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quarta-feira, julho 25, 2018

Informação: Melhores Da Década (2008-2017)

Para o último programa desta temporada de Ruído Alternativo, como é hábito, preparámos nova emissão especial. Em ano de comemoração do 10º aniversário deste projecto achámos por bem fazer um balanço dos melhores discos nacionais e internacionais lançados neste período de actividade.

 
Desta forma, ouvir-se-ão neste vindouro programa os discos que consideramos ser os melhores nacionais e internacionais de cada um dos anos em questão, de 2008 a 2017. Em baixo fica a explicação de como elegemos os melhores álbuns dos últimos dez anos:
  • 2008: Depois de apenas quatro meses no ar, arriscámos uma lista de melhores do ano no início de 2009, sem um top definido, e que, fruto da natural falta de experiência, foi alterada na última Colecção RA (como podem verificar aqui);
  • 2009 & 2010: Nestes dois anos não fizemos um top de discos (como podem verificar aqui e aqui), mas nomeámos agora [em 2018] os números um de 2009 e 2010;
  • 2011: Por esta altura começámos a fazer um top 15 de álbuns nacionais e mais 15 internacionais (como podem conferir aqui e aqui); 
  • 2012 & 2013: Em Agosto de 2012, anunciámos a suspensão por tempo indefinido do Ruído Alternativo (aqui), razão pela qual não fizemos listas de melhores discos destes anos. Agora seleccionámos os trabalhos que vão figurar na próxima emissão;
  • 2014, 2015, 2016 & 2017: Desde o nosso regresso, em 2014, continuámos a fazer listas em forma de top e os números um de cada ano marcarão presença no programa deste Domingo:
Feita a explicação de como elegemos os melhores discos dos últimos 10 anos para o Ruído Alternativo (10 nacionais + 10 internacionais), é tempo de deixarmos em baixo as capas desses álbuns - que vão estar para consulta sempre à distância de um clique. Basta clicar na "Etiqueta" Review 20xx [escolher o ano], disposta na barra lateral direita do blog, e ficam a conhecer os números um de cada ano para o Ruído Alternativo.

Boas audições!

2008

Nacional: Dead Combo - Lusitânia Playboys

Internacional: Deerhunter - Microcastle

2009
 
Nacional: The Legendary Tigerman - Femina
 
Internacional: Mastodon - Crack The Skye

2010

 Nacional: Linda Martini - Casa Ocupada

Internacional: Kylesa - Spiral Shadow

2011

 Nacional: Os Dias De Raiva - Parece Que Vai Chover

 Internacional: PJ Harvey - Let England Shake

2012

 Nacional: Black Bombaim - Titans

Internacional: Tame Impala - Lonerism

2013

 Nacional: The Glockenwise - Leeches

Internacional: Deafheaven - Sunbather

2014

 Nacional: Keep Razors Sharp - Keep Razors Sharp

Internacional: The War On Drugs - Lost In The Dream

2015

 Nacional: Equations - Hightower

Internacional: Baroness - Purple

2016

 Nacional: Capitão Fausto - Capitão Fausto Têm Os Dias Contados

Internacional: David Bowie - Blackstar

2017

 Nacional: Pega Monstro - Casa De Cima

Internacional: Converge - The Dusk In Us

quinta-feira, março 26, 2015

Review 2014: A Análise - Epílogo

Depois das listas de melhores discos de 2014 para o Ruído Alternativo [top 15 nacionais aqui + top 15 internacionais aqui] e de duas emissões emissões dedicadas aos melhores do ano [programa com o top 15 nacionais e o top 15 internacionais aqui & o programa com mais 30 discos relevantes de 2014 aqui], iniciámos uma análise pelos discos do ano passou aqui. É com orgulho que damos por concluída esta análise a 2014 e, como tal, fica em baixo um resumo e toda a lista dos álbuns que fizeram companhia aos membros do Ruído nos 365 dias do ano passado.

