sexta-feira, julho 27, 2012

A Análise: O Bisonte - "Ala"

Por vezes, temos carinho por uma banda não só pelo seu som, mas também pela sua atitude. A banda O Bisonte não se contém nas palavras, não fossem eles oriundos do Porto, mas a sua atitude não se limita a chamar os bois pelos nomes. Ofereceram o álbum para download gratuito e querem ganhar a vida a tocar ao vivo. Sem qualquer tipo de artifícios, Ala mostra bem a garra de uma banda formatada para tal.
Apesar de ser um concurso que tem como objectivo vender uma marca, o Rock Rendez Worten tem o mérito de nos ter revelado alguns grandes talentos, inclusivamente fora do espectro do rock. Dentro dessa mesma área os Bisonte foram os vencedores de 2010. Quem viu David Lobão na final absoluta não ficou indiferente à energia do magricelas com uma t-shirt dos Sonic Youth. Apesar deste tipo de concursos fazer pouco mais do que revelar talentos (o que já não é nada mau), serviu perfeitamente aos Bisonte, criando algum frenesim à volta de Ala. Justificado? Sem dúvida.
Riffs e voz são cuspidos furiosamente e atingem-nos como um comboio a alta velocidade. A parelha rítmica (bateria e baixo) também é pródiga em pormenores deliciosos. De alguma forma, os ovnis deste disco são "Imóvel" - uma quase assumida balada - e "E Depois Do Adeus". Os Bisonte deram a este tema uma roupagem que nem Paulo de Carvalho se lembrou de dar, apesar das mil e uma versões que já fez dele. À primeira audição estranha-se, mas depois entranha-se mesmo.
Se todo o rock cantado em português do novo milénio continua a parecer algo insípido para muitos, deviam dar uma oportunidade a O Bisonte. Uma banda genuína e sem especiais necessidades de atenção ou hypes. Uma banda sem merdas, portanto.
André Beda
Quando na final do Rock Rendez Worten, em 2010, na categoria de melhor banda rock vi David Lobão com uma t-shirt dos Sonic Youth, algo se despertou em mim. No entanto, O Bisonte, a banda representado por Lobão, de Sonic Youth só tinha a atitude punk e o barulho - e já é o suficiente! Se o nome do projecto, já de si, é curioso, muito provavelmente não haveria melhor descrição. A música d'O Bisonte é possante, sublinhe-se. Um rock pesadão, cheio de músculo, puro e duro. Uma total descarga de energia.
Se em 2010 a equipa do Ruído Alternativo era assaltada pelo bom rock em português dos eborenses Uaninauei, 2011 deu lugar aos portuenses O Bisonte. Um animal de grande porte com uma lírica crua e concisa. David Lobão não tem medo de arriscar, quer na forma como canta (o que não falta em Ala são gritos de um 'rockeiro' sem medos e pudor), quer na forma engenhosa e despreconceituosa como escreve (decorar as letras não é difícil à segunda audição). O Bisonte é um projecto que vive de riffs, de solos q.b. e de algumas baladas (há uma inesperada versão de "E Depois Do Adeus" de Paulo Carvalho). O baixo é omnipresente, as guitarras são acutilantes e as letras directas ao osso. Tudo num álbum curto que não peca pelo seu próprio tamanho.
Carlos Montês

quinta-feira, julho 26, 2012

A Análise: The Glockenwise - "Building Waves"

Há uns anos que Coimbra parece marcar passo quanto ao surgimento de novas bandas rock. Se até 2007 (sem precisão alguma) a terra dos estudantes era tida como a capital do rock em Portugal, nos últimos cinco anos (sem precisão outra vez) é Barcelos que tem batalhado por esse estatuto. E se a terra do galo mais famoso de Portugal não é já o centro nacional desta música dos diabos, para lá caminha. É de lá que têm surgido muitas das novas propostas para o rock nacional: Black Bombaim, Aspen, Killimanjaro, The Glockenwise, entre outras.
No meio de incontáveis grupos que a cidade nortenha tem para oferecer, para além dos inúmeros eventos e entidades que promovem o seu rock, existem os Glockenwise. A banda veio para a ribalta com o contagiante single "Bardamu Girls", cujo o vídeo transforma uma desinteressante aula de hidroginástica numa festa. O álbum de estreia, Building Waves, trouxe para a banda o reconhecimento por parte da MTV (os responsáveis do canal no Canadá até vieram a Portugal) e pôs a ganga de novo na moda.
E rapaz ou rapariga que gosta umas boas jeans claro que tem de ouvir garage rock. Em Building Waves ouvimos os Ramones, os nuggets dos anos 60 e sentimos mais uma vez o revivalismo de um género que trouxe à baila os The Hives, Eagles Of Death Metal ou até mesmo os The Black Keys. Os Glockenwise cumpriram o seu dever com este disco e construíram oito sólidos e capazes singles. Dos Beatles aos Stooges e dos Beach Boys aos MC5. Assim mandam a regras do rock de garagem.
Carlos Montês

