sexta-feira, maio 31, 2019

Nota: Dalai Lume tocam amanhã no Barley's (Cartaxo)


O bar Barley's, no Cartaxo, comemora amanhã quatro anos de vida com música ao vivo. Está agendada a actuação da banda Dalai Lume, com a animação do resto da noite a cargo de Nuno Rodrigues (W.A.K.O. e Pântano) em modo DJ Set.

Os Dalai Lume são uma banda nascida em 2006 no epicentro do punk lisboeta, o bairro de Alvalade. Zorb e Oregos são os membros que se mantêm na formação desta banda com ligações aos Tara Perdida que conta com dois LPs lançados - Para Manter A Chama Viva de 2009 e Sentido Proibido de 2013, entre mais um par de trabalhos.

Para animar o resto da noite, Nuno Rodrigues, vocalista dos W.A.K.O. e Pântano, toma conta da cabine de som em modo DJ Set.

Como sempre, o início do concerto está marcado para as 22h30, com as portas do Barley's a abrirem uma hora antes e a entrada fixada nos 4 euros. Mais informações aqui.

sábado, maio 25, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 419

1ª parte:


(1979) The Cure - Three Imaginary Boys

Three Imaginary Boys faz por estes dias 40 anos. O álbum de estreia de uma das mais importantes bandas de rock saídas do Reino Unido pode não ser o primeiro que nos vem à cabeça quando falamos nos Cure, mas é um registo singular. O grupo começou oficialmente em 1976, mas, nos anos antes, já haviam sinais de que uma nova banda estava para nascer. Começaram como Malice; viraram Easy Cure; praticavam um punk guiado por Buzzcocks ou Beatles; viraram as atenções para o post-punk; e, entre várias mexidas de membros na formação, só estabilizaram - nesta época - quando Robert Smith assumiu a posição de vocalista (a juntar à de guitarrista) e quando viram um trio composto ainda por Michael Dempsey no baixo e Lol Tolhurst na bateria. Killing An Arab, o seu primeiro single de 1978, fora rejeitado pela sua primeira editora, mas é a Polydor (através da Fiction) que põe finalmente a música da banda na rua. Resultado: sucesso e controvérsia em doses suficientes para que os Cure fossem falados. Three Imaginary Boys, que saiu alguns meses mais tarde, não gozou da mesma popularidade, mas recebeu por parte da crítica os aplausos e as palavras certas para se perceber que estávamos perante um som diferente (e refrescante) que mostrava espírito post-punk de então. É certo que nos anos '80 dos Cure foram gigantes, mas é aqui que está a base de tudo. E não há como escapar a temas como "Accuracy", "10:15 Saturday Night", "Grinding Halt" ou "Fire In Cairo".

CM

2ª parte:


(1969) Santana - Santana

Sejamos sinceros, o álbum de estreia dos Santana está destinado a ser um sucesso. A 16 de Agosto de 1969 o grupo deu um concerto épico, num festival épico, onde mais de 400 000 pessoas deram corpo à maior celebração da contra-cultura hippie: o Woodstock. Tocando ao início da tarde, inseridos num cartaz recheado de nomes gigante da cena musical, os Santana conseguiram sobressair. Os ritmos africanos e a sensibilidade latina, que imprimiam no seu rock psicadélico, chamaram a atenção do público e, apenas 14 dias depois, chegava às lojas Santana - o tal álbum de estreia - para confirmar que as jams que ouviram ao vivo estavam também no disco. Guiado pela liberdade no momento da composição, o disco vendeu mais de dois milhões de cópias e as palavras pouco simpáticas dos críticos musicais pouca mossa fizeram na reputação da banda de Carlos Santana. Santana, este trabalho que comemora este ano meio século de vida, acabou por ser "apenas" um começo feliz de uma carreira que traria sucessos ainda maiores.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, maio 23, 2019

Colecção RA: The Cure - "Three Imaginary Boys" (1979) & Santana - "Santana" (1969)

1ª parte:

Três rapazes imaginários
 
The Cure

40 anos, pode dizer-se, é uma vida! É este o número redondo que este ano se celebra sob o álbum de estreia dos Cure. A banda de Inglaterra nasceu em 1976, embora três anos antes já tivesse mostrado os seus dotes musicais - como em muitos outros casos - na escola. O grupo de Robert Smith lançou a 8 de Maio de 1979 o seu primeiro longa-duração e, a bem da verdade, este nunca foi um sucesso de vendas. No entanto, virou clássico, como contaremos este Domingo no Ruído Alternativo. Para além disso, temos à porta um concerto da banda, no dia 11 de Julho, no NOS Alive, em Oeiras... Tudo motivos para conhecer como tudo começou com "a cura".

