A muito esperada estreia dos canadianos Viet Cong trazia consigo enormes expectativas - desde 2013 apontados como uma das melhores bandas a ter debaixo de olho. Logo em Janeiro de 2015 fizeram-se ouvir em homónimo, com o seu primeiro LP a corresponder às profetizações. As ideias drone e industriais são mais exploradas, com o post-punk como ponto de equilíbrio ao som do grupo. Pelo caminho, vão saltando do noise para um lugares mais arty, balanceando a sua viagem sonora por diversas paisagens. CM
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
A Análise: Kylesa - "Exhausting Fire"
Donos de uma discografia quase intocável, já é um acontecimento grande o anúncio de um novo álbum dos Kylesa. Em Exhausting Fire, o sétimo da carreira, continuam na senda de colocar lado a lado o som pesado e as melodias delicadas, as quais podemos agradecer à veia psicadélica do grupo. Ter dois vocalistas tão distintos como Laura Pleasants e Philip Cope é só mais um factor que contribui para esta deliciosa dualidade sonora. No final das contas, este é mais um disco fortíssimo, continuando a senda iniciada em 2009 com Static Tensions. AB
A Análise: Kurt Vile - "B'lieve I'm Goin Down..."
Há alguns anos que Kurt Vile é já um valor seguro da nova música. De 2008 a 2015, e desde que apostou tudo a solo, deixando para trás os The War On Drugs, contam-se uns admiráveis seis discos de originais, primando pela altíssima qualidade e fidelidade. A aposta acorre-se sempre ao blues rock aos quais ora se puxa mais pela veia folk, ora se puxa mais pela veia exploratória, psicadélica e eléctrica. Em B'lieve I'm Goin Down... a música da terra e da América ganha mais força e o resultado é avassalador. CM
A Análise: Ghost - "Meliora"
Meloria - latim para "em busca de algo melhor" - é um título que assenta que nem uma luva no terceiro disco dos Ghost. Papa Emeritus III e os seus Nameless Ghouls são vendidos a um público metaleiro, sem serem uma banda de metal tradicional. Aqui reside o grande encanto dos suecos: quem são estes sinistros mascarados e que música tocam? Mais uma vez procuram, em disco, abranger áreas do prog e do doom, sem que nunca seja possível apontar-lhes um estilo característico que não seja o ocultismo. E continuam, e bem, a cavalgar no hype. AB
sábado, fevereiro 13, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 268
Tal como anteriormente anunciado, a próxima emissão do Ruído Alternativo vai ter como tema central os Ambar em Discurso Alternativo. Para além da conversa com a banda do Cartaxo, vamos poder ouvir alguns temas do disco No Entanto, Ela Move-se e ainda mais rock nacional que nos tem chegado às mãos nos últimos tempos. Assim, para além dos Ambar, contem ainda com os seguintes destaques:
1ª parte:
- Minta & The Brook Trout;
- Galgo;
- Anarchicks;
Minta & Thre Brook Trout | Galgo | Anarchicks
2ª parte:
- Bed Legs;
- Phil Mendrix;
- Albatroz;
Bed Legs | Phil Mendrix | Albatroz
Tudo para conferir amanhã à noite, como sempre nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
Discurso Alternativo: Ambar
O Ruído Alternativo esteve à conversa em casa do João Machado após o concerto que os Ambar deram no passado dia 30 de Janeiro, no Centro Centro Cultural do Cartaxo, naquele que foi o segundo espectáculo de apresentação do seu álbum de estreia intitulado No Entanto, Ela Move-se, lançado no início deste ano.
Ambar, formados por: João Machado, Luís Pereira, Tomás Borralho e Diogo Cruz (esq.-dta.)
Os Ambar são uma banda formada em 2013 que se divide entre o Cartaxo e Lisboa. Após mexidas na sua formação, são actualmente compostos por: João Machado (voz e baixo), Luís Pereira (guitarra), Diogo Cruz (teclados) e Tomás Borralho (bateria). O quarteto começou por se apresentar ao vivo, precipitando-se logo para a gravação do seu primeiro longa-duração. Em 2015, apresentaram os dois primeiros temas originais, "Venham-me Buscar" e "Xerife", que agora podem também ser escutados no disco No Entanto, Ela Move-se, lançado no dia 18 de Janeiro. O álbum, para além de já estar à venda nas lojas, está ainda para audição e download em modo 'name your price' no Bandcamp oficial da banda aqui.
