terça-feira, setembro 06, 2016

Informação: Fecho E Nova Temporada

Durante o mês de Agosto entrámos de férias e chegou ao fim mais uma temporada de Ruído Alternativo na Tejo FM. Apesar de termos apontado o regresso para o passado dia 4 de Setembro, problemas logísticos e de tempo impediram que tal acontecesse. De qualquer forma, estaremos de regresso ao éter no próximo Domingo, dia 11 de Setembro e, ainda antes, vamos andar a fazer cobertura nas redes sociais ao Reverence Valada 2016.


Nas últimas semanas temos estado atentos ao que se passa no mundo do rock, especialmente aos novos lançamentos.

Vamos estar por Valada do Ribatejo (Cartaxo) já esta semana, entre 8 e 10 de Setembro para acompanhar a edição deste ano do Reverence Festival Valada, da qual faremos, dentro do possível, um acompanhamento in loco. Antes do festival começar, na noite do dia 7, damos as boas vindas aos campistas em modo DJs Ruído Alternativo, com a companhia dos alternadores de discos Everybody Kurt e James Blonde e ainda com a banda I Am The Ghost Of Mars - evento oficial aqui!

Estamos ainda a tentar encontrar o tão precioso tempo para dar resposta aos muitos e-mails de bandas nacionais que temos recebido ao longo dos últimos meses.

Apesar da nossa aparente falta de tempo, dizemos também às bandas que podem continuar a enviar a vossa música para nós, bastando para isso seguir estas indicações.

Para terminar, passam hoje oito anos da primeira emissão do Ruído Alternativo e do começo desta aventura no seio da Tejo FM que, entretanto, extravasou os confins da rádio. Fazemos o que fazemos com gosto e, muitas vezes, sacrificando tempos de descanso e pessoais. É por isso que agradecemos, em primeiro lugar, a todos os que seguem o programa e fazem valer a pena o esforço, mas também à direcção da Tejo FM por continuar a fazer esta aposta no rock alternativo. Uma palavra de apreço a todos os que nos têm apoiado nesta aventura que, parecendo que não, já caminha para a década de existência.    

Podem, de resto, seguir o Ruído Alternativo nas diversas plataformas em que estamos presentes para ficar a par de todas as novidades:

Até ao nosso regresso fiquem na companhia da melhor música.
Boas Audições!

A equipa,
Ruído Alternativo
ruido-alternativo@hotmail.com
André Beda e Carlos Montês

segunda-feira, setembro 05, 2016

Review 2015: A Análise - Epílogo

Com o atraso que já faz parte da tradição do Ruído Alternativo, damos agora por concluída a revista do ano de 2015. A viagem pelos melhores lançamentos do ano passado fez-se, mais uma vez, com os tops 15 de discos nacionais e internacionais, que culminaram em duas emissões radiofónicas: uma com os tops acima referidos e outra onde foram destacados mais 30 álbuns internacionais que não podiam ficar sem uma menção honrosa. Fechamos assim o capítulo 2015 com um resumo e toda a lista dos melhores do ano passado para a equipa. Em baixo, confiram também as frases que marcaram as reviews do Ruído Alternativo:



