Mostrar mensagens com a etiqueta Colecção RA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colecção RA. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, junho 26, 2019

Colecção RA: Pavement - "Crooked Rain, Crooked Rain" (1994) & Pixies - "Doolittle" (1989)

1ª parte:

Resvés Piscina dos Grandes (Mainstream)

Pavement

Em 2010 já tinha havido reunião - 11 anos depois de terem dado por terminada uma carreira de 10 anos (1989-1999)... e, 10 anos depois, é chegada a altura de um novo regresso. 2020 parece ainda longe, quando ainda falta qualquer coisa como meio ano, mas é já promissor para os fãs do rock independente da década de '90: os Pavement anunciaram uma terceira vida e marcaram, para já, dois concertos na Península Ibérica. Os Primavera do Porto e de Barcelona foram os primeiros festivais [locais] confirmados com concertos para os norte-americanos onde se espera uma revisitação de uma carreira com cinco álbuns. Senhores de um sólido percurso, desde o alvorar do seu primeiro trabalho, o EP Slay Tracks: 1933–1969 (1989), os Pavement são um dos nomes mais fortes que o underground norte-americano viu nascer no fim do século XX. Cimentaram as bases para o normativo e "novo" indie rock do século seguinte, com as suas pegadas a serem seguidas por nomes como Strokes ou Arctic Monkeys, por exemplo. Em 1994, ao segundo disco, Crooked Rain, Crooked Rain, estiveram a poucos passos de fazer sucesso no mainstream, mas isso não impediu o registo do seu lugar na história recente da música independente. Afinal, anunciam um novo regresso aos palcos com um ano de antecedência e muitas palavras já se escreveram e disseram a este propósito. Domingo, por aqui, revisitamos os seus primeiros anos de vida.

CM

2ª parte

À Beira da Explosão do Alternativo

Pixies

À porta dos anos 90, e da chegada do rock alternativo às grandes massas, estava uma banda de Boston. Os Pixies, empurrados pela revolução grunge, antes de fazerem sucesso na sua pátria, já exportavam o seu rock-ora-amargo-ora-doce para este lado do Atlântico. Depois de uma estreia com um Surfer Rosa, que mais tarde serviria como uma das bases dessa revolução, Doolittle trouxe-lhes as luzes da ribalta, com um single que ainda hoje faz parte das playlists das rádios, inclusive das portuguesas: "Here Comes Your Man". A música escrita por Black Francis na inocência dos seus 14 anos tornou-se na mais conhecida dos Pixies, muito contra a vontade de uma banda, embaraçada pela cheesyness da canção. Mas o grupo é bem mais que "Here Comes Your Man", é verdade, mas se um single pop foi o preço a pagar para que o quarteto chegasse aos nossos ouvidos, então valeu bem a pena! O grupo passa por Portugal em 2019, com um álbum novo no bolso, e Doolittle passa por cá no próximo Domingo em jeito de celebração dos 30 anos do disco 

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, maio 23, 2019

Colecção RA: The Cure - "Three Imaginary Boys" (1979) & Santana - "Santana" (1969)

1ª parte:

Três rapazes imaginários
 
The Cure

40 anos, pode dizer-se, é uma vida! É este o número redondo que este ano se celebra sob o álbum de estreia dos Cure. A banda de Inglaterra nasceu em 1976, embora três anos antes já tivesse mostrado os seus dotes musicais - como em muitos outros casos - na escola. O grupo de Robert Smith lançou a 8 de Maio de 1979 o seu primeiro longa-duração e, a bem da verdade, este nunca foi um sucesso de vendas. No entanto, virou clássico, como contaremos este Domingo no Ruído Alternativo. Para além disso, temos à porta um concerto da banda, no dia 11 de Julho, no NOS Alive, em Oeiras... Tudo motivos para conhecer como tudo começou com "a cura".

CM

2ª parte:

Latin'América


Santana

Em pleno apogeu do rock psicadélico, era suposto uma banda como os Santana conhecer rapidamente o sabor do sucesso. Não foi bem assim: as influências notórias da música latina fizeram muito boa gente torcer o nariz, incluindo o carismático Chet Helms que terá mesmo recomendado que Carlos Santana continuasse a lavar pratos - o trabalho diurno do guitarrista por volta de 1967. Os próprios críticos de música revelaram, na altura, dificuldade em compreender o som do primeiro álbum da banda: «uma barulheira», diziam uns, «música desprovida de nexo», garantiam outros. Praticamente meio século depois da edição de Santana, o álbum, sabemos que este rock latino chegou onde mais interessava: ao grande público. Tornou-se uma imagens de marca da contra-cultura hippie que recordamos, em detalhe, na próxima emissão.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, abril 25, 2019

