domingo, dezembro 28, 2025

Obituário: BRIGITTE BARDOT (1934-2025)


Morreu Brigitte Bardot. A atriz francesa tinha 91 anos e faleceu hoje, Domingo, 28 de Dezembro, de causas ainda desconhecidas.

Brigitte Bardot estudou ballet, foi modelo e em 1952 estreou-se no cinema, transformando-se em símbolo sexual mundial, mulher livre e independente. Foi uma das maiores figuras do cinema francês e um dos maiores ícones da cultura pop europeia do século XX.

Na sua carreira há lugar também para a música, com destaque para vários espectáculos musicais e canções gravadas nas décadas de 1960 e 1970, principalmente com destaque para a música pop. Lançou três álbuns em nome próprio - o primeiro em 1963, seguindo-se iguais feitos em 1964 e 1968 - onde a pop sempre reinou mas onde o rock espreitava aqui e ali, como é o caso do tema "Ne Me Laisse Pas L'Aimer". Tem ainda um álbum a meias com Serge Gainsbourg (onde se destaca o tema "Bonnie And Clyde"). Nestes anos marcados pela música ié-ié e o psicadelismo, bem como pela entrada de actores super-famosos na cena musical, Bardot também não faltou à chamada e trouxe para as guitarras eléctricas para singles/EPs tais como: "L'Appareil À Sous" (1963), "Harley Davidson" (1967) ou "Ce N'est Pas Vrai" (1968).

A também ícone da moda, Brigitte Bardot, anunciou a retirada do cinema em 1973, dedicando a sua vida à defesa dos direitos dos animais, criando uma fundação para o efeito. E embora mais afastada dos holofotes, nas últimas décadas demonstrou apoio à extrema-direita francesa e criticou, por exemplo, a vacinação na pandemia do covid-19. Foi ainda condenada judicialmente por incitamento ao ódio racial.

sábado, dezembro 27, 2025

Emissões Especiais: Preview 2026


Depois da primeira dose no ano passado, está na hora de voltar a repetir o feito, adivinhar o futuro!

Vamos tirar as cartas para a mesa e atirar os búzios e os dados; olhar para a carta astral, para a bola de cristal, para as borras de café e ainda para as entranhas de galinha; vamos ler as linhas de mãos alheias... Tudo vai servir para tentar adivinhar o ano musical de 2026 do universo rock e metal, tentando acertar em lançamentos de álbuns ainda não absolutamente confirmados, utilizando como base rumores ou informações sólidas que assim o indiquem (de futuros trabalhos dos quais se desconhecem, pelo menos, datas de edição e nova música).

Temos 20 apostas para vos apresentar numa emissão dividida em duas partes: 10 por cada autor deste projecto. Um exercício de adivinhação que tem podcasts para ouvir dia 30 de Dezembro de 2025 (terça-feira) e 1 de Janeiro de 2026 (quinta-feira), com o André Beda e o Carlos Montês, respectivamente.

Uma oportunidade para ouvir alguns artistas que têm estado afastado das nossas emissões regulares, assim como ouvir alguns clássicos!

No final de 2026 acertaremos as contas na nossa conversa anual...

Boas audições!

A equipa,
Ruído Alternativo
André Beda & Carlos Montês

Obituário: PERRY BAMONTE (1960-2025), guitarrista e teclista dos The Cure


Morreu Perry Bamonte. O guitarrista e teclista dos Cure tinha 65 anos e faleceu no dia 24 de Dezembro, na sequência de uma doença curta.

Perry Bamonte entrou para os The Cure em 1984 enquanto roadie, sendo técnico de guitarra e assistente pessoal de Robert Smith. Em 1990 tornou-se teclista da formação com a saída de Roger O'Donnell.

Na banda britânica, Perry gravou quatro álbuns de estúdio (de Wish de 1992 a The Cure de 2004), tendo saído em 2005 na sequência de uma reformulação do grupo para um trio, numa reinvenção por parte de Robert Smith, o líder dos The Cure.

Em 2012, Perry juntou-se aos Love Amongst Ruin, um supergrupo formado por Steve Hewitt (ex-Placebo), onde chegou a gravar para o seu segundo álbum.