A Análise: Men Eater - "Gold"

São um dos projectos portugueses mais excitantes dos últimos anos e estaríamos longe de imaginar, por alturas do lançamento de Gold, que o futuro dos Men Eater poderia tornar-se numa enorme e cinzenta nuvem de incerteza. Se ficarem por aqui, e embora não seja algo propriamente bonito de se dizer, graças a este Gold deixam um legado de três grandes álbuns. Por outras palavras, toda a sua discografia.
Embora o toque progressivo faça parte do ADN do som dos Men Eater, este disco está mais próximo do seu antecessor (Vendaval de 2009) do que da estreia. Apesar disso, sentimos um toque do memorável Hellstone no quase-instrumental "4:44 AM". De notar também, a voz ligeiramente mais suave de Mike Ghost ao longo de Gold, facto que resulta - de forma natural - em refrões mais orelhudos e cativantes.
Não se deixem enganar por estas últimas linhas. Se eu escrevesse este texto em inglês acerca deste disco, de caras, a expressão "heavy as fuck" torna-se até difícil não a utilizar após ouvir o disco, como puderam constatar. Cada álbum dos Men Eater é quase uma enciclopédia de riffs pesados e breaks vertiginosos. Neste disco, a melhor utilização destes elementos pode ser escutada em "Bracara".
Em suma, e correndo o risco de os adjectivos começarem a escassear, é um disco repleto de momentos de brilhantismo e raros de medianismo. Sabemos que acabando agora criaram um mito em sem redor que poderá ser constatado daqui a alguns anos, mas o que nós queremos mesmo é que os Men Eater regressem aos palcos e aos discos muito em breve. O rock nacional agradece.
André Beda

A Análise: Sean Riley & The Slowriders - "It's Been A Long Night"

De novo nos melhores do ano. Os Sean Riley & The Slowriders tiveram em 2011 uma missão complicada: fazer um disco tão bom quanto Only Time Will Tell de 2009. Aproveitando a aclamação e rendição da crítica ao seu segundo disco, a banda de Coimbra não perdeu muito tempo e apressou-se a canalizar as energias no novo disco (o terceiro). Poderia pecar pela rápida colocação no mercado e ter-se transformado numa compilação de lados b do antecessor - o que não aconteceu. Mas é do mesmo baú que a banda vai buscar as ideias.
Continuam a cena de rock 'n' folk, mas desta vez limparam, limaram e deram ainda mais lustro às canções. It's Been A Long Night apresenta-se como o lado mais brilhante e esperançoso do disco anterior. Esta é a resposta à típica pergunta que assalta todas as bandas da indústria discográfica: "a que soam os Sean Riley & The Slowriders?" Resposta: "a isto, a este álbum". A orquestração continua a ser ponto assente no som de Sean e dos Slowriders, que continuam a presentear-nos com música límpida e incrivelmente simples. Esta lufada de ar fresco que são os Sean Riley & The Slowriders, a cada disco que lançam, continua a ser surpreendente.
E a surpresa teima e não desaparece: "se isto não tivesse rótulo lusitano apostaríamos que eles são da América profunda". Bob Dylan, Neil Young e Nick Cave continuam a ser o pai, o filho e o espírito santo da banda [ordenar como mais convier] e a música apresentada pelo quarteto é categórica.
Carlos Montês

A Análise: Sidewalkers - "Black Room Feel"