CM

2ª parte:

Latin'América


Santana

Em pleno apogeu do rock psicadélico, era suposto uma banda como os Santana conhecer rapidamente o sabor do sucesso. Não foi bem assim: as influências notórias da música latina fizeram muito boa gente torcer o nariz, incluindo o carismático Chet Helms que terá mesmo recomendado que Carlos Santana continuasse a lavar pratos - o trabalho diurno do guitarrista por volta de 1967. Os próprios críticos de música revelaram, na altura, dificuldade em compreender o som do primeiro álbum da banda: «uma barulheira», diziam uns, «música desprovida de nexo», garantiam outros. Praticamente meio século depois da edição de Santana, o álbum, sabemos que este rock latino chegou onde mais interessava: ao grande público. Tornou-se uma imagens de marca da contra-cultura hippie que recordamos, em detalhe, na próxima emissão.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, maio 18, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 418

1ª parte:


Anarchicks | Drahla
Mr. Gallini | Weyes Blood

2ª parte:


VR Sex | Lo-Pan
3Teeth | Bokassa

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, maio 17, 2019

Nota: Fernando e MSTF tocam amanhã no Barley's (Cartaxo)



O bar Barley's, no Cartaxo, recebe amanhã as bandas Fernando e MSTF, ambas vindas das Caldas da Rainha, numa noite que marca o regresso dos concertos a este espaço.

Os Fernando, banda que as Cartaxo Sessions trouxeram ao Ribatejo por duas vezes, lançaram há pouco mais de um ano o seu álbum de estreia, apropriadamente intitulado Fernando, um sucesso do canal do YouTube Stoned Meadow Of Doom que podem escutar em baixo.

Já os MSTF são um power-trio formado em 2016, que disponibilizou recentemente o seu EP de estreia Master System Trash Folder (para ouvir aqui), tendo ainda lançado o single Holy no ano passado.

O início dos concertos está marcado para as 22h30, com as portas do Barley's a abrirem uma hora antes e a entrada fixada nos 4 euros. Mais informações aqui.

Discurso Alternativo: Pântano

Depois de na semana passada termos passado no programa uma entrevista com os Desert Mammooth,  estamos perto de trazer à antena a nossa conversa com os Pântano, saída da última noite de Cartaxo Sessions, que teve lugar no passado dia 26 de Abril.

Como sempre, o Ruído Alternativo marcou presença nesta sessão de regresso da associação cultural e registou as palavras das duas bandas em destaque. Este Domingo é então tempo de ouvirmos as palavras dos Pântano, minutos antes de terem subido a palco.


Os Pântano nasceram no ano passado no coração do Ribatejo, fundados por três músicos:
  • Nuno Rodrigues (voz)
  • Miguel Mateus (guitarra)
  • Arlindo Cardoso (bateria)
A eles, nesta noite de Cartaxo Sessions, juntou-se o baixista Miguel Branco, músico que tem subido a palco com a banda regularmente. Connosco, os Pântano falaram do nascimento e primeiros passos deste projecto e sobre os passos que se seguem.

Até agora, o grupo deu a conhecer dois singles: Semi-Alma e Solitude, sendo que prometem mais novidades em breve.


A conversa com os Pântano ouve-se no programa desta semana: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui). 

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Esta entrevista estará disponível em podcast aqui no blog na próxima semana em Discurso Alternativo.

Podcast: Desert Mammooth Em Discurso Alternativo



Dados:

sábado, maio 11, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 417

Em destaque nesta emissão do Ruído Alternativo:
1ª parte:

Quartoquarto | Palas
Electric Man | Kiltër

2ª parte:


Mundo Cão | Empty V
The Grind Fever | Onysus

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, maio 10, 2019

Discurso Alternativo: Desert Mammooth

A 26 de Abril, os Desert Mammooth encerram a noite das Cartaxo Sessions que não aconteciam desde Dezembro. Um regresso saudoso destas sessões que teve ainda a actuação dos Pântano.