Em 2022, Perry regressou aos Cure para a digressão “Shows Of A Lost World” e fazia parte da formação que se iria apresentar no North Music Festival, na Maia, a 7 de Junho do próximo ano.

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Obituário: CHRIS REA (1951-2025)


Morreu Chris Rea. O músico inglês morreu hoje, 22 de Dezembro, aos 74 anos, na sequência de uma curta doença. Ao longo dos anos o guitarrista teve vários problemas de saúde, tendo sido diagnosticado com um cancro pancreático em 1994.

Chris Rea foi vocalista e guitarrista com uma longa carreira a solo, sendo reconhecido pela sua voz distinta; pela forma como tocou guitarra, adoptando o slide guitar; e ainda pela mistura entre o blues rock, a pop e a soul.

A carreira de Chris começou nos anos 1970, tendo começado numa banda local, em Middlesbrough, que chegou a incluir David Coverdale na sua formação, antes deste rumar para os Deep Purple. Em 1974, após garantir o primeiro contrato, lançou o primeiro single com os The Beautiful Losers, tendo abraçado também a posição de vocalista devido à falta de um, uma competência juntou aos seus dotes de guitarrista. A banda tinha um álbum preparado, mas as gravações acabaram por ser queimadas. O grupo terminou em 1977.

Em 1978, lançou-se a solo com Whatever Happened To Benny Santini?, para uma carreira que resultou em 25 álbuns de estúdio, com dois a chegar ao topo da tabela britânica: The Road To Hell (1989) e Auberge (1991).

Será para sempre lembrado por "Driving Home For Christmas", tema de 1986, que todos os anos volta aos nossos ouvidos com as listas e especiais de Natal; bem como outros singles que chegaram aos tops - tendo vendido mais de 40 milhões de discos a nível mundial.

domingo, dezembro 21, 2025

Emissões Especiais: 2025, Uma Conversa

O Natal está aí à porta e chegou a altura do ano dos balanços. Por cá, começamos sempre por uma conversa, ao nosso estilo, trazendo para cima da mesa:

  • Os resultados das nossas previsões para o ano que agora finda;
  • Um olhar para a rúbrica Extra (inaugurada este ano);
  • Seis temas para discussão que marcaram 2025;
  • "Os" acontecimentos nacionais e internacionais do ano;
  • Recomendações (livros, podcasts, filmes, etc.) dos autores deste projecto;
  • E, claro, música!

Tudo vai acontecer nestas duas Emissões Especiais: 2025, Uma Conversa, para ouvir terça-feira (23 de Dezembro) e quinta-feira (25 de Dezembro), em podcast! Teremos mais palavra e menos música do que o habitual, mas valerá a pena, prometemos!

Seguir-se-ão outros especiais em breve: Preview 2026, Obituário 2025 e Review 2025 [melhores álbuns portugueses e internacionais].

Boas audições!

A equipa,
Ruído Alternativo
André Beda & Carlos Montês

Obituário: MICK ABRAHAMS (1943-2025), guitarrista fundador dos Jethro Tull


Morreu Mick Abrahams. O músico inglês tinha 82 anos, tendo falecido de causas desconhecidas no dia 19 de Dezembro.

Mick Abrahams foi o guitarrista fundador dos Jethro Tull, uma das forças do rock progressivo britânico, tendo ficado no grupo durante somente dois anos, entre 1967 e 1968.

O britânico ainda conseguiu contribuir para o álbum de estreia da banda, This Was de 1968, cujas gravações foram dominadas por conflitos entre o músico e Ian Anderson, vocalista e líder dos Jethro Tull. Mick acabou por sair da formação pouco depois da conclusão do disco, devido a divergências quanto à direção musical, tendo ainda contribuído para um single que sucedeu o álbum, "Love Story" (1968). Segundo relatos, Abrahams queria uma direção mais blues e rock, enquanto Anderson queria seguir o caminho da folk e influências jazz.

