Morreu Jennifer Finch. A norte-americana, baixista das L7, tinha 59 anos e faleceu ontem, dia 18 de Julho. No início da semana passada, a artista tinha revelado o diagnóstico de uma forma grave de cancro no cérebro, o que a forçou a afastar-se da digressão de despedida da banda, marcada para o Outono. Após o anúncio, a família e os amigos lançaram uma campanha de crowdfunding para apoiar os custos médicos, que rapidamente ultrapassou a meta inicial de 350 mil dólares, aproximando-se dos 400 mil em muito pouco tempo.
Jennifer Finch iniciou a sua carreira no começo da década de 1980, integrando as Sugar Babydoll - um grupo que contava também com Courtney Love e Kat Bjelland, futuras fundadoras das Hole e Babes In Toyland, respetivamente.
Em 1986, Finch juntou-se às L7, um ano após a banda ter sido fundada por Donita Sparks e Suzi Gardner. Além de assumir o baixo, Jennifer também contribuiu frequentemente com a sua voz em vários temas.
Embora as L7 fossem originárias de Los Angeles, o grupo passava muito tempo em Seattle no final dos anos 80 e início da década de 90, precisamente no auge da ascensão do grunge, o que acabou por ligar a banda diretamente ao movimento. Nessa época, Jennifer chegou a namorar com Dave Grohl, quando este já era baterista dos Nirvana.
Finch acabou por deixar as L7 em 1996, motivada por problemas financeiros e de saúde, além do impacto emocional causado pela morte do pai e de um amigo próximo que trabalhava como roadie da banda.
Em 2014, as L7 regressaram ao ativo com a formação clássica, incluindo Jennifer. Juntas, lançaram o álbum Scatter The Rats em 2019.
Ao longo da sua carreira, a musicista tocou ainda em projetos como OtherStarPeople, The Shocker, Betty Blowtorch e Sex In Progress. Com as L7, participou em cinco dos seus sete álbuns, com especial destaque para Bricks Are Heavy (1992). Produzido por Butch Vig, o disco imortalizou o maior sucesso comercial da banda, o hino "Pretend We're Dead".
Além da música, Jennifer Finch teve um papel crucial como fotógrafa documental, registando de forma única os bastidores e a evolução da cena punk e do rock alternativo a partir de meados dos anos 80.
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Recorda aqui a Colecção RA com o álbum Bricks Are Heavy em destaque:

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