A entrevista aos Ambar estará para audição ao longo do próximo programa do Ruído Alternativo, onde passaremos também alguns dos temas que compõem No Entanto, Ela Move-se. Dia 14 de Fevereiro a partir das 22h como sempre nos 102.9 FM para o Ribatejo ou na emissão online para todo o mundo em tejoradiojornal.pt.
No início da próxima semana, colocaremos o podcast do programa para audição aqui no blog, assim como toda a entrevista, sem cortes nem intervalos, em Discurso Alternativo.
quarta-feira, fevereiro 10, 2016
Podcast: Programa 267 (7 de Fevereiro de 2016)
1ª parte:
2ª parte:
[Nota dos autores do Ruído Alternativo:
- Por motivos que nos são alheios, o Mixcloud não nos permitiu o upload da primeira parte deste programa. Para solucionar este problema, criámos uma conta no Soundcloud que servirá somente para casos excepcionais como este - e para que todos possam acompanhar os nossos podcasts sem quaisquer impedimentos. A playslist desta primeira parte encontra-se na descrição do podcast, basta clicar no título deste player do Soundcloud. Lá terão também acesso ao link directo para a segunda parte desta emissão especial que está alojada, como sempre, no Mixcloud - e vice-versa.
As nossas desculpas por este facto e pela demora na publicação deste podcast.]
2ª parte:
terça-feira, fevereiro 09, 2016
A Análise: Boogarins - "Manual Ou Guia Livre De Dissolução Dos Sonhos"
País com tradição psicadélica, do Brasil não têm saído grandes propostas rock para lá do metal dos últimos largos anos. Os Boogarins, que em 2013 assaltaram o ocidente com o seu rock delicodoce de As Plantas Que Curam, são de lá e trazem consigo a bandeira brasileira do revivalismo psych, que outrora inundou a década de 60. Manual Ou Guia Livre De Dissolução Dos Sonhos não virou o "difícil segundo álbum", antes sim uma viagem por entre sonhos pop de guitarras soltas. É vê-los a crescer. CM
A Análise: Deafheaven - "New Bermuda"
Em 2010, saiu de São Francisco um dos mais recentes casos de culto. Em Sunbather (2013) existiram mexidas na formação dos Deafheaven, e, embora a desconfiança por parte da comunidade metaleira, tiveram aclamação universal. Tudo deve-se à mistura de black metal com o shoegaze [blackgaze], e ideias esparsas do post-rock/metal. À volta da banda aglomeram-se assim uma quantidade assinalável e heterogénea de fãs, onde o mais recente New Bermuda é uma enorme confirmação. CMA Análise: Clutch - "Psychic Warfare"
Os Clutch têm uma história longa ligada ao rock durão, mas desde 2004 que têm despido o peso, caminhando em direcção aos blues. O ponto de viragem acontece em 2013, em Earth Rocker, quando sentem que os álbuns de rock puro e directo eram raros. Psychic Warfare continua a cruzada do antecessor e surpreende pela habilidade de escreverem canções orelhudas (que põe leigos a abanar a cabeça) no meio de tanta electricidade. Não será por eles, com certeza, que a existência do rock estará ameaçada. AB
A Análise: Elder - "Lore"
Bebendo das influências certas, os Elder conseguiram em 2015 chegar a um lugar de destaque no seio da indústria musical, não sem antes terem de deixar a pele em nove anos de concertos e outros tantos lançamentos. Lore aprimora o stoner expansivo do grupo, que os coloca com um pé no prog. Ao longo dos longos cinco temas do disco a banda vai demonstrando genialidade e criatividade, e estes vão provando que estão nivelados por cima, não existindo um ponto fraco a apontar. Lore torna-os num caso sério a partir deste seu terceiro LP. AB
A Análise: Sleater-Kinney - "No Cities To Love"
Regressadas em 2014, as Sleater-Kinney logo criaram um saudosismo pelos alternativos anos 90 de travo punk, onde se afirmaram de bandeira riot grrrl em punho. Depois de uma pausa de oito anos, o trio avançou em 2015 com o oitavo da carreira onde não perde o nervo. No Cities To Love cedo se colocou na linha da frente dos melhores do ano, mantendo a toada alternativa de alma punk, e onde os toques post-punk brilham no formato de três minutos. 10 canções em meia-hora; curto e bom! CM
A Análise: Equations - "Hightower"
Com os sintetizadores a roubar o protagonismo às guitarras, o número um nacional de 2015 do Ruído Alternativo não é escolha óbvia. No entanto, o frenesim provocado por Hightower é plenamente justificado. As guitarras aparecem nos momentos certos e as músicas parecem ter sido geometricamente montadas. Sejamos sinceros, as teclas podem rockar: seja com Jerry Lee Lewis ao piano ou com John Lord no órgão dos Deep Purple. A bem da evolução do rock (e da música), há que experimentar. E os Equations já lá estão. AB