Como sempre, o Ruído Alternativo marcou presença e registou as palavras das duas bandas em destaque. Este Domingo é tempo de ouvirmos o que foi conversado com os Desert Mammooth, antes de terem subido a palco.


Os Desert Mammooth nasceram em 2014, em Almada. A banda é actualmente composta por:
  • Jaime Quental (guitarra)
  • Daniel Torgal (bateria)
  • Bernardo Esteves (baixo)
  • Salazar Minibrute (sintetizadores)
A esta noite de Cartaxo Sessions faltou o baterista Daniel Torgal que, por problemas de saúde, foi substituído pelo técnico de som do grupo, e também músico, Marcos Sousa (dos Empty V, entre outros projectos). Ainda assim, os Desert Mammooth falaram connosco acerca do seu passado mais recente e sobre o que o futuro lhes reserva.

Na discografia da banda constam o EP de 2016, There's An Elephant In The Room, e ainda o single Random Constellations, lançado à cerca de um ano - sendo que os Desert Mammooth revelaram recentemente o lado B deste trabalho, Frog Jam.


A conversa com os Desert Mammooth ouve-se no programa desta semana: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui). 

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Esta entrevista estará disponível em podcast aqui no blog na próxima semana em Discurso Alternativo.

quarta-feira, maio 08, 2019

Emissão Especial: Nova Música Portuguesa (2019/6)

  • Desert Mammooth (com entrevista)
  • Desert'Smoke
  • Electric Man
  • Emerging Chaos
  • Empty V
  • Gator, The Alligator
  • Handwrist
  • Humanart
  • Kiltër
  • Lyfordeath
  • M.E.D.O.
  • Malcontent
  • Morte Psíquica
  • Mundo Cão
  • Onysus
  • Palas
  • Quartoquarto
  • Sacred Sin
  • The Grind Fever
  • The Loafing Heroes
  • Vítor Bacalhau
Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, maio 04, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 416

1ª parte:

Cate Le Bon | Capitão Fausto
Barry White Gone Wrong | The Mountain Goats

2ª parte:

Cinemuerte | Pelican
Yawning Man | Rival Sons

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, abril 27, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 415

1ª parte:

(1999) Sigur Rós - Ágætis Byrjun

Não é todos os dias que uma banda islandesa chega aos ouvidos de todo o mundo. Das ilhas, com pouco mais de 300 mil habitantes, saíram, em 1999, os Sigur Rós, com o seu segundo álbum, Ágætis Byrjun. Se em 1997, Von, a sua estreia, passou despercebida no país nórdico, talvez se esperaria o mesmo com o seu segundo LP - só que não. Em 1998, entrou para o grupo de Jón Þór "Jónsi" Birgisson, Georg "Goggi" Hólm e Ágúst Ævar Gunnarsson o único músico com formação musical, Kjartan "Kjarri" Sveinsson, que com as suas orquestrações e arranjos mudou o som dos Sigur Rós. Essa mudança, com Jonsí a "abusar" do arco do violoncelo na guitarra eléctrica, transformou-os de desconhecidos a completas estrelas do rock alternativo do início do século XXI! Na Islândia, Ágætis Byrjun subiu ao top de álbuns mais vendidos em quatro meses, mas só conheceu edição no Reino Unido (e por consequência na Europa) em 2000 e em 2001 nos Estados Unidos da América. Contudo, o crescente interesse pela banda, com blogs e sites de referência trouxe-lhes esse sucesso, à escalo do rock alternativo, no preciso momento em que foram editados fora do seu país natal. Junte-se o convite das super-estrelas Radiohead para tocaram no início dos seus concertos na época e está tudo dito sobre este trabalho. Afinal, não é todos os dias que o post-rock cruzado com o shoegaze, a música ambiente e até a música clássica, com uma língua muito estranha para o mundo ocidental, alcança tantas pessoas. Criou-se um fenómeno e um culto: os Sigur Rós são uma das estrelas da música experimental saída da Islândia e nunca mais perderam esse estatuto.