  • Pista - Bamboleio
    • "No panorama nacional, Bamboleio soa a fresco e tem muito por onde crescer." CM
  • The Temple - Serpentiger
    • "A garra continua lá e Serpentiger prova que os The Temple ainda fazem sentido em 2015" AB
  • TV Rural - Sujo
    • "Os lisboetas, que fazem da banda uma reunião de pessoas interessantes de diferentes quadrantes, continuam a ser hábeis senhores na arte de lidar com palavras..." CM
  • The Japanese Girl - Sonic-Shaped Life
    • "(...) os portuensesThe Japanese Girl atiraram-se para um longa-duração, tela onde podemos apreciar melhor as aventuras da banda pelo punk vestido de negro." AB
  • Moonspell - Extinct
    • " (...) a sua nova habilidade em escrever canções mais catchy. "The Last Of Us" e "Extinct", para além de bons números de rock gótico, tinham tudo para serem grandes singles." AB
  • The Walks - Fool's Gold
    • "...temos aqui um dos mais belos conjuntos de canções de 2015." CM
  • Dollar Llamma - Grand Union
    • "Rock duro e suado para abanar o esqueleto e ouvir bem alto. O groove e os Dollar Llamma continuam de mãos dadas." AB
  • Wells Valley - Matter As Regent
    • "Matter As Regent está na vanguarda do metal mais experimental e deixa antever um sucessor com um som ainda mais arrebatador." AB
  • The Glockenwise - Heat
    • "aqui faz o seu melhor capítulo, com canções que nos remetem à pop cruzada de Smiths com a vivacidade de um recentemente afamado Ty Segall." CM
  • Savanna - Dreams To Be Awake
    • "Dreams To Be Awake é servido numa mistura de rock e electrónica, com riffs certeiros e tons prog, e de uma maturidade assinalável." CM
  • Astrodome - Astrodome
    • "(...) na estreia homónima, parecem ter tudo calculado, com build-ups controlados que desaguam em pura fúria fuzz." AB
  • Pega Monstro - Alfarroba
    • "...colaram-se nos ouvidos de muita gente desprevenida, apanhada por este punk caseiro e certeiro, cheio de ruído e de ambição pop." CM
  • Fast Eddie Nelson - Roots Run Deep
    • "Juntando-lhes, na dose certa, rock n' roll e psicadelismo e, claro, a voz rouca do músico, temos algo realmente fora do comum." AB
  • 10 000 Russos - 10 000 Russos
    • "...Pedro Pestana e João Pimenta entregam as linguagens psicadélicas ao espírito kraut, tornando-se hipnóticos, envolventes e narcóticos." CM
  • Equations - High Tower
    • "Sejamos sinceros, as teclas podem rockar: seja com Jerry Lee Lewis ao piano ou com John Lord no órgão dos Deep Purple." AB
  • Sleater-Kinney - No Cities To Love
    • "...mantendo a toada alternativa de alma punk, e onde os toques post-punk brilham no formato de três minutos." CM
  • Elder - Lore
    • "Lore aprimora o stoner expansivo do grupo, que os coloca com um pé no prog." AB
  • Clutch - Psychic Warfare
    • "Psychic Warfare continua a cruzada do antecessor e surpreende pela habilidade de escreverem canções orelhudas" AB
  • Boogarins - Manual Ou Guia Livre De Dissolução Dos Sonhos
    • "...uma viagem por entre sonhos pop de guitarras soltas. É vê-los a crescer." CM
  • Deafheaven - New Bermuda
    • "À volta da banda aglomeram-se assim uma quantidade assinalável e heterogénea de fãs, onde o mais recente New Bermuda é uma enorme confirmação." CM
  • Ghost - Meloria
    • "(...) procuram, em disco, abranger áreas do prog e do doom, sem que nunca seja possível apontar-lhes um estilo característico que não seja o ocultismo." AB
  • Kurt Vile - B'lieve I'm Going Down...
    • "...desde que apostou tudo a solo (...) contam-se uns admiráveis seis discos de originais, primando pela altíssima qualidade e fidelidade." CM
  • Kylesa - Exhausting Fire
    • "(...) continuam na senda de colocar lado a lado o som pesado e as melodias delicadas, as quais podemos agradecer à veia psicadélica do grupo." AB
  • Viet Cong - Viet Cong
    • "As ideias drone e industriais são mais exploradas, com o post-punk como ponto de equilíbrio ao som do grupo. (...) vão saltando do noise para um lugares mais arty..." CM
  • Father John Misty - I Love You, Honeybear
    • "I Love You, Honeybear coloca Tillman definitivamente no mapa, num trabalho conceptual onde confronta a sua relação com a sua mulher..." CM
  • Tame Impala - Currents
    • "Ao que já havia sido feito é juntado a disco, o r'n'b e a música de dança." CM
  • Chelsea Wolfe - Abyss
    • "Chelsea Wolfe volta a provar que está na vanguarda das novas experimentações no campo do rock, sendo uma lufada de ar fresco vestida de preto carregado." AB
  • Black Temple - It All Ends
    • "Apostam em fazer rock pesado e barulhento, mas a sua surpreendente preocupação com as melodias coloca-os entre o melhor de dois mundos" AB
  • Courtney Barnett - Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit
    • "Barnett validou-se, acima de tudo, como uma das melhores escritoras de canções da actualidade, o argumento ao qual junta o seu precioso indie rock cruzado." CM