A Análise: 10 000 Russos - "10 000 Russos"
Depois de um auspicioso EP em 2014, os 10 000 Russos tiveram no Reverence Valada a montra ideal para um contracto com a londrina FuzzClubRecords. Assegurada a distribuição mundial, a editora, especialista em sons psicadélicos vindos do espaço, limou as arestas ao duo nacional e contribuiu para um longa-duração de estreia brilhante. Neste LP homónimo os portuenses Pedro Pestana e João Pimenta entregam as linguagens psicadélicas ao espírito kraut, tornando-se hipnóticos, envolventes e narcóticos. CM
A Análise: Fast Eddie Nelson - "Roots Run Deep"
Não sendo propriamente uma inovação, o caldeirão sonoro de Fast Eddie Nelson torna-se bastante incomum em Portugal. Linguagens como blues, folk e bluegrass (de inspiração americana) não são corriqueiras no nosso meio. Juntando-lhes, na dose certa, rock n' roll e psicadelismo e, claro, a voz rouca do músico, temos algo realmente fora do comum. Roots Run Deep é o disco em que esta combinação de Fast Eddie Nelson atinge a maturidade, resultando num disco que rocka. E bem! ABA Análise: Pega Monstro - "Alfarroba"
Ao segundo disco as irmãs Júlia e Maria dão um salto significativo com a sua banda. Em 2012, as Pega Monstro eram um segredo bem guardado no underground nacional, com uma estreia lo-fi que conquistou uma pequena franja de adeptos do noise. Já no ano que passou, a aposta foi grande com a edição pelo selo londrino Upset The Rhythm que empurrou a dupla para voos mais altos. O som está mais coeso e com este Alfarroba colaram-se nos ouvidos de muita gente desprevenida, apanhada por este punk caseiro e certeiro, cheio de ruído e de ambição pop. CMA Análise: Astrodome - "Astrodome"
Chamem-lhe stoner ou heavy-psych, o revivalismo do som psicadélico surpreende por aparecer sempre algo diferente, num estilo de música dito repetitivo. Ora mais libertino, ora mais matemático, o som das guitarras graves parece estar a desenvolver-se mais agora do que na sua era original. Os novatos Astrodome, apontam o imaginário ao espaço com instrumentais de libertinagem quase jazzistica. Ainda assim, na estreia homónima, parecem ter tudo calculado, com build-ups controlados que desaguam em pura fúria fuzz. AB
A Análise: Savanna - "Dreams To Be Awake"
Mão à palmatória: a gigante NOS tem na sua editora online NOS Discos um grande tesouro - continuam a sair aí algumas das melhores propostas dos últimos anos [não só de rock]. Foi lá que saiu a estreia dos lisboetas Savanna, que logo se apresentaram como um dos melhores do ano. Dreams To Be Awake é servido numa mistura de rock e electrónica, com riffs certeiros e tons prog, e de uma maturidade assinalável. A validade dos Savanna é atestada por temas como "Fancy Pants", "Dream To Be Awake", "Gods We Are" ou "Destruction Derby 2". CM
A Análise: The Glockenwise - "Heat"
Caso repetente nestas coisas de listas de melhores do ano, os Glockenwise são de Barcelos (essa terra cheia de bandas por km2), e com Heat conseguem, muito provavelmente, o seu disco mais luminoso. Sendo ao mesmo tempo mais pessoal e mais negro do que os seus antecessores, a luminosidade surge da química da ainda jovem banda que aqui faz o seu melhor capítulo, com canções que nos remetem à pop cruzada de Smiths com a vivacidade de um recentemente afamado Ty Segall. CM
A Análise: Wells Valley - "Matter As Regent"
Lá fora, há uma imensidão de bandas de metal que procuram novos caminhos para o som mais pesado. Um "movimento" sem nome (deixemos o djent e o post metal de fora) que incorpora influências que vão do extremo black metal ao psicadelismo mais clássico. Por cá, os Wells Valley são uma proposta a seguir de perto neste campo, com um uma estreia que demonstra a maturidade de quem cresceu em quatro anos de palco. Matter As Regent está na vanguarda do metal mais experimental e deixa antever um sucessor com um som ainda mais arrebatador. AB
sábado, fevereiro 06, 2016
Antevisão/Destaques: Programa 267
Como anunciado, depois de colocada a casa 'em ordem', fazemos amanhã à noite a nossa homenagem a David Bowie. Emissão Especial David Bowie (1947-2016) para conferir no próximo Ruído Alternativo.