CM

2ª parte:

(1994) Therapy? - Troublegum

Na segunda parte continuamos nas efemérides com Troublegum, disco que comemora em 2019 o 25.º aniversário. É considerado o pico criativo e de sucesso na carreira dos Therapy? e um álbum clássico da fatia mais alternativa dos anos 90. A porta para uma revolução da indústria discográfica fora aberta pelas bandas de Seattle e, graças a ela, um trio da Irlanda do Norte, com um passado ligado ao noise e indie-rock, conseguiu vender mais de um milhão de cópias de um dos seus álbuns. Esse feliz episódio da carreira dos Therapy? aconteceu apenas cinco anos depois da formação da banda, no que se pode considerar uma ascensão meteórica à ribalta. Apesar de muitos verem os Therapy? como uma banda subvalorizada, a verdade é que Troublegum foi um caso único na história do grupo: o balanço perfeito entre peso e melodia permitiu-lhes agradar a um público vasto e rodar bastante em rádios e na MTV. Mais rápida que a sua ascensão foi a quebra de popularidade, com o grupo britânico a voltar ao underground em poucos anos. E, verdade seja dita, é lá que os Threrapy? pertencem: junto do público alternativo que os abraçou nos seus primeiros dias.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, abril 26, 2019

Nota: Desert Mammooth e Pântano tocam hoje no Cartaxo


Desert Mammooth e Pântano sobem hoje ao palco do foyer do Centro Cultural do Cartaxo, num evento que será o regresso das Cartaxo Sessions à sua casa-mãe.

Os Desert Mamooth vêm de Almada e trazem ao Cartaxo o EP que lançaram em 2016, There's An Elephant In The Room, bem como o single editado no ano passado, "Random Constellation".

Já os Pântano, do Ribatejo, trazem ao espaço cultural da cidade temas do seu primeiro álbum, o qual deverá ser lançado ainda este ano. Deste trabalho a banda mostrou recentemente mais um single, "Solitude" para ouvir em baixo.

O início dos concertos esta marcado para as 22h30, com todas as informações para consultar aqui.

quinta-feira, abril 25, 2019

Colecção RA: Sigur Rós - "Ágætis Byrjun" (1999) & Therapy? - "Troublegum" (1994)

1ª parte:

Post-rock vulcânico
 
Sigur Rós

É a 21 de Junho que os Sigur Rós lançam para as lojas a reedição comemorativa dos 20 anos de Ágætis Byrjun, o canto de cisne da banda islandesa, lançado originalmente a 12 de Junho de 1999. Este foi o álbum que colocou os islandeses no mapa do rock alternativo mundial, com o seu post-rock orquestrado e recheado de cordas e não só. A língua das ilhas vulcânicas do norte do Atlântico não foi um problema para a compreensão do sentimento que o grupo transpôs neste trabalho que lhes escancarou as portas do sucesso, mostrando que, acima de tudo, o que conta sempre é a música, a melodia. Em breve este impronunciável álbum terá uma caixa especial à venda com sete LPs com raridades, demos, música ao vivo, e muito mais - um regalo para o grande nicho fã de post-rock, música ambiente e instrumental, com travo a clássico, e cujas paisagens se sentem e "vêem" com os ouvidos.

CM

2ª parte:

Questionmark

Therapy?
 
Há 25 anos os holofotes incidiam sobre o som de Seattle e sobre a revolução que o grunge tinha operado no seio da indústria discográfica. Beneficiados com essa mudança de paradigma foram os Therapy?, um pequeno trio da Irlanda do Norte com raízes no noise e nas variações mais indie e barulhentas do rock que, de repente, entrava no catálogo da major A&M. Em 1994, e com um som suficientemente pesado e sujo para agradar ao público alternativo, mas também melódico q.b. para furar pelo mainstram, os Therapy? lançavam Troublegum. Um disco que vendeu mais de um milhão de cópias, produto do período mais criativo do trio e um marco do rock alternativo dos 90's. Quem disse que os barulhentos não mereciam um lugar ao Sol?
AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, abril 20, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 414

Depois de um programa recheado de nova música portuguesa, voltamos a atenções, também, para o que se passa lá fora. O melhor do rock e metal da últimas semanas passa por aqui, este Domingo.