Quem disse que Portugal não é capaz de fazer música tão boa ou melhor do que a que vem lá de fora?... Pensem em São Francisco de 2001 e façam uma viagem até a Alcobaça, dez anos mais tarde. Uma década depois da estreia dos norte-americanos Black Rebel Motorcycle Club (BRMC), que se juntavam a um movimento revivalista do rock (tido na altura como morto) com os Strokes e White Stripes, é de Leira que surge um dos irmãos mais novos, os Sidewalkers. A banda estreou-se no ano passado com Black Room Feel, a crítica aplaudiu e ainda tiveram direito a uma tour nacional - é obra para os dias que correm!
Indie rock à descrição com a cicatriz carregada do rock 'n' roll negro dos BRMC que já se fazia notar com o EP de 2009 dos Sidewalkers. A FNAC já lhes tinha colocado o rótulo de "talento", a Antena 3 já os rodava e a sua música já era banda sonora de uma curta-metragem. Tudo isto antes de Black Room Feel. Um disco que confirmou a banda como um dos mais prepotentes grupos de rock portugueses. Um trio composto por Emanuel Severino, Renato Caetano e João Jerónimo que à formula, onde constam os inevitáveis BRMC, acrescentam o hard rock e a força motora de uns The Cult e ainda chamam para si a ressaca do post-punk, (re)vivida desde o início do novo século. Rock em tons de negro capaz de colocar muitas bandas norte-americanas e britânicas em tons de vermelho - de vergonha.
Carlos Montês

A Análise: Dead Combo - "Lisboa Mulata"

Não é novidade para ninguém que África é um dos territórios mais férteis no que à música diz respeito. Se lá fora há grandes nomes da música a explorar esse filão, como Damon Albarn e Flea, no nosso Portugal temos os Dead Combo a fazê-lo. O novo álbum da banda sabe e cheira a terra, provando que o título Lisboa Mulata não lhe é dado à toa.
Há não muito tempo tive a oportunidade de assistir a um documentário que ilustra bem o que a música portuguesa tem de melhor e mais original: o cruzamento de culturas. Lisboa é uma cidade virada para o mar e Portugal colonizou territórios na América do Sul, África e Ásia. Daí vem a grande riqueza da nossa cultura, que, não por raras vezes, tende a ser esquecida. Bem ciente desse riquíssimo cruzamento cultural parece estar uma "banda de guitarras" tuga. Sim, os Dead Combo baseiam o seu som em guitarras e não deixa de ser impressionante ouvir o que se pode fazer recorrendo a esse instrumento e... pouco mais.
Os característicos ritmos africanos são bem evidentes nos dois primeiros temas do álbum, mas nos momentos mais calmos que se seguem continuamos a sentir o calor do continente impresso na música dos Dead Combo. Lisboa Mulata é um álbum que apela ao nosso cérebro a criação de ambientes para cada música. "Ouvi O Texto Muito Ao Longe", com a preciosa ajuda de Camané, cheira Alfama por todos os cantos, enquanto "Marchinha Do Santo António" - apesar do nome - nos remete para um cenário paradisíaco de águas cristalinas. De cada vez que um disco nos desperta estas sensações relembra-nos porque razão gostamos tanto de música...
André Beda
Tó Trips e Pedro Gonçalves. Lisboa e África. Estes são os dados de mais um disco para a dupla que começa finalmente a obter a atenção merecida do estrangeiro. Eles são rock, eles são pop, eles são world music, eles são jazz, eles são blues e eles até são fado [nota: Camané empresta a voz em "Ouvi O Texto Muito Ao Longe", original de Sérgio Godinho]. Agora mergulham nos PALOP, vão para o meio da capital portuguesa, misturam-se com as pessoas, ouvem música de latitudes mais baixas, trocam a cor da pele e são africanos também!
Em Lisboa Mulata os Dead Combo mostram o seu esqueleto. Uma banda ecléctica do e para o mundo, made in Portugal e como só este país poderia produzir. Uma música sem tempo, de memórias e de esperanças, e com peças soltas que se unificam num trabalho arrebatador. A música é mais crua do que nos discos anteriores e os detalhes são mais profundos e menos óbvios. A execução é brilhante e o som produzido pelas guitarras, baixos e contrabaixos da dupla (e dos seus acompanhantes) é encantador. Lisboa Mulata é, no fim de contas, o reflexo do nosso blues: Fado e África.
Carlos Montês

quarta-feira, julho 25, 2012

Emissão Especial: Último Programa

Ao fim de quatro anos o Ruído Alternativo termina a sua viagem na Rádio Cartaxo. No próximo Domingo, dia 29 de Julho, vai para o ar uma emissão especial onde André Beda e Carlos Montês realizarão uma conversa informal à volta dos 10 discos que marcaram as suas vidas. Na primeira parte ouvir-se-ão as escolhas de Carlos Montês e na segunda de André Beda.
Duas horas que marcam o fim deste ciclo de quatro anos, numa emissão absolutamente a não perder! Em 102.9 FM para o Ribatejo e para todo o mundo em radiocartaxo.com!