Em baixos ficam as frases que marcam as reviews dos melhores álbuns de 2014 para a equipa do Ruído Alternativo:
  • The Crawlers - No Rest For The Vicious
    • "Esta estreia mostra o caldeirão dos Crawlers: um rock garage bem balançado, com a dose certa de punk e de post-punk, e o melhor do alternativo dos 90." CM 
  • Uaninauei - Dona Vitória
    • "Dona Vitória perde em velocidade, mas ganha noutros aspectos igualmente importantes. Vénia seja feita às bandas sem medo de arriscar e dispostas a não fazer sempre o mesmo discoAB
  • We Buffallo - All In
    • "(...) um belo set de malhas de inspiração dos anos setenta, mas ao qual é dado o devido toque de contemporaneidade" AB
  • O Bisonte - Abril
    • "Mais contemplativos e mais interventivos. "E depois do adeus?"; fica no ar." CM 
  • Norton - Norton
    • "O seu som é salteado com boas doses de pop e de electrónica, numa mistura de linguagens mais mainstream conseguida e que não tem medo de se assumir." CM
  • Catacombe - Quidam
    • "Melodias esbeltas de tendência progressiva de qualidade superior são o escape para outra dimensão." AB
  • The Legendary Tigerman - True
    • "True é tão bom como o que vinha atrás, num blues rock mais livre e directo. Apurado." CM 
  • Born A Lion - III
    • "Com menos blues e mais volume nas guitarras, III é um cocktail ainda mais explosivo do que a banda já nos tinha habituado." AB
  • Mão Morta - Pelo Meu Relógio São Horas De Matar
    • "É o regresso dos Mão Morta às palavras que são disparadas como balas e ao rock n' roll duro." AB
  • Black Bombaim - Far Out
    • "O fio condutor continuam a ser as longas jams, durante as quais vamos ouvindo cada vez mais ganchos inesperados e imaginativas introduções de instrumentos.AB 
  • Serushiô - I'm Not Lost .​.​. Just Don't Want To Be Found
    • "A música de Seru e de Zé Vieira é de fino recorte e apresenta riffs que se colam prontamente ao ouvido." CM
  • The Lazy Faithful - Easy Target
    • "A fidelidade e a solidez da música são espantosas (...). Easy Target parece - isso mesmo - fácil, mas torna-se, logo à estreia, num raro exemplar no rock mais recente em Portugal." CM
  • Capitão Fausto - Pesar O Sol
    • "(...) um álbum onde imprimem a portugalidade e, acima de tudo, uma lírica sobre o ser-se humano. Ei-los crescidos." CM 
  • Killimanjaro - Hook
    • "Hook é uma das revelações do ano, que coloca o power-trio no mapa das bandas a levar muito em conta nos próximos anos." AB
  • Keep Razors Sharp - Keep Razors Sharp
    • "rock psicadélico de fino (re)corte, solto, negro e envolvente. Precioso e brilhante." CM
  • Nothing - Guilty Of Everything
    • "Repleto de distorção, este álbum coloca, acima de tudo, a melodia e o sentimento na ordem do dia." CM 
  • Tombs - Savage Gold
    • "(...) os Tombs chegam à mistura perfeita, onde há mais poder de fogo, mas também espaço para música a tender para o espacial e progressivo." AB
  • Goat - Commune
    • "Se electrificar sons orientais e africanos não é uma novidade, os Goat fazem-no com mestria, adicionando uma impressionante camada de reverb" AB
  • Wovenhand - Refractory Obdurate
    • "Este é o disco mais pesado dos Wovenhand e a sua melhor proposta, misturando uma imensidão de estilos que o torna impossível de rotular fora do lato "alternativo"." AB 
  • Foxygen - ...And Star Power
    • "Um álbum dividido em quatro partes onde o rock é experimentado até às últimas consequências e onde os resultados são assombrosos." CM
  • Beck - Morning Phase
    • "(...) Morning Phase perfila-se, desde já, como um dos mais importantes títulos da discografia de Beck. CM
  • Godflesh - A World Lit Only By Fire
    • "Um dos regressos mais aclamados do ano que mostra uma banda renascida e não apenas reciclada." AB 
  • Yob - Clearing The Path To Ascend
    • "Menos virados para os sons mais primitivos e abrindo espaço a mais devaneios a tender para o prog. Uma aposta ganha." AB
  • Ty Segall - Manipulator
    • "(...) colocou aqui toda a sua proliferação e excentricidade à prova sem nunca perder toda a alma da 'sua garagem'." CM
  • Cynic - Kindly Bent To Free Us
    • "Durante o tempo que vai de Focus (1993) a Traced In Air (2008) a banda apurou o seu som, cada vez mais progressivo quando comparado com o death metal que praticavam no começo da carreira." AB
  • Swans - To Be Kind
    • "(...) é com To Be Kind que têm o maior sucesso de sempre. Arte e engenho em mais um disco excitante e desconcertante." CM
  • Pallbearer - Foundations Of Burden
    • "(...) este é um disco estratosférico e capaz de chamar o mais diverso público a uma sonoridade com a qual dificilmente se identificaria." AB
  • Sun Kil Moon - Benji
    • "Um disco de folk rock incontornável, a que ninguém escapou e estranhamente familiar. Tudo isto é magnífico." CM 
  • Eyehategod - Eyehategod
    • "(...)  é um dos mais fortes da banda e o melhor elogio que lhe podemos fazer é que cheira a Nova Orleães a cada esquina, nunca deixando cair em mãos alheias o som característico da cidade sulista." AB
  • The War On Drugs - Lost In The Dream
    • "(...) vibrante, maravilhoso, prodígio, genial..." CM
  • Amen Dunes - Love
    • "Rock lo-fi, com um alma pop muito forte, e que representa da melhor forma a orquestra emocional de McMahon." CM 
  • Real Estate - Atlas
    • "(...) está consumada a imortalidade: os Real Estate colocaram-se na fila dos melhores da década." CM