1ª parte:

Karen O And Danger Mouse | Cage The Elephant
Bom Marido | Night Beats

2ª parte:

Gary Clark Jr. | Her Name Was Fire
Frank Carter & The Rattlesnakes | Rammstein

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, abril 13, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 413

A nova música é sempre um imperativo no Ruído Alternativo (!) e este Domingo partimos para a quinta emissão totalmente dedicada ao nosso país. Mais duas horas de rock e metal lusos, a não perder!

1ª parte:

X-Wife | Marinho
Unsafe Space Garden | LaGardère

2ª parte:

Orangotango | M.E.D.O.
Cruz De Ferro | Legacy Of Cynthia

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, abril 12, 2019

Emissão Especial: Nova Música Portuguesa (2019/5)

O próximo Ruído Alternativo será, mais uma vez pintado em tons de verde e vermelho.

Domingo voltamos ao novo rock e metal nacionais, com mais uma emissão especial de duas horas que vai contar com os nomes assinalados em baixo. Boas audições!
  • Bruma
  • Budda Power Blues
  • Cruz De Ferro
  • Diabo Na Cruz
  • Dosvans
  • Four To Six
  • Jacarandá
  • LaGardère
  • Legacy Of Cynthia
  • M.E.D.O.
  • Marinho
  • Mercic
  • Orangotango
  • Paus
  • Prana
  • Pledge
  • Quantic Mode
  • Salto
  • Serrabulho
  • Shimmerbabe
  • The Chapter
  • The Manchesters
  • Trauma Lips
  • Unsafe Space Garden
  • X-Wife
  • Zurrapa

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, abril 06, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 412

Abril já arrancou e com ele as emissões dedicadas à actualidade rock e metal desta casa. O que melhor há para ouvir deste universo e que tenha acontecido nas últimas semanas, passa este Domingo na Tejo FM.

1ª parte:

Full Of Hell | The Comet Is Coming
Le Butcherettes | Yagmar

2ª parte:

Heavy Cross Of Flowers | Hellyeah
Metallica | Baroness

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sábado, março 30, 2019

Antevisão/Destaques: Programa 411

O próximo Ruído Alternativo chega em modo Colecção RA com dois álbuns para ouvir na íntegra por razões bem diferentes. Dão entrada nesta prateleira dos discos Spirit Of Eden dos Talk Talk, em jeito de homenagem ao recém-desaparecido Mark Hollis, e também The White Stripes dos White Stripes, trabalho que comemora em 2019 o seu vigésimo aniversário.

Esta é mais uma emissão a não perder com dois grandes discos em análise:

1ª parte:

(1988) Talk Talk - Spirit Of Eden

No início da década de 1980 os Talk Talk eram um força da synth-pop e da new wave, os géneros que por esta época dominavam os tops. A banda de Londres recolhia os proveitos dos seus dois primeiros álbuns  The Party's Over (1982) e It's My Life (1984), com este último a destacar-se com o tema que lhe deu nome. "It's My Life" - a canção - é um incontornável êxito da década de '80 e deu mais orçamento para a banda de Mark Hollis. No entanto, na sua terra, no Reino Unido, as coisas não lhes corriam tão bem - excepto com este êxito: o álbum teimou em não ter o mesmo alcance e sucesso que o famoso single. E, revoltados com esta "sabotagem", os Talk Talk começam a sabotar o seu próprio sucesso no mainstream [basta ver o videoclip de "It's My Life", com um propositado mau playback de Hollis]... No disco seguinte, veio o sucesso dentro de portas, com The Colour Of Spring (1986): a banda começou a mudar o seu norte e deixou cair por terra, neste álbum, os tão afamados sintetizadores sintonizando-se com os caminhos alternativos da pop. E, ainda com mais dinheiro, há mais condições. O grupo encheu-se de convidados e, segundo reza a história, puderam finalmente colocar em prática o leque de influências que desde início tinham: com grande destaque para o jazz. O resultado foi um longo processo de gravações que resultou em muitas horas de experimentação e improvisação. Juntemos à equação o rock, o dub, a música clássica e a música ambiente, e está completa a nova constelação que guiou os últimos dois discos dos Talk Talk. Saíu Spirit Of Eden (1988) e, apesar de um inicial cepticismo perante a sua música, o tempo deu razão àquilo que haviam feito. Os Talk Talk tornaram-se num dos pioneiros do final da década e estiveram na génese do post-rock que só quase uma década depois é que começou a ser reconhecido como género musical. A editora não gostou, mas a banda fez finca-pé e manteve íntegra a sua criatividade. E assim se fez história sem o saber...