O guitarrista foi ainda líder dos Blodwyn Pig, que lançaram dois álbuns de estúdio, Ahead Rings Out (1969) e Getting To This (1970), antes de terminarem em 1970. Seguiu-se um projecto de curta duração, a Mick Abrahams Band, tendo reunido nos anos consequentes diferentes versões dos Blodwyn Pig, onde lançou mais trabalhos discográficos, assim como em nome próprio.

sábado, dezembro 20, 2025

Podcast: Extra #22 - Refused: O Mosaico Do Punk Que Estava Por Vir (20-12-2025)

The Shape Of Punk To Come é daqueles discos que moldou o punk, que criou o seu próprio género musical, uma estética! Está numa galeria de trabalhos únicos ao lado de Nevermind ou London Calling, por exemplo, embora não seja um colosso de vendas. Todavia, a sua história, o sucesso e a transformação num evento cânone punk não são nada lineares. E é esta história que vamos contar, com a montagem das várias peças que construiram este mosaico.

Este Extra vem a propósito de uma novidade para este fim-de-semana (dias 20 e 21 de Dezembro): os Refused vão acabar. Vão terminar com dois concertos na sua terra natal, em Umeå, no nordeste da Suécia, e é a hora certa de fazer um retrato ao trabalho crucial da banda, com apontamentos e referências que o próprio The Shape Of Punk To Come cita e traz, bem como versões de um álbum de tributo que saiu no ano passado (e olhamos ainda rapidamente para o futuro de 3/4 do grupo).

Temos 12 "rajadas" que servem para compreender este álbum; um álbum que, como a Pitchfork descreveu: "é de longe a melhor coisa que os Refused alguma vez fizeram e é também o álbum que deu cabo da banda", e isso também o explica o mito e o culto à volta deles - e justamente!



domingo, dezembro 14, 2025

Obituário: NUNO RODRIGUES (1949-2025), fundador da Banda Do Casaco


Morreu Nuno Rodrigues. O músico, um dos fundadores da Banda Do Casaco, tinha 76 anos e faleceu hoje, Domingo, 14 de Dezembro, no Hospital de Cascais, de causas desconhecidas.

Nuno Rodrigues foi músico e também editor, tendo estado no conjunto Música Novarum (com quem lançou um EP, 1969) e com os Family Affair (apenas um single, 1971), ambos de toada folk.

Em 1973, o lisboeta foi um dos fundadores da Banda do Casaco, ao lado de António Avelar Pinho. O grupo cedo se destacou como um dos mais vanguardistas do cenário musical português, misturando o rock progressivo e o jazz com a folk e a música popular, mostrando uma veia política que os colocou no movimento da música de intervenção portuguesa, dominado por cantautores solistas. A sátira também fez parte deste grupo que integrou ainda: Celso Carvalho, António Pinheiro da Silva, Carlos Zíngaro, Né Ladeiras, Mena Amaro, Cândida Branca Flor e Gabriela Schaff.

A Banda Do Casaco durou uma década, tendo Nuno Rodrigues tocado nos sete álbuns do grupo: de Dos Benefícios Dum Vendido No Reino Dos Bonifácios (1975) a Banda do Casaco Com Ti Chitas (1984).

O músico também compôs para vários artistas do Festival da Canção da RTP, a banda sonora para o programa televisivo da RTP "Fungagá da Bicharada" (1976) e produziu ainda para os Petrus Castrus, Tantra, UHF, António Variações, Xutos & Pontapés, GNR, Grupo De Baile ou Rui Veloso.

Dirigiu ainda editora Transmédia onde saíram álbuns de José Afonso, Júlio Pereira, Fernando Tordo, Luís Cília, Né Ladeiras, Peste & Sida e Tarântula. Já nos anos 1990 lançou a Companhia Nacional de Música (CNM), que tratava de distribuição e também de edição de música.

Em 2016 editou o primeiro álbum a solo, Pérolas D'Alma, interpretando poemas de Florbela Espanca.

sábado, dezembro 13, 2025

Obituário: JOSEPH BYRD (1937-2025), líder dos The United States Of America


Morreu Joseph Byrd. O músico norte-americano, que foi líder dos The United States Of America, faleceu aos 87 anos, de causas desconhecidas. A família preferiu partilhar a notícia só agora, confirmando que a sua morte aconteceu a 2 de Novembro.