Música, Moda, Teatro, Cinema, Literatura. Bowie influenciou todas estas áreas artísticas ao longo da sua carreira de mais de 50 anos, sendo uma figura activa nestas artes como nenhuma outra foi na pop mundial. Ao longo de todos estes anos, David Bowie (Davie Jones, de seu verdadeiro nome), tomou ainda diversos alter-egos: Major Tom Ziggy Stardust, Aladdin Sane, Halloween Jack, Thin White Duke, Beep Beep Pierrot, Screamin' Lord Byron e Lazarus, numa multiplicação de identidades que reflectiu também o crescimento do seu som e mostrou quão grande foi a sua ambição.
David Bowie foi um agitador, inovador e um músico insatisfeito, olhando sempre para o futuro. Abalou o conservadorismo britânico com a sua androginia, assumindo-se bissexual. Teve na cocaína um dos seus demónios e procurou sempre novas pessoas com ideias diferentes que o motivassem. Colocou-se sempre à frente de outros, mesmo quando seguia as novas tendências musicais. Teve nos Velvet Underground uma grande inspiração; ajudou Lou Reed e Iggy Pop; esteve ao lado de Freddy Mercury (e dos Queen), de Mick Jagger, de Brian Eno, nos Tin Machine, com Trent Reznor (Nine Inch Nails), com os Arcade Fire, e chegou, no último ano de vida, a admirar Kendrick Lamar - entre muitas outras figuras, pessoas e bandas dos mais diversos quadrantes... Bowie sempre soube como se reinventar.
Pop, folk, psicadelismo, heavy metal, blues, hard rock, glam, art rock, punk, soul, funk, experimentalismo, electrónica, world music, new wave, post-punk, disco, dance music, house, jazz, industrial, drum and bass, ou simplesmente, rock. David Bowie não deixou quase nada por fazer (embora seja certo que teria querido fazer ainda muito mais), nem mesmo no leito da sua morte, transformando-o numa obra de arte, como poucos fizeram. O legado é enorme e é difícil encontrar alguém que possa sequer alcançar o estatuto ou os feitos do "camaleão" da música.
Na emissão de amanhã faremos apenas faremos um tributo rock a Bowie. Todavia, ele foi bem mais do que isso. Do que todos, do que si próprio. Foi único.
Tudo para conferir nas duas horas de Domingo à noite, das 22h à meia-noite, como sempre nos 102.9FM da Tejo FM, para o Ribatejo, ou para todo o mundo via emissão online em tejoradiojornal.pt.
sexta-feira, fevereiro 05, 2016
A Análise: Dollar Llama - "Grand Union"
São um caso curioso que demonstra bem o que significa querer vencer na música, num mercado tão pequeno como o nosso. Antes de terem lançado qualquer LP, as suas músicas já passavam em anúncios. E logo após a estreia, Under The Hurricane (2010), separam-se, para regressar em 2014. Grand Union vem solidificar o regresso ao activo e mostrar que o grupo não perdeu a sua essência. Rock duro e suado para abanar o esqueleto e ouvir bem alto. O groove e os Dollar Llamma continuam de mãos dadas. AB
A Análise: The Walks - "Fool's Gold"
Não fugindo à regra de que Coimbra continua a ser uma das cidades onde nascem boas bandas de rock 'n' roll, os The Walks estrearam-se no ano passado com o seu primeiro disco. Em Fool's Gold reúnem diversas linguagens que já estamos acostumados a ouvir da cidade do estudantes e que também brilharam nos anos 60, ou seja o r'n'b, a soul, e, está claro, o rock de garagem. Não é inovador, mas temos aqui um dos mais belos conjuntos de canções de 2015. CM
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Emissão Especial: David Bowie (1947-2016)
No próximo programa fazemos a prometida homenagem a uma das mais importantes figuras da história da música moderna. Ao longo de duas horas de emissão fazemos um resumo da carreira de David Bowie mais associada às guitarras e ao rock. Emissão Especial David Bowie (1947-2016), a não perder no próximo Ruído Alternativo.