CM

2ª parte:

(1999) The White Stripes - The White Stripes

Em 1999, uma banda vestida de vermelho e branco, composta por dois supostos irmãos, estreava-se nos discos. Com todo um imaginário cuidadosamente trabalhado, os White Stripes tinham nascido no underground de Detroit, uma cidade com um importante passado ligado ao rock, e esse facto é mais notório neste seu primeiro LP. Jack White disse mesmo, em 2003, o ano em que o duo passou de grande a gigante com a edição de Elephant, que este era o álbum mais cru e ligado à motor city da sua carreira. Ao longo de The White Stripes a banda faz uma ostensiva homenagem aos blues do delta do Mississipi dos anos 30, 40 e 50, servida numa base sonora incrivelmente crua, dando o tiro de partida às comparações com os Led Zeppelin. De facto, esta paixão pela canção negra foi o que motivou os Zeppelin e inúmeras bandas a criar música e é curioso verificar que muitas vezes as sonoridades mais refrescantes nascem com um olhar ao início de tudo: os blues. Com este regresso ao passado, Jack e Meg White apontaram o caminho a seguir pelo rock no início do século XXI. E tudo começou em 1999 com um disco simples e despido de artifícios a nível sonoro.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, março 28, 2019

Colecção RA: Talk Talk - "Spirit Of Eden" (1988) & The White Stripes - "The White Stripes" (1999)

1ª parte:

Adeus synth-pop, olá... post-rock?
Talk Talk

Foi no passado dia 25 de Fevereiro que a notícia chegou: Mark Hollis morreu. O músico britânico desapareceu aos 64 anos, após uma curta batalha contra uma doença, uma notícia que apanhou a imprensa musical desprevenida, quando há anos que não lhe era conhecido o rasto nem trabalho na música. Mark Hollis (ao centro na foto em cima) havia-se focado na família, e num ou outro projecto musical esporádico, mas há muitos anos que estava longe dos holofotes - tanto que o seu último trabalho folgado (entenda-se longa-duração) data de 1998, aquando da edição do seu único registo a solo. Todavia, Mark Hollis deixou uma inegável marca no universo rock, com especial atenção para o post-rock. Enquanto membro dos Talk Talk havia brilhado com o mega-êxito "It's My Life" [procurem no YouTube], mas em 1986 a synth-pop saiu da equação da banda, meio revoltada com a falta de atenção à sua música e obra. Surge um artístico The Colour Of Spring (1986), mas é com Spirit Of Eden (1988) que tudo muda. Este foi um disco que chegou ao rótulo de pioneiro [do post-rock], um feito que não é para todos! Domingo vamos recordar este importante álbum em homenagem a Mark Hollis.

CM

2ª parte:

Red Zeppelin
The White Stripes

Em 2019 passam 20 sobre o lançamento do álbum de estreia homónimo dos White Stripes. E se esta foi uma das bandas que apontou o caminho a seguir, no que ao rock diz respeito, no virar do século, é curioso verificar a simplicidade da sua fórmula: uma banda com apenas dois elementos (numa altura em que os duos eram algo estranho neste mundo) que baseavam o seu som nos blues. The White Stripes é uma homenagem aos mestres da música negra dos anos 30, 40 e 50, servida num som pouco polido e característico da sua cidade natal - Detroit. Tudo simples! A complexidade viria com a imagem e mitologia à volta do grupo, algo que apenas aguçou a curiosidade de uma (grande) fatia de público cansado de rock radiofónico. Há 20 anos começava-se assim a escrever a história de uma das maiores bandas do século XXI - Meg e Jack - os White Stripes.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).