segunda-feira, julho 23, 2012

Podcast: Programa 183

Playlist: Programa 183 (22 de Julho de 2012)

1ª parte:
  1. Black Sabbath - "Electric Funeral" (Paranoid) [1970]
  2. Cathedral - "Grim Luxuria" (The Ethereal Mirror) [1993]
  3. Witchfinder General - "Witchfinder General" (Death Penalty) [1982]
  4. Trouble - "Revelation (Life Or Death)" (Psalm 9) [1984]
  5. Saint Vitus - "White Magic/Black Magic" (Saint Vitus) [1984]
  6. Pentagram - "20 Buck Spin" (Relentless) [1985]
  7. Candlemass - "Crystal Ball" (Epicus Doomicus Metallicus) [1986]
  8. Count Raven - "Inam Naudemina" (Storm Warning) [1990]
  9. Cathedral - "Enter The Worms" (The Ethereal Mirror) [1993]
  10. Dawnrider - "Lisbon Thunder" (Alpha Chapter) [2007]

2ª parte:

  1. Crowbar - "All I Had (I Gave)" (Crowbar) [1993]
  2. Cathedral - "Midnight Mountain" (The Ethereal Mirror) [1993]
  3. Eyehategod - "My Name Is God (I Hate You)" (Dopesick) [1996]
  4. Acid Bath - "Tranquilized" (When The Kite String Pops) [1994]
  5. Sunn O))) - "O)))Bow 1" (Flight Of The Behemoth) [2002]
  6. Earth - "Tallahassee" (Pentastar: In The Style Of Demons) [1996]
  7. Reverend Bizarre - "Cromwell" (II: Crush The Insects) [2005]
  8. Witchcraft - "No Angel Or Demon" (Witchcraft) [2004]
  9. The Obsessed - "Hiding Mask" (Lunar Womb) [1991]
  10. Cathedral - "Ride" (The Ethereal Mirror) [1993]
  11. Sleep - "Dragonaut" (Sleep's Holy Mountain) [1993]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

domingo, julho 22, 2012

Destaque: Programa 183

A 1 de Fevereiro de 1993 era lançado para o mercado o segundo longa-duração da banda de Oxford Cathedral.
Quando passam mais de 19 anos do lançamento de The Ethereal Mirror, um dos mais importantes do sub-género Doom Metal, o Ruído Alternativo revisita este trabalho e faz-lhe a devida homenagem.
As origens musicais estão nas décadas de 60 e 70, mas só a meio dos anos 80 se começou a ouvir falar no termo. Baseando o seu som em riffs mais lentos daqueles que eram moda no metal na altura (os do thrash-metal), bandas como Saint Vitus, Trouble e Pentagram começaram a dar que falar em terras do Tio Sam. Isto depois de bandas britânicas como Black Sabbath e Witchfinder General já terem dado uma dimensão mais negra e pesada ao rock de tendência psicadélica de Cream, Jimi Hendrix, Blue Cheer ou Deep Purple.
Apesar do público estar mais concentrado em sonoridades agressivas como o punk, o thrash ou o harcore - que germinava nas cenas regionais um pouco por todos os Estados Unidos - a influência desta estética prolongou-se até aos dias de hoje. Derivações como o stoner-rock, o metal gótico, o sludge, o drone, a introdução de elementos do Doom Metal no post-rock ou black metal comprovam a preponderância deste tipo de música no rock mais contemporâneo - revivalismos à parte.
Numa fase avançado do desenvolvimento do Doom, em 1993, a sonoridade é devolvida à Europa. Especial destaque para as ilhas britânicas onde emergiam os Cathedral com The Ethereal Mirror. Depois do lançamento deste clássico, a banda formada por Lee Dorian em 1989 - depois de se fartar da velocidade do grindcore dos Napalm Death - daria largas à criatividade. Afastou-se da sonoridade dos dois primeiros discos e enveredou por caminhos mais psicadélicos e ambientais. Recorde-se ainda que a banda anunciou a sua retirada da música para este ano, estando ainda previsto o lançamento de um novo álbum.
Destacado:

  • "Grim Luxuria";
  • "Enter The Worms";
  • "Midnight Mountain";
  • "Ride";

sábado, julho 21, 2012

Antevisão: Programa 183

Programa:
  • Emissão: 183
  • Artistas/Bandas internacionais: Black Sabbath, Pentagram, Crowbar, Sleep, entre outras...
  • Emissão Especial: Álbum Revisitado - Doom Metal
Informações Adicionais:
Pós Programa:
Média:
Contactos:

sexta-feira, julho 20, 2012

Ruído Alternativo N'"O Povo Do Cartaxo" (XLI)


Hoje, dia 20 de Julho, está nas bancas mais uma edição do jornal local O Povo Do Cartaxo!