  • Spoon - They Want My Soul
    • "(...) prima pela frescura e integridade (...). Com este disco forma-se um belo trio de grandes discos dos Spoon: They Want My Soul junta-se aos seus dois antecessores imediatos (...)." CM
  • Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
    • "(...) (folk, rock, country, psicadelismo e indie) assenta que nem uma luva à voz de Angel Olsen que trata de colocar diversas camadas na sua música ou de despi-la por completo, apresentado-a numa moldura lo-fi singular." CM 
  • Cloud Nothings - Here And Nowhere Else
    • "(...) um disco que é mais conciso (...) e que pisa o pedal do acelerador, de uma banda que tem constantemente um pé no emo rock [uma coisa maldita para muitos]." CM
  • Eagulls - Eagulls
    • "(...) coloca os Joy Division como influência maior (...) e adiciona-lhe outras referências/coordenadas brit: My Bloody Valentine ou The Who - uma palete de cores que (...) resulta e que muito tem de auspicioso." CM
  • Hookworms - The Hum
    • "Uma célula viva de: Hendrix, Zeppelin, Doors e Neu!". CM 
  • Have A Nice Life - The Unnatural World
    • "A sua imagética está cada vez mais gótica como ambiental, mas são o shoegaze, o noise e o post-rock que ganham mais espaço no seu som. (...) umas pitadas de drone e industrial [que] tornam o som do duo cheio e envolvente." CM
  • Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra - Fuck Off Get Free We Pour Light On Everything
    • "(...) seis longos temas onde o post-rock é a base onde o experimentalismo dá asas à sua criatividade." CM
  • The Wytches - Annabel Dream Reader
    • "À música de Cobain é acrescentada uma considerável dose de negridão e o garage rock na dieta." CM 
  • Parquet Courts - Sunbathing Animal
    • "(...) uns Parquet Courts à procura de diferentes saídas para aquilo que poderia ser mais do mesmo. Punk e garage rock de diferentes tonalidades, o mais fresco da actualidade." CM
  • Royal Blood - Royal Blood
    • "(...) junta o hard-rock e o blues a um punk com um enorme apelo dançável (...). Isto deu em divertimento garantido, a música cola-se ao ouvido e não é de esperar algo menos do que um abanar de corpos." CM
  • White Lung - Deep Fantasy
    • "Há muita música com velocidade superior à permitida pela lei e é com este disco que os White Lung se transformam numa proposta séria e a ter muito conta no panorama do punk rock actual." CM 
  • Odonis Odonis - Hard Boiled Soft Boiled
    • "Colocam o volume no máximo e tecem o seu som nas malhas do rock industrial com muito noise e um espírito punk vincado." CM
  • Code Orange - I Am King
    • "(...) em I Am King experimentam, juntam mais sludge e tornam-se góticos. Épico e definidor." CM
  • Antemasque - Antemasque
    • "(...) os Antemasque não se preocuparam minimamente em afastar-se do som electro-progressivo-post-hardcore que deu fama aos seus membros. Porque o haveriam de fazer?" AB
  • The Shrine - Bless Off
    • "Bless Off é um registo fora da lei, cheio de malhas punk imersas num banho de psicadelismo." AB
  • Opeth - Pale Communion
    • "(...) menos experimental que o antecessor e mostra que, mesmo pelos caminhos mais convencionais, os Opeth são ímpares." AB
  • Thomas Giles - Modern Noise
    • "Menos controlado pelas máquinas que o anterior, mas com o experimentalismo em larga escala que vale, desde já, uma boa posição para uma carreira a solo duradoura." AB
  • Animals As Leaders - The Joy Of Motion
    • "Quem disse que não era possível haver música tecnicista com emoção?" AB
  • Witch Mountain - Mobile Of Angels
    • "Melodias alongadas, pesadas e um voz de toada épica (por vezes gótica) são a fórmula que trouxe, finalmente, algum reconhecimento a este interessante colectivo." AB
  • Blues Pills - Blues Pills
    • "(...) malhas de blues rock clássico que servem de cama à voz algo soul de Elin Larsson." AB
  • Truckfighters - Universe
    • "Universe, que tanto se fez esperar, não desilude, e até consegue trazer algumas novidades." AB
  • 1000mods - Vultures
    • "os 1000mods mostraram que podiam vencer pela sua própria fórmula, que consiste em ora apresentar músicas que são longas jams e viagens sonoras, ora apostando em curtas descargas de energia directas ao osso.AB
  • Mastodon - Once More 'Round The Sun
    • "Once More 'Round The Sun tem o delicioso factor de nos deixar a pensar o que irão os Mastodon fazer a seguir..." AB
  • Philm - Fire From The Evening Sun
    • "Soa a sludge? A pós-hardcore? A noise? A punk? Soa a tudo isto e mais um milhão de referências." AB
  • Electric Wizard - Time To Die
    • "(...) com mais de 20 anos de carreira em cima, os Electric Wizard continuam a merecer uma crescente atenção por parte do mundo da música." AB
  • Machine Head - Bloodstone & Diamonds
    • "Nenhum dos sucessores atingiu o nível de genialidade de The Blackening, mas o grupo tem encontrado boas saídas desse labirinto." AB
  • Slipknot - .5: The Gray Chapter
    • "(...) um dos discos mais equilibrados dos Slipknot, quase como um elo perdido entre a agressividade pura os dois primeiros álbuns e o melódico Volume 3." AB
  • Crowbar - Symmetry In Black
    • "(...) sempre sem perder a tradição sludgy do seu som e a tão característica angústia na voz de Windstein." AB
Obrigado por estarem desse lado!
Boas audições!
A equipa,
Ruído Alternativo