  • Baroness - Purple
    • "(...) hoje há uma preocupação enorme com as melodias, fazendo dos Baroness uma máquina de produzir hinos emocionais para gritar a plenos pulmões." AB
  • Eagles Of Death Metal - Zipper Down
    • "...um rock galhofeiro e gingão que continua a fazer-nos dançar, até mesmo quando se atiram para uma balada dos Duran Duran." CM
  • Caspian - Dust And Disquiet
    • "São uma das bandeiras do post-rock e ao quarto disco mostram porquê..." CM
  • The Amazing - Picture You
    • "... álbum trabalhado, que transparece mais a emoção do que o suor." CM
  • Deerhunter - Fadding Frontier
    • "A porção de negro assenta bem nesta pop que viaja por entre sonhos, com cenários pintados com a alma de Sgt. Pepper... e não só." CM
  • Alabama Shakes - Sound & Color
    • "Deixam - em parte - a crueza e o som mais directo de Boys & Girls, e em Sound & Color apresentam diferentes padrões, texturas e camadas." CM
  • Low - Ones And Sixies
    • "Ao 11.º, criam um dos seus melhores discos em anos." CM
  • Royal Headache - High
    • "High é um acto de 'keep it simple', com um punk escorreito e de boa memória pop..." CM
  • Car Seat Headrest - Teens Of Style
    • "... não é mais do que uma reunião de material desde 2011, só que refinado." CM
  • Dilly Dally - Sore
    • "...o transporte certo para um lugar de há 20 anos." CM
  • Drenge - Undertow
    • "...têm aqui um conjunto de músicas de inspiração stoner, grunge e do som dos 90s, bebendo também do novo psicadelismo." CM
  • Protomartyr - The Agent Intellect
    • "Aqui traçam-se caminhos." CM
  • Titus Andronicus - The Most Lamentable Tragedy
    • "Hora e meia da vossa vida que vale bem a pena." CM
  • The Lucid Dream - The Lucid Dream
    • "... há riffs hipnóticos e surpreendentemente orelhudos, e um muro sonoro que nos vicia." CM
  • Spectres - Dying
    • "...tiro certeiro nas andanças do noise e do shoegaze, com uns pós psych." CM
  • Lightning Bolt - Fantasy Empire
    • "Estão mais limpos e claros, mas na mesma boa confusão." CM
  • Faith No More - Sol Invictus
    • "(...) levou os Faith No More a regressarem ligeiramente ao post-punk dos primeiros dias. Porém, esta fera ainda sabe rugir!" AB
  • Toundra - IV
    • "(...) há que realçar a sua sensibilidade para a melodia, criando um disco que podia ser uma banda sonora celestial. Será esta a música que se ouve para além da vida?" AB
  • All Them Witches - Dying Surfer Meets His Maker
    • "Dying Surfer Meets His Maker é daqueles discos que causa no ouvinte a deliciosa dúvida de "como será a próxima faixa?" AB
  • Marilyn Manson - The Pale Emperor
    • "(...) nasce um novo Marilyn Manson, como um porta-estandarte do rock clássico em roupagem comtemporânea" AB
  • Mondo Drag - Mondo Drag
    • "(...) os Mondo Drag parecem ter nascido na Grécia de Epicuro e, chegados ao século XXI, deram de caras com a electricidade." AB
  • Torche - Restarter
    • "Restarter é um aprimorar deste demonominado doom pop, que faz hoje dos Torche uma banda que agrada a meio mundo" AB
  • The Sword - High Country
    • "(...) ao longo de 50 minutos, para além dos Sword experimentarem novas saídas para a sua música, ainda se pode ouvir um pouco dos early days. Nada se perde, tudo se tranforma." AB
  • Pentagram - Curious Volume
    • "(...) a banda de Bobby Liebling tem impeto para dar e vender, ao entrar pelos caminhos do hard rock e do heavy rock setentista" AB
  • Goatsnake - Black Age Blues
    • "Mais maduros, os Goatsnake estregam-nos um belo disco onde o doom aparece de mãos dadas com o blues mais sinistro" AB
  • Windhand - Grief's Infernal Flower
    • "A banda da Virginia deixou grandes indicações nos dois primeiros registos e, com o disco lançado em 2015, torna-se numa força dentro do doom mais underground." AB
  • KEN Mode - Success
    • "Success é um disco que divide àguas: muitos dos fãs mais antigos não gostaram do novo som. Cabe agora à banda escolher o caminho a seguir." AB
  • Killing Joke - Pylon
    • "(...) Pylon é um disco político, onde a mensagem se faz passar entre guitarras ríspidas e sintetizadores." AB
  • Fear Factory - Genexus
    • "(...) à medida que Burton C Bell e Dino Cazares continuam a levar a máquina para a frente, começamos a pensar que a banda é incapaz de fazer um mau disco." AB
  • Mutoid Man - Bleeder
    • "(...) esbatem de uma forma nova e brilhante a barreira que separa o metal do punk, ao longo de um registo cheio de ritmos alucinantes e riffs cuidadosamente esculpidos." AB
  • Refused - Freedom
    • "O facto é que é sempre bom ter de volta uma banda disposta a arriscar a cada disco, pois Freedom é um acto de bravura." AB
Obrigado por estarem desse lado.
Boas Audições!
A equipa,
Ruído Alternativo