Esta semana, no espaço de opinião do Ruído Alternativo, André Beda e Carlos Montês dividem os créditos no texto "Até Breve E Boas Audições". Recordamos que este será o nosso último artigo produzido para o jornal.

A não perder na rubrica de opinião do Ruído Alternativo n'O Povo Do Cartaxo!

segunda-feira, julho 16, 2012

Playlist: Programa 182 (15 de Julho de 2012)

1ª parte:
  1. Bloc Party - "Octopus" (Four) [2012]
  2. The Antlers - "Drift Dive" (Undersea [EP]) [2012]
  3. Spiritualized - "Little Girl" (Sweet Heart Sweet Light) [2012]
  4. The Killers - "Runaways" (Battle Born) [2012]
  5. Band Of Horses - "Knock Knock" (Mirage Rock) [2012]
  6. Tame Impala - "Apocalypse Dreams" (Lonerism) [2012]
  7. The Vaccines - "No Hope" (The Vaccines Come Of Age) [2012]
  8. Mission Of Burma - "Dust Devil" (Unsound) [2012]
  9. The Parkinsons - "Good Reality" (Back To Life) [2012]
  10. Aerosmith - "Legendary Child" (Music From Another Dimension!) [2012]
  11. Lynyrd Skynyrd - "Last Of A Dying Breed" (Last Of A Dying Breed) [2012]
  12. Dapunksportif - "Fast Changing World" (Fast Changing World) [2012]
  13. Kabala - "Happy Again" (---) [---]
  14. Dream Circus - "Going Down" (Land Of Make Belive) [2012]

2ª parte:

  1. Katatonia - "Dead Letters" (Dead End Kings) [2012]
  2. Serj Tankian - "Reality TV" (Harakiri) [2012]
  3. NZZN - "Trip Fixe" (Trip Fixe [Single]) [1981]
  4. Tarantula - "Freedom's Call" (Freedom's Call) [1995]
  5. W.C. Noise - "Each One In It's Place" (Loud & Mad) [1992]
  6. The 9th Cell - "Freak" (Metamorphic - Vol. II [Álbum De Covers]) [2011]
  7. Kill Devil Hill - "War Machine" (Kill Devil Hill) [2012]
  8. Yawning Man - "Encounters With An Angry God" (Pot Head [EP]) [2005]
  9. Om - "Unitive Knowledge Of The Godhead" (Pilgrimage) [2007]
  10. Ufomammut - "Infearnatural" (Oro: Opus Primum) [2012]
  11. Baroness - "Take My Bones Away" (Yellow & Green) [2012]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

domingo, julho 15, 2012

Destaque: Programa 182

Sejam bem-vindos a mais duas horas de rock e a mais uma Ruído Alternativo na Rádio Cartaxo!
Neste programa há a destacar a muita música nova que vai passar nesta emissão: The Vaccines, Bloc Party, The Killers, The Parkinsons, Aerosmith, Dapunksportif, Dream Circus, Serj Tankian, Baroness, entre muitos outros. Haverá espaço ainda para clássicos em português com NZZN, Tarantula e W.C. Noise.
Tudo isto e muito mais para conferir a partir de agora em 102.9 FM Ribatejo ou em radiocartaxo.com para todo o mundo!

sábado, julho 14, 2012

Antevisão: Programa 182

Programa:
  • Emissão: 182
  • Artistas/Bandas nacionais: Dream Circus, The Parkinsons, W.C. Noise, Tarantula, entre outras...
  • Artistas/Bandas internacionais: Bloc Party, Aerosmith, Katatonia, Baroness, entre outras...
Informações Adicionais:
Pós Programa:
Média:
Contactos:

quarta-feira, julho 11, 2012

Podcast: Programa 181

1ª parte:
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2ª parte:
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Dados:

A Análise: Heavenwood - "Abyss Masterpiece"