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

A Análise: Crowbar - "Symmetry In Black"

2014 fica marcado pelo regresso dos nativos de Nova Orleães Crowbar a tempo inteiro, o que não acontecia desde a reactivação dos Down em 2006. Kirk Windstein  deixou o supergrupo em circunstâncias que ainda causam debate entre os fãs, embora as duas partes sempre tivessem agido com cordialidade, e não perdeu tempo em lançar um novo disco do seu projecto de sempre. Symmetry In Black é composto por algumas músicas mais ritmadas da banda, mas sempre sem perder a tradição sludgy do seu som e a tão característica angústia na voz de Windstein. AB

A Análise: Slipknot - "5. The Gray Chapter"

Parados desde a morte do baixista Paul Gray, os mascarados do Iowa regressaram aos discos seis anos depois de All Hope Is Gone. As mudanças não ficaram pelo baixo, uma vez que o carismático Joey Jordison deixou de fazer parte da banda em circunstâncias que ainda causam litígio entre as duas partes. Apesar de toda a turbulência à sua volta, 5. The Gray Chapter tem o mérito de ser um dos discos mais equilibrados dos Slipknot, quase como um elo perdido entre a agressividade pura os dois primeiros álbuns e o melódico Volume 3. AB

A Análise: Machine Head - "Bloostone & Diamonds"

The Blackening (2007) e Unto The Locust (2011) fizeram dos Machine Head a banda de metal extremo com mais sucesso desde os Pantera. Os álbuns, que regressaram às primeiras influências da banda que se perdeu no nu-metal nos anos 90, colocaram uma enorme pressão sobre si. Nenhum dos sucessores atingiu o nível de genialidade de The Blackening, mas o grupo tem encontrado boas saídas desse labirinto. Bloodstone & Diamonds é mais uma prova de quem não tem medo de experimentar, sem se deixar cair no banal e repetitivo. AB

A Análise: Electric Wizard - "Time To Die"

Este disco curiosamente não teve qualquer espaço na actuação dos Electric Wizard no primeiro Reverence Valada. A banda trocou nos últimos anos de baixista e baterista, e Jus Oborn montou uma máquina de construir paredes de som ao vivo. Algo que também passou para Time To Die, álbum lançado pelos britânicos no ano que passou e que mostra que ainda são uma das forças proeminentes no doom mundial. Em plena forma, com mais de 20 anos de carreira em cima, os Electric Wizard continuam a merecer uma crescente atenção por parte do mundo da música. AB

A Análise: Philm - "Fire From The Evening Sun"