quinta-feira, agosto 18, 2016

A Análise: Refused - "Freedom"

Quando se separaram em 1998, os suecos Refused estavam no auge da sua experiência de levar o punk hardcore a mares nunca antes navegados. É claro que ficou a ideia que a banda deixou algo a meio. O regresso aconteceu em plena febre das reuniões e a vontade de fazer um novo disco levou as suas experimentações ainda mais longe em Freedom. Fica a dúvida se este seria o som da banda em 1999, se tivessem continuado, ou se é fruto de 15 anos de paragem. O facto é que é sempre bom ter de volta uma banda disposta a arriscar a cada disco, pois Freedom é um acto de bravura. AB

A Análise: Mutoid Man - "Bleeder"

Pondo as coisas de forma simples, os Mutoid Man são uma das bandas mais excitantes de 2015. Nascidos do caldeirão de bandas que gira à volta dos Converge e dos Cave In, o trio tem em Bleeder um forte LP de estreia. Nele esbatem de uma forma nova e brilhante a barreira que separa o metal do punk, ao longo de um registo cheio de ritmos alucinantes e riffs cuidadosamente esculpidos. E depois há "Bridgeburner" - um "temaço" que merecia perdurar na galeria dos grandes hinos do rock. Ficamos ansiosos pelo sucessor... AB

domingo, agosto 14, 2016

A Análise: Fear Factory - "Genexus"

Sim. Ainda se sente a falta de Raymon Herrera e Christian Wolbers e dos gloriosos anos 90 em que os Fear Factory eram mestres em colocar refrões orelhudos entre a "maquia" sonora industrial. Mas, à medida que Burton C Bell e Dino Cazares continuam a levar a máquina para a frente, começamos a pensar que a banda é incapaz de fazer um mau disco. Talvez falte alguma frescura a Genexus, como até é normal, mas nele sobram ritmos implacáveis e o característico groove. Enquanto assim for, vale a pena seguir em frente. AB

A Análise: Killing Joke - "Pylon"

Os Killing Joke já andam nisto há demasiados anos para se preocuparem em fazer novos discos. Ao longo das décadas deram cartas no post-punk, new wave e rock gótico até se tornarem numa das maiores referências da música industrial. Mas a verdade é que Jaz Coleman e companhia ainda têm muito para dar ao 15º LP da carreira. Pylon é um disco político, onde a mensagem se faz passar entre guitarras ríspidas e sintetizadores. Velhos são os trapos, não os Killing Joke... AB

A Análise: KEN Mode - "Success"

Em 2013 os KEN Mode saltavam, finalmente, para a ribalta das mais entusiasmantes saídas do heavy metal. A influência do noise rock sempre os acompanhou, mas é natural que com a chegada do mestre Steve Albini à cadeira de produtor este viesse a ganhar um protagonismo maior. Success é um disco que divide àguas: muitos dos fãs mais antigos não gostaram do novo som mas, por outro lado, chegaram muitos novos. Cabe agora à banda escolher o caminho a seguir. Por aqui, um grande álbum de rock merecerá sempre a nossa atenção, mudanças de estilo à parte. AB

A Análise: Windhand - "Grief's Infernal Flower"

Jack Endino, um dos produtores preferidos cá da casa pelas suas associações ao grunge e stoner rock, pega nos Windhand ao terceiro disco - Griefs Infernal Flower. A banda da Virginia deixou grandes indicações nos dois primeiros registos e, com o disco lançado em 2015, torna-se numa força dentro do doom mais underground. Basta dizer que este álbum ocupou a 16ª posição nos álbuns de hard rock mais vendidos nos E.U.A. e ainda o 7º lugar na tabela da Billboard reservada às edições independentes. É muita fruta para uma banda que nasceu em 2009! AB