Começando por pôr tudo em pratos limpos, faça-se a apresentação dos Heavenwood: começaram em 1996, lançaram desde então quatro álbuns e são a segunda banda portuguesa de metal com mais sucesso a nível internacional, logo a seguir aos Moonspell. Como se fazia adivinhar, Abyss Masterpiece foi bem recebido no estrangeiro e, desta vez, também em Portugal. Talvez tenha sido o álbum dos Heavenwood que mais deu que falar dentro de portas.
Abyss Masterpiece poderá muito bem resumir a aceitação gozada pelos Heavenwood fora de portas. O universo da banda é bastante próximo ao dos Moonspell, o que não deixa de ser curioso: os dois casos de exportação mais bem sucedidos do metal nacional têm tudo a ver com o universo gótico - algo que, ainda mais curiosamente, é tipicamente britânico. Entrando na perigosa, mas útil, área das comparações, podemos definir os Heavenwood como uns Paradise Lost orquestrados, dada a quantidade de arranjos que vamos encontrando no disco, dando-lhe uma sonoridade ainda mais negra.
Ainda assim, nenhum arranjo orquestral se compara à introdução de voz feminina de "Leonor", que poderia muito bem ter sido retirada de um filme de Hitchcock. Este tom gótico é apimentado com grandes doses de peso, emprestadas por guitarras fortes e vozes poderosas. No entanto, há sempre a outra face da moeda, com muitos refrões arquitectados com base em vocais limpos.
Mais uma vez, é preciso que uma banda faça pela vida lá fora para que seja reconhecida no seu próprio país. Refira-se que foi este o caminho que os Moonspell fizeram. Os Heavenwood recolhem agora alguns dos frutos do trabalho que vêm desenvolvendo ao longo dos anos e, quem sabe, poderão um dia gozar de uma popularidade que gozam hoje os próprios Moonspell. Temas como "Once A Burden" e "Winter Slave" fazem-nos esperar o melhor desta banda.
André Beda

A Análise: Confront Hate - "Diabolical Disguise Of Madness"

Como muitos de vós, conheci os Confront Hate com a sua versão para "Sem Saída", incluída em Covers, Cu & Mamas - um disco de tributo aos Mata-Ratos. Se a versão dos Confront Hate não andava muito longe do original, o poderio deste tema chamou-me a atenção para a banda e para este seu disco de estreia.
Que se faça justiça louvando a qualidade do som do disco. Faço-o neste texto, como poderia fazê-lo em qualquer outro referente aos discos nacionais de 2011. Chegamos a um ponto em que não se distinguem os estúdios nacionais dos britânicos, americanos ou suecos. Nenhuma banda nacional necessitará de gravar no estrangeiro por motivos de qualidade de equipamento.
Seguindo o caminho trilhado pelos Pitch Black, os Confront Hate fazem em Portugal aquilo a que se convencionou chamar «thrash moderno» (ouvir últimos álbuns de Testament, Heathen e Pitch Black). O álbum arranca suave com uma intro, mas logo depois começa a violência. Em termos técnicos não há muito a apontar ao grupo: ouvimos em Diabolical Disguise Of Madness alguns bons solos, ainda que não sejam grandes malabarismos técnicos. "Love Grows Cold" e "Diabolical Disguise Of Madness" são bons exemplos disso mesmo: o primeiro é um instrumental de tom épico muito bem construído e o segundo contém um riff capaz de mandar paredes a baixo. No entanto, Diabolical Disguise Of Madness não se esgota na agressividade. Os Confront Hate revelam no tema que fecha o disco, "Feeling The Silence", uma faceta completamente diferente do que tinha sido o álbum até então, com os vocais limpos a aparecerem pela primeira vez e o som a tomar um cariz mais progressivo. Quando o vocalista David Rosa utiliza o gutural, torna-se difícil não pensar em Randy Blythe.
O revivalismo do thrash já lá vai, mas sempre que sentirem saudades dele podem voltar a este Diabolical Disguise Of Madness. Uma proposta com referências do passado, mas tendo noção que fazem música no presente. Esta banda promete...
André Beda

A Análise: Frankie Chavez - "Family Tree"