Ao longo dos anos, Dave Lombardo, um dos melhores bateristas de sempre do thrash com influências no free jazz, participou nos experimentais Fantômas e agora, novamente liberto dos Slayer, embarcou num projecto verdadeiramente difícil de rotular: os Philm. O sucessor de Harmonic, Fire From The Evening Sun, aposta na mesma fórmula da estreia de 2012: uma mistura de influências que torna impossível de definir a banda num termo. Soa a sludge? A pós-hardcore? A noise? A punk? Soa a tudo isto e mais um milhão de referências. AB

A Análise: Mastodon - "Once More 'Roud The Sun"

Os Mastodon parecem apostados em fazer crescer o seu som tanto como o número de fãs. Alguns dizem, sem fugir muito à verdade, que Once More 'Round The Sun e o seu antecessor The Hunter aproximaram-os do mainstream, mas a verdade é que o seu som está cada vez mais complexo de descrever, incorporando um número de influências que se estendem dos gurus King Crimson, até aos contemporâneos Alice In Chains e Deftones. Once More 'Round The Sun tem o delicioso factor de nos deixar a pensar o que irão os Mastodon fazer a seguir... AB

A Análise: 1000mods - "Vultures"

Provando que o stoner-rock influenciou bandas um pouco por todo o mundo, e não apenas nos Estados Unidos, Inglaterra e Suécia, da Grécia chegam os 1000mods,  grupo que começou a ser conhecido pela semelhança entre o timbre do seu vocalista e John Garcia. Depois de uma série intensiva de concertos e de um certeiro Vultures, lançado no ano passado, os 1000mods mostraram que podiam vencer pela sua própria fórmula, que consiste em ora apresentar músicas que são longas jams e viagens sonoras, ora apostando em curtas descargas de energia directas ao osso. AB

A Análise: Truckfighters - "Universe"

Da Suécia chega mais um fenómeno underground, os Truckfighters, afastados dos LPs desde 2009. No período entre os dois mais recentes trabalhos da banda foram lançados diversos EPs, splits e compilações, com a passagem de cinco bateristas (em substituição do fundador Andreas von Ahn). Universe, que tanto se fez esperar, não desilude, e até consegue trazer algumas novidades. Isto impede os Truckfighters de repetir até a exaustão a fórmula que os levou a ser uma das maiores forças do stoner-rock europeu. AB

A Análise: Blues Pills - "Blues Pills"

Em 2014 os suecos Blues Pills estrearam-se nos LPs com o registo homónimo. Este disco veio confirmar tudo o que de melhor se esperava da jovem banda, cujas origens estão nos já estabelecidos Radio Moscow: malhas de blues rock clássico que servem de cama à voz algo soul de Elin Larsson. O revivalismo psicadélico continua assim num lugar de destaque na cena rock actual, muito por culpa de jovens músicos que dão o seu toque de modernidade a estilos muito mais velhos que eles próprios. AB

A Análise: Witch Mountain - "Mobile Of Angels"

Os Witch Mountain, são nome emergente na cena doom norte-americana que tinha a particularidade de ser liderado por uma senhora. Uta Plotkin saiu da banda logo após deste Mobile Of Angels, mas não sem antes deixar um dos registos mais aclamados do ano que passou. Melodias alongadas, pesadas e um voz de toada épica (por vezes gótica) são a fórmula que trouxe, finalmente, algum reconhecimento a este interessante colectivo. A acompanhar daqui em diante. AB

A Análise: Animals As Leaders - "The Joy Of Motion"

A fazer as delicias dos shreders deste mundo desde 2009, os Animals As Leaders chegam ao pico da sua carreira, até agora, com o terceiro disco The Joy Of Motion. Num mundo da música que ainda muito dividido no binómio "técnica versus emoção", este disco não nos obriga a escolher um lado, pois apesar das harmonias quase matematicamente compostas, é inegável a beleza das melodias criadas. Quem disse que não era possível haver música tecnicista com emoção? AB

A Análise: Thomas Giles - "Modern Noise"

Se os Between The Buried And Me já incorporam uma mistura ecléctica que inclui o prog rock, a solo, o líder do grupo, Thomas Giles aproveita para mergulhar mais nessa vertente, para além de experimentar a electrónica. Depois de Pulse - a estreia a solo -, bem recebida em publicações onde os Between The Buried And Me ainda não tinham espaço, chega Modern Noise. Menos controlado pelas máquinas que o anterior, mas com o experimentalismo em larga escala que vale, desde já, uma boa posição para uma carreira a solo duradoura. AB