1971 foi um importante ano para a música portuguesa. O médico António Barge (que dividia a sua vida entre Alvalade e aldeia de Vilar de Mouros) tinha um sonho e conseguiu contretizá-lo: trazer turismo para o Minho (numa altura em que o concelho de Caminha era muito mais isolado do que hoje é), mas, acima de tudo, juntar no mesmo local o folclore, a música erudita, o fado e a "música moderna" para a juventude (com o lato pop-rock). Demorou três anos a ser construido, mas no Verão de '71, inspirado no Woodstock de 1969, conseguiu concretizá-lo. O primeiro festival de música moderna em Portugal havia chegado!
Sabemos que o profissionalismo não pautou este que o "pai dos festivais portuguesa" e que foi a boa-vontade e o voluntarismo que levou avante este evento que decorreu em três fins-de-semana diferentes. Um festival que foi olhado de lado por muita gente (numa época de cinzentismo de uma ditadura fascista), mas que também garantiu um lugar na história da música nacional pelo esforço de tantos outros (do público aos artistas, passando pela organização) que conseguiram trazer "a liberdade", o amor e paz (tão caractisticamente hippies) por dois dias a Portugal, 7 e 8 de Agosto de 1971, em Vilar de Mouros, Caminha (Viana do Castelo)!
Temos muitas histórias para contar e passamos ainda a pente fino o cartaz rock deste Festival Vilar de Mouros de 1971, no Extra de hoje! Para ouvir aqui:

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