Provavelmente este é o disco mais internacional feito por um português em 2011. Frankie Chavez já encantava os fãs de música que todos os dias buscam por novidades - até numa editora com nome de telemóveis que começa por 93 e que tem prestado um grande serviço à música portuguesa -, mas só no ano passado é que os efeitos do seu gigante talento se fizeram notar, quando saiu o seu disco de estreia.
Se em 2009 tinta escorria pelo one-man band Tigerman, dois anos depois chega-nos Frankie. Chavez - não confundir com o venezuelano - revela-se um bluesman na real assumpção da palavra e faz de Robert Johnson e Jimi Hendrix a sua espinha dorsal. As guitarras são as suas bíblias - sempre debaixo do braço. Uma das revelações da música portuguesa demonstra uma devoção à América profunda e ainda é capaz de surpreender, sem seguir os clichés do blues rock. Junta modernidade q.b., limpa os demónios e as histórias mal afamadas e junta um pouco de açúcar latino.
Carlos Montês

segunda-feira, julho 09, 2012

Playlist: Programa 181 (8 de Julho de 2012)

1ª parte:
  1. Public Image Ltd. - "Flowers Of Romance" (The Flowers Of Romance) [1981]
  2. Tortoise - "Along The Banks Of Rivers" (Millions Now Living Will Never Die) [1996]
  3. Bark Psychosis - "A Street Scene" (Hex) [1994]
  4. Slint - "Nosferatu Man" (Spiderland) [1991]
  5. Stereolab - "Mellotron" (Peng!) [1992]
  6. Cul De Sac - "Into The Cone Of Cold" (Crashes To Light, Minutes To Its Fall) [1999]
  7. Mogwai - "Dial: Revenge Feat. Dave Fridmann" (Rock Action) [2001]
  8. Explosions In The Sky - "A Poor Man's Memory" (Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever) [2001]
  9. Pelican - "Sirius" (The Fire In Our Throats Will Beckon The Thaw) [2005]
  10. Tortoise - "The Taut And Tame" (Millions Now Living Will Never Die) [1996]
  11. Battle Of Mice - "Bones In The Water" (A Day Of Nights) [2006]

2ª parte:

  1. Sigur Rós - "Hjartað Hamast (Bamm Bamm Bamm)" (Ágætis Byrjun) [1999]
  2. Tortoise - "Glass Museum" (Millions Now Living Will Never Die) [1996]
  3. Talk Talk - "Eden" (Spirit Of Eden) [1988]
  4. Seefeel - "Polyfusion" (Quique) [1993]
  5. This Will Destroy You - "Quiet" (Young Mountain [EP]) [2006]
  6. Cult Of Luna - "Back To Chapel Town" (Somewhere Along The Highway) [2006]
  7. Neurosis - "Locust Star" (Through Silver In Blood) [1996]
  8. Tortoise - "Dear Grandma And Grandpa" (Millions Now Living Will Never Die) [1996]
  9. Isis - "20 Minutes / 40 Years" (Wavering Radiant) [2009]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

domingo, julho 08, 2012

Destaque: Programa 181

A 30 de Janeiro de 1996 era lançado para o mercado o segundo longa-duração da banda de Chicago Tortoise.
Quando passam mais de 16 anos do lançamento de Millions Now Living Will Never Die, um dos mais importantes do movimento Post-rock, o Ruído Alternativo revisita este trabalho e faz-lhe a devida homenagem.
Termo com origem na imprensa musical, o Post-rock surgiu inicialmente para descrever o som de bandas que incorporavam elementos estranhos ao rock. Depressa se tornou um género musical com fronteiras mais ou menos rígidas, graças a grupos como os revisitados Tortoise, Sigur Rós, Mogwai ou Bark Psychosis. Desde que Simon Reynolds aplicou o termo ao disco Hex (1994) dos Bark Psychosis, os pontos geográficos da cena e as misturas com outros estilos musicais (da música electrónica ao metal) têm-se multiplicado.
O Reino Unido e os Estados Unidos foram a base de grande parte do movimento Post-rock que teve a sua primeira grande vaga na década de 90, embora tenha começado a desenvolver-se na década de 80 com a introdução de dub e krautrock ao som dos Public Image Ltd. O jazz, o sludge metal, doom metal, a música ambiente, o shoegaze, o noise rock, o post-punk, o art rock, o minimalismo e o rock progressivo são os géneros aos quais o Post-rock tem bebido desde a sua criação até aos dias de hoje. Um rock experimental com os Velvet Underground como esboço.
Já em 1996, e dois anos depois da criação 'oficial' do termo Post-rock na revista Mojo por Simon Reynolds, os Tortoise lançaram o seu segundo longa-duração, Milllions Now Living Will Never Die. Com este disco o próprio termo Post-rock confundiu-se com a expressão "tortoise-sound" e transformou a própria banda num dos maiores ícones do género, para além de trazer para o mainstream um som de nichos. Este é «O» disco do Post-Rock para ouvir numa emissão especial onde damos conta dos passos de uma das mais recentes derivações do rock para massas.
Destacado:

  • "Along The Banks Of Rivers";
  • "The Taut And Tame";
  • "Glass Museum";
  • "Dear Grandma And Grandpa";

sábado, julho 07, 2012

Antevisão: Programa 181

  • Emissão: 181
  • Artistas/Bandas internacionais: Public Image Ltd., Sigur Rós, Battle Of Mice, Isis, entre outras...
  • Emissão Especial: Álbum Revisitado - Post-rock
Informações Adicionais:
Pós Programa:
Média:
Contactos:

sexta-feira, julho 06, 2012

Ruído Alternativo N'"O Povo Do Cartaxo" (XL)


Hoje, dia 6 de Julho, está nas bancas mais uma edição do jornal local O Povo Do Cartaxo!

Esta semana, no espaço de opinião do Ruído Alternativo, André Beda discute opções estratégicas recentes no mundo da música em "Falta De Visão No País Do Empreendedorismo".

A não perder na rubrica de opinião do Ruído Alternativo n'O Povo Do Cartaxo!

segunda-feira, julho 02, 2012

Podcast: Programa 180

Playlist: Programa 180 (1 de Julho de 2012)

1ª parte:
  1. The Doors - "Hello, I Love You Feat. Douglas Lubahn" (Waiting For The Sun) [1968]
  2. The Black Heart Procession - "GPS" (The Spell) [2006]
  3. Built To Spill - "Distopian Dream Girl" (There's Nothing Wrong With Love) [1994]
  4. Sharon Van Etten - "Serpents" (Tramp) [2012]
  5. Interpol - "Untitled" (Turn On The Bright Lights) [2002]
  6. Feromona - "1991" (Aquelas Três [EP]) [2012]
  7. Plastica - "Arround" (The Red Light Underground) [2004]
  8. Lush - "Superblast!" (Spooky) [1992]
  9. Mission Of Burma - "1, 2, 3, Partyy!" (The Sound The Speed The Light) [2009]
  10. Love Battery - "Out Of Focus" (Dayglo) [1992]
  11. Pagoda - "Lesson Learned" (Pagoda) [2007]
  12. Amor Terror - "Ordinária" (Lista Negra) [2012]
  13. O Bisonte - "Debandada" (Mundos & Fundos) [2012]
  14. The Jon Spencer Blues Explosion - "Black Mold" (Meat And Bone) [2012]
  15. Gallows - "Last June" (Gallows) [2012]
2ª parte:
  1. Iron Maiden - "The Wicker Man" (Brave New World) [2000]
  2. Ferro & Fogo - "Super Homem" (Super Homem [Single]) [1981]
  3. Lou Reed - "Dirt" (Street Hassle) [1978]
  4. Municipal Waste - "The Fatal Feast" (The Fatal Feast) [2012]
  5. Municipal Waste - "You're Cut Off" (The Fatal Feast) [2012]
  6. Smashed Head - "Broken Silence" (Until Our Breath Is Over [EP]) [2012]
  7. Ihsahn - "Recollection" (Eremita) [2012]
  8. Paradise Lost - "Hallowed Land" (Draconian Times) [1995]
  9. Process Of Guilt - "Harvest" (Faemin) [2012]
  10. Men Eater - "Hellstone" (Hellstone) [2007]
  11. Old Man Gloom - "To Carry The Flame" (No) [2012]
  12. Testament - "True American Hate" (Dark Roots Of Earth) [2012]
  • Artista/Banda - "Nome Da Faixa" (Nome Do Álbum [EP, Single, Compilação, Box Set, Ao Vivo, Banda Sonora, Álbum Remix, ...]) [Ano];
  • Vermelho: Nacional;
  • Preto: Internacional;

domingo, julho 01, 2012

Destaque: Programa 180

Sejam bem-vindos a mais duas horas de Ruído Alternativo na Rádio Cartaxo!
Neste programa há a destacar os concertos confirmados em Portugal dos Paradise Lost e Sharon Van Etten e nova música para os Feromona, Amor Terror, O Bisonte, The Jon Spencer Blues Explosion, Gallows, Municipal Waste, Smashed Head, Ihsahn, Process Of Guilt, Old Man Gloom e Testament.
Tudo isto e muito mais para conferir em 102.9 FM Ribatejo ou em radiocartaxo.com para todo o mundo!