A Análise: Goatsnake - "Black Age Blues"

Quinze anos depois do último LP (!!!), os Goatsnake voltaram aos discos em 2015. Sob a batuta de Nick Raskulinecz, Pete Stahl e Greg Anderson atiraram-se a Black Age Blues - o primeiro disco em que a banda pode gozar do culto entretanto gerado à volta dos Scream (de Stahl) e dos Sunn O))) (de Anderson). Mas atenção: o espírito de Flower Of Disease mantem-se, embora com algumas nuances. Mais maduros, os Goatsnake estregam-nos um belo disco onde o doom aparece de mãos dadas com o blues mais sinistro . AB

sábado, julho 30, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 292

Um ano depois, eis que chega a segunda Emissão Especial - Às Escuras, uma emissão mais experimental do que o habitual no Ruído Alternativo que põe à prova os conhecimentos musicais de André Beda e Carlos Montês e que também serve para dar espaço a bandas ou temas que normalmente não o têm em emissões regulares.

À hora da publicação deste artigo já ambos sabemos quais foram as bandas escolhidas (uma vez que o programa é gravado), pelo que poderão contar [pelo menos] com estas:

1ª parte:

Have A Nice Life | Bosse-De-Nage
The Gits | Scorpions
2ª parte:


Diamond Head | Weedeater
Big Black | Ministry

Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

sexta-feira, julho 29, 2016

Emissão Especial: Às Escuras II

No próximo Domingo vai para o ar a última emissão da temporada 2015/2016 do Ruído Alternativo antes das férias. Aproveitamos este último programa para uma nova edição da Emissão Especial: Às Escuras. Para conferir na antena da Tejo FM depois de amanhã, dia 31 de Julho.


A Emissão Especial: Às Escuras II tem o mesmo conceito do programa feito há cerca de um ano: cada um dos autores escolheu as músicas da esfera de influência do outro. Sem que nenhum dos dois saiba o que o outro lhe reserva para a sua hora, André Beda e Carlos Montês - que no ano passado prometeu vingança - partem para esta emissão completamente "Às Escuras". Podcast do programa do ano passado para ouvir aqui.

Tudo para descobrir Domingo, a partir das 22h, na Tejo FM, estão todos convidados para ouvir esta Emissão Especial: Às Escuras, que fecha a temporada antes das nossas férias. Até Setembro!

sábado, julho 23, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 291

O Ruído Alternativo está mais uma vez ao lado do Reverence Festival Valada e como já é habitual pega em dois dos grandes nomes do cartaz e escolhe dois discos para ouvir e dar conhecer este Domingo, quando Agosto e as férias se vislumbram no horizonte. Escolhidos: Damned Damned Damned (1977) dos The Damned e Floodland (1987) dos The Sisters Of Mercy. Vai valer a pena.

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(1977) The Damned - Damned Damned Damned

A 18 de Fevereiro de 1977 fez-se história, a primeira banda de punk rock do Reino Unido lança o seu primeiro longa-duração, antes dos Sex Pistols, antes dos Clash. Eles são os The Damned que meses antes já tinham conseguido também lançar o primeiro single de sempre do punk rock britânico. Os londrinos tiveram uma grande estreia: "New Rose" tornou-se hino do género e "Neat Neat Neat" mostrou a velocidade que viria a influenciar o hardcore norte-americano depois de também terem sido a primeira banda de punk vinda do Reino Unido a fazer uma tour nos Estados Unidos da América. Mas estes feitos não tiveram um tradução palpável (vendas e dinheiro); conseguiram sim a eternidade e desbravaram caminho por terras de Sua Majestade. O seu segundo disco, depois de Damned Damned Damned, revelou-se um fracasso que levou ao fim precoce de uma banda que tinha como referências os Beatles ou os Stooges, mas havia muito por fazer após as várias convulsões. Os The Damned são os únicos sobreviventes entre Sex Pistols e The Clash, e continuam a ser referência mundial no rock. Trilharam pelo post-punk até se acomodarem no rock gótico - onde também foram dos primeiros. Todavia, no ano do punk, 1977, assinaram uma das mais importantes páginas da música com guitarras. Eis-los em breve em Portugal.
CM
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(1987) The Sisters Of Mercy - Floodland