Joseph Byrd foi a figura central dos United States Of America, uma banda formada em 1967 que foi várias vezes referenciada como uma das pioneiras na introdução de música electrónica, música concreta e avant-garde nas suas composições de rock psicadélico.

O único álbum de estúdio dos norte-americanos, o homónimo The United States Of America, saiu em 1968 e destaca-se pelo o uso de alguns dos primeiros sintetizadores e pela manipulação de fita, tendo transformado-se numa referência por esticar as fronteiras do rock e impulsionar o desenvolvimento da música experimental. O grupo, todavia, acabaria por terminar após a edição deste trabalho, devido a divergências criativas. Em 1969, já com a formação Joe Byrd And The Field Hippies, lançou outro influente disco, The American Metaphysical Circus; seguindo-se uma carreira como professor de música.

Destaca-se ainda na sua carreira: a criação dos sons para um robô do filme de ficção científica "Silent Running" (1972), creditado como inspiração para R2-D2 da franchise "Star Wars"; tendo ainda composto diversas bandas sonoras para filmes de cinema.

Resta mencionar que no arranque da sua vida musical Joseph Byrd estudou ao lado de outros compositores avant-garde, tais como John Cage e LaMonte Young; tendo ainda colaborado com Yoko Ono, com quem teve a sua primeira actuação ao vivo de sempre.

domingo, dezembro 07, 2025

Podcast: Extra #21 - David Coverdale: Dos Blues Ao Hair Metal (06-12-2025)

No dia 13 de Novembro acabou o tabu: os Whitesnake não vão terminar a sua tournée de despedida e David Coverdale, o líder do grupo, vai pendurar os sapatos de plataforma e o microfone. A saúde e a idade têm destas coisas. Assim, vai para a reforma a voz de grandes sucessos do rock - quem nunca ouviu "Here I Go Again" ou "Mistreated"? Este Extra passa pelos Whitesnake, Deep Purple, pela carreira a solo de David Coverdale e até traz umas boas surpresas e curiosidades da carreira deste músico. Há algumas semanas vimos um ícone do rock cair, mas a cair de pé!


sexta-feira, dezembro 05, 2025

Obituário: STEVE CROPPER (1941-2025), guitarrista dos Booker T. & The M.G.'s


Morreu Steve Cropper. O norte-americano tinha 84 anos e faleceu esta quarta-feira, 3 de Dezembro, de causas desconhecidas até ao momento. O guitarrista foi ainda produtor e escritor, tendo transformado aquilo que foi conhecido com o "som da soul de Memphis", enquanto membro da Booker T. & The M.G.'s.

Começou a tocar aos 14 anos e no secundário teve uma banda de nome Royal Spades, um grupo que assinou com a Stax Records (quando ainda se chamava Satellite Records). Essa banda acabaria por mudar de nome, para Mar-Keys, lançando um single em 1961.

Um ano depois, Cropper foi nomeado director artístico da Stax Records e tornou-se num dos membros fundadores dos Booker T. & The M.G.'s, uma banda de música instrumental. Nesse ano, em 1962, o grupo lançou o seu álbum estreia, Green Onions, cujo o tema-título se tornou num hit, chegando à posição 3 da Billboard Hot 100. E, para além de uma carreira em nome próprio, com mais de uma dezena de discos, o grupo fez ainda o suporte a vários artistas, sempre entre a soul, o jazz e o R&B, sem esquecer a música rock.

A carreira a solo de Cropper iniciou-se em 1969, com o álbum With a Little Help from My Friends, numa obra que se estende até 2024, com a edição do álbum Friendlytown. Steve Cropper foi ainda, ao lado de Otis Redding, um dos escritores do tema "(Sittin' On) The Dock Of The Bay", de 1968; e no campo do rock destacam-se ainda as suas colaborações com: Frank Black (dos Pixies), Chicago, Etta James, B.B. King, John Lennon, Roy Orbison, Paul Simon ou Ringo Starr.