir amanhã à noite, como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.
sexta-feira, fevereiro 19, 2016
A Análise: Car Seat Headrest - "Teens Of Style"
Com doze trabalhos independentes, os Car Seat Headrest subiram uns degraus na grande montra do rock alternativo assinando com a Matador. Em 2015, Teens Of Style chegou a muita gente que se deixou ir no som já maturo e consistente do quarteto norte-americano. Tudo é confirmado nesta "estreia", que não é mais do que uma reunião de material desde 2011, só que refinado. Referências indie dos idos 90 e humor não faltam, restando apenas o usufruto deste noise calmo em ambiente claustrofóbico de pop livre. CM
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Podcast: Ambar Em Discurso Alternativo
Dados:
- Entrevista gravada a 30/Janeiro/2016
- Discurso Alternativo: Ambar
- Incluída no Programa 268:
- No ar no dia 14/Fevereiro/2016
- Antevisão/Destaque
terça-feira, fevereiro 16, 2016
A Análise: Royal Headache - "High"
Uma das surpresas do ano? Os Royal Headache [Austrália] que tiveram alguns holofotes sobre si. High é um acto de 'keep it simple', com um punk escorreito e de boa memória pop - olá Ramones. Se compararmos este disco com a estreia de 2012, o som do grupo sai aprimorado: temos a distorção e o frenesim, clássicos de uns novatos, mas é nos momentos mais alegres que vemos a evolução. Temas como "Carolina", "Need You", "High" e "Love Her If I Tried" saem vencedores. E ambições? Diversão, raparigas e punk. CM
A Análise: Low - "Ones And Sixes"
Calmos e dispersos [dream pop; slowcore]..., longe vão os tempos de música despida pelos Low. O casal Alan e Mimi sempre procurou novos destinos (com mais ou menos aplausos), e apresentam Ones And Sixes com uma produção cuidada. Há drum machines combinadas com a música acústica, e as glitchs [falhas] como parte identitária. Há esperança, fuzz, graves e aquele punhado de texturas sonoras preso por amarras que, quando libertado, encanta. Ao 11.º, criam um dos seus melhores discos em anos. CM
A Análise: Alabama Shakes - "Sound & Color"
Na estreia, em 2012, transformaram-se numa das novas forças rock made in USA; em 2015, não perdem o jeito. Os Alabama Shakes continuam a percorrer as terras musicais norte-americanas: o blues, a soul, a folk, o country... no fundo, as origens do rock. Deixam - em parte - a crueza e o som mais directo de Boys & Girls, e em Sound & Color apresentam diferentes padrões, texturas e camadas. Brittany Howard continua a ser a figura de peso, com uma voz que enche todas as medidas. Não estava o rock está morto? CM
A Análise: Deerhunter - "Fading Frontier"
Nos últimos anos temo-nos rendido aos Deerhunter - uma banda indie que nunca desiludiu. Tomámos o pulso a partir de 2010, com o brilhante e revelador Halcyon Digest, mas desde 2005 que já se contam sete notáveis trabalhos que merecem uma séria audição. Em Fading Frontier temos de levar em conta o acidente que Bradford Cox sofreu, que coloca-se assim numa maior introspecção e reflexão sobre a vida. A porção de negro assenta bem nesta pop que viaja por entre sonhos, com cenários pintados com a alma de Sgt. Pepper... e não só. CM
A Análise: The Amazing - "Picture You"
Entre os discretos discos que em 2015 surpreenderam, encontra-se o quarto dos suecos The Amazing. Picture You tem dez longos temas, distribuídos ao longo de mais de uma hora de duração, num álbum trabalhado, que transparece mais a emoção do que o suor. Os diversos ingredientes empregados resultam particularmente bem: o corpo é a folk, a mente é prog, a alma é jazz e respira-se psicadelismo. O resultado é notável, comprovado por temas como "Picture You" ou "Captured Light". CM
A Análise: Caspian - "Dust And Disquiet"
São uma das bandeiras do post-rock e ao quarto disco mostram porquê: os Caspian sintonizam-se com o post-rock actual, onde a duração nem sempre conta. Não deixam de apresentar em metade do álbum canções com mais de cinco minutos (com a beleza e o peso certos), mas o ganho está na forma como apresentam as obras mais pequenas, com paisagens diferentes no horizonte. O que tornou célebre o género que elege como matéria prima a instrumentação, continua, mas o virtuosismo é contido sabiamente. E sabe bem. CM
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