Porque o Ruído Alternativo
deve a sua existência às figuras maiores do rock mundial, a 7 de
Fevereiro pegamos em todo o universo ligado à electricidade de David Bowie e exploramos a sua carreira com uma grande homenagem à sua genialidade.
Um dos músicos mais criativos e inventivos de todos os tempos e de
todas as esferas musicais (não só do rock 'n' roll), tem passagem
obrigatória pelo Ruído. Mais de 50 anos
de carreira em duas horas: das suas primeiras experiências rock, ao "testamento" Blackstar deste ano, passando pelo inevitável The Rise And Fall Of Ziggy
Stardust And The Spiders From Mars de 1972.
Este é o nosso tributo rock a David Bowie, que foi
muito mais do que um inovador nas suas abordagens a este género musical
muito caro ao Ruído Alternativo.
Tudo
para conferir no próximo Domingo, a partir das 22 horas, nos 102.9 FM da Tejo FM para o Ribatejo, via emissão online em tejoradiojornal.pt.
A Análise: Moonspell - "Extinct"
Alpha Noir/Omega White (2012) foi ambicioso, apresentando duas facetas dos Moonspell num álbum duplo. Em 2015 simplificam processos com Extinct, trabalho que tem mais uma vez um ponto de partida bem definido, mas que se torna de audição mais fácil que o seu antecessor. Outro motivo que leva a música dos Moonspell a um novo público é a sua nova habilidade em escrever canções mais catchy. "The Last Of Us" e "Extinct", para além de bons números de rock gótico, tinham tudo para serem grandes singles. AB
A Análise: The Japanese Girl - "Sonic-Shaped Life"
Logo na sua estreia em disco, os portuenses The Japanese Girl atiraram-se para um longa-duração, tela onde podemos apreciar melhor as aventuras da banda pelo punk vestido de negro. Pura honestidade sem truques é o que podemos esperar do espírito lo-fi de Sonic-Shaped Life - a melhor forma de servir o ideal do psicadelismo. E podem desde já ficar a contar com fuzz, muito fuzz, por parte do trio nortenho do qual ficámos com curiosidade de ouvir mais. AB
terça-feira, fevereiro 02, 2016
A Análise: TV Rural - "Sujo"
Numa era de vídeos, streams e downloads, oferecer um disco pelo preço que quisermos já não é novidade. Mas, na tentativa honesta de chegar a mais pessoas, os TV Rural colocaram Sujo nessas condições. Os lisboetas, que fazem da banda uma reunião de pessoas interessantes de diferentes quadrantes, continuam a ser hábeis senhores na arte de lidar com palavras, tendo crescido a pulso a cada novo disco. Sujo parece-nos uma banda sonora de um faroeste à portuguesa, descomprometido e audaz. CM
A Análise: The Temple - "Serpentiger"
Onze (!) anos depois de Diesel Dog Sound - que trouxe os Temple à mass-media, a banda está finalmente de regresso aos lançamentos. Entre Serpentiger e o seu antecessor, a vida não tem sido fácil, com diversas e constantes mudanças na formação. Apesar disso, conseguem entregar aos seguidores um disco longo que vai percorrendo as diversas fases do mais misterioso grupo nacional. A garra continua lá e Serpentiger prova que os The Temple ainda fazem sentido em 2015, nas palavras e no som. AB
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
A Análise: Pista - "Bamboleio"
Cedo "Puxa" foi o tema dos Pista que mais gerou expectativas em torno da banda do Barreiro, que logo colocou os mais desprevenidos a dançar... na pista. Colocaram-nos em espera por uma peça mais longa em torno de uma fórmula que tudo tinha para dar certo, quando lá de fora já conhecíamos esta fórmula que aponta as guitarras para a anca e que tem nos ritmos africanos parte da sua essência (p. ex., Vampire Weekend). No panorama nacional, Bamboleio soa a fresco e tem muito por onde crescer. CM
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