Em Outubro de 1985 os Sisters Of Mercy entraram numa encruzilhada: o baixista Craig Adams e o guitarrista Wayne Hussey saem da banda e deixam-na entregue ao vocalista Andrew Eldritch e à sua fiel drum machine Doktor Avalanche. Eldritch junta-se então à baixista Patricia Morrison para trabalhar num novo projecto chamado The Sisterhood, que lançou o disco de estreia em 1986 - um colossal falhanço. Mesmo que quisesse, o músico não conseguia deixar para trás o nome The Sisters Of Mercy e aquele que era para ser o segundo single do seu novo projecto, "This Corrosion", tornou-se no ponto de partida para um novo disco dos Sisters. Ainda com Patricia Morrison ao seu lado, apesar das suas contribuições em Floodland terem sido mínimas, Eldritch rodeou-se de sintetizadores e computadores. O rock orientado por guitarras de First And Always Last sofreu uma metamorfose e transformou-se num rock Wagneriano guiado por sintetizadores. Para além de manter a banda viva, Floodland foi um moderado sucesso comercial, bem recebido pela crítica e, mais importante que tudo isto, perdurou e influenciou uma geração de músicos. A prova disso é que "Lucretia My Reflection" e "This Corrosion" ainda se ouvem por aí.
AB
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Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

Colecção RA: The Damned - "Damned Damned Damned" (1977) & The Sisters Of Mercy - "Floodland" (1987)

Ás portas de um final de temporada que acontece na próxima semana, o Ruído Alternativo dedica uma Colecção RA a dois dos maiores nomes do cartaz do Reverence Valada. O punk dos The Damned e o rock gótico dos The Sisters Of Mercy em antena, com as razões para escolha destes dois clássicos em baixo.

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40 anos depois de se formarem os The Damned passam por Portugal. O Reverence Festival Valada vai ser o primeiro palco nacional que esta banda de punk rock e rock gótico vai pisar quando se comemora essa data redonda a que também se juntam os 40 anos da edição do single "New Rose" - o primeiro lançado por uma banda britânica de punk rock. Em Valada (concelho do Cartaxo) o grupo toca na íntegra a sua estreia, Damned Damned Damned de 1977, uma oportunidade única para ouvir este clássico e disco influente de punk rock, que também foi o primeiro longa-duração lançado por uma banda de punk rock do Reino Unido antes dos Sex Pistols. Se os motivos já eram muitos para vir ao Reverence, juntem-lhes estes e ainda o rock gótico de quatro décadas dos Damned. Amanhã à noite a estreia de '77 passa pelo Ruído Alternativo. Comecemos a pré-época deste festival!

CM
The Damned

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Ao longo dos anos os Sisters Of Mercy têm vindo a tornar-se num dos mais misteriosos conjuntos da darkwave. Andrew Eldritch trouxe a banda aos dias de hoje, mas por todo o mundo se pergunta se algum dia teremos um novo disco da banda, que já não lança nenhum desde 1990. As razões dadas pelo líder dos Sisters para tal têm sido variadas e suficientemente vagas ao longo das duas últimas décadas. Porém, o mesmo sem nova música, o mito persiste e passa este ano pelo Reverence, num concerto que deve ser olhado como uma oportunidade rara para ver os Sisters Of Mercy ao vivo. O álbum que ouvimos amanhã em Colecção RA é Floodland, de 1987, um delicioso conjunto de peripécias do período mais conturbado da banda e o disco que, acima de tudo, os manteve vivos.

AB

The Sisters Of Mercy

Ruído Alternativo: Domingo, 22h na Tejo FM.

sábado, julho 16, 2016

Antevisão/Destaques: Programa 290

A última emissão de actualidade rock vai para o ar este Domingo, uma vez que temos preparadas duas emissões especiais para este mês de Julho que fecha mais uma temporada de Ruído Alternativo que faz um intervalo em Agosto. Para ouvir teremos, entre outras bandas, estas:


1ª parte:

Queens Of The Stone Age | Sun Mammuth
Spectral Haze | The Adolescents

2ª parte:

PJ Harvey | Testament
Gojira | Sepultura

Tudo isto e muito mais para conferir amanhã à noite, Domingo. Como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.