Colecção RA: Sigur Rós - "Ágætis Byrjun" (1999) & Therapy? - "Troublegum" (1994)

1ª parte:

Post-rock vulcânico
 
Sigur Rós

É a 21 de Junho que os Sigur Rós lançam para as lojas a reedição comemorativa dos 20 anos de Ágætis Byrjun, o canto de cisne da banda islandesa, lançado originalmente a 12 de Junho de 1999. Este foi o álbum que colocou os islandeses no mapa do rock alternativo mundial, com o seu post-rock orquestrado e recheado de cordas e não só. A língua das ilhas vulcânicas do norte do Atlântico não foi um problema para a compreensão do sentimento que o grupo transpôs neste trabalho que lhes escancarou as portas do sucesso, mostrando que, acima de tudo, o que conta sempre é a música, a melodia. Em breve este impronunciável álbum terá uma caixa especial à venda com sete LPs com raridades, demos, música ao vivo, e muito mais - um regalo para o grande nicho fã de post-rock, música ambiente e instrumental, com travo a clássico, e cujas paisagens se sentem e "vêem" com os ouvidos.

CM

2ª parte:

Questionmark

Therapy?
 
Há 25 anos os holofotes incidiam sobre o som de Seattle e sobre a revolução que o grunge tinha operado no seio da indústria discográfica. Beneficiados com essa mudança de paradigma foram os Therapy?, um pequeno trio da Irlanda do Norte com raízes no noise e nas variações mais indie e barulhentas do rock que, de repente, entrava no catálogo da major A&M. Em 1994, e com um som suficientemente pesado e sujo para agradar ao público alternativo, mas também melódico q.b. para furar pelo mainstram, os Therapy? lançavam Troublegum. Um disco que vendeu mais de um milhão de cópias, produto do período mais criativo do trio e um marco do rock alternativo dos 90's. Quem disse que os barulhentos não mereciam um lugar ao Sol?
AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, março 28, 2019

Colecção RA: Talk Talk - "Spirit Of Eden" (1988) & The White Stripes - "The White Stripes" (1999)

1ª parte:

Adeus synth-pop, olá... post-rock?
Talk Talk

Foi no passado dia 25 de Fevereiro que a notícia chegou: Mark Hollis morreu. O músico britânico desapareceu aos 64 anos, após uma curta batalha contra uma doença, uma notícia que apanhou a imprensa musical desprevenida, quando há anos que não lhe era conhecido o rasto nem trabalho na música. Mark Hollis (ao centro na foto em cima) havia-se focado na família, e num ou outro projecto musical esporádico, mas há muitos anos que estava longe dos holofotes - tanto que o seu último trabalho folgado (entenda-se longa-duração) data de 1998, aquando da edição do seu único registo a solo. Todavia, Mark Hollis deixou uma inegável marca no universo rock, com especial atenção para o post-rock. Enquanto membro dos Talk Talk havia brilhado com o mega-êxito "It's My Life" [procurem no YouTube], mas em 1986 a synth-pop saiu da equação da banda, meio revoltada com a falta de atenção à sua música e obra. Surge um artístico The Colour Of Spring (1986), mas é com Spirit Of Eden (1988) que tudo muda. Este foi um disco que chegou ao rótulo de pioneiro [do post-rock], um feito que não é para todos! Domingo vamos recordar este importante álbum em homenagem a Mark Hollis.

CM

2ª parte:

Red Zeppelin
The White Stripes

Em 2019 passam 20 sobre o lançamento do álbum de estreia homónimo dos White Stripes. E se esta foi uma das bandas que apontou o caminho a seguir, no que ao rock diz respeito, no virar do século, é curioso verificar a simplicidade da sua fórmula: uma banda com apenas dois elementos (numa altura em que os duos eram algo estranho neste mundo) que baseavam o seu som nos blues. The White Stripes é uma homenagem aos mestres da música negra dos anos 30, 40 e 50, servida num som pouco polido e característico da sua cidade natal - Detroit. Tudo simples! A complexidade viria com a imagem e mitologia à volta do grupo, algo que apenas aguçou a curiosidade de uma (grande) fatia de público cansado de rock radiofónico. Há 20 anos começava-se assim a escrever a história de uma das maiores bandas do século XXI - Meg e Jack - os White Stripes.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Colecção RA: Green Day - "Dookie" (1994) & Corrosion Of Conformity - "Deliverance" (1994)

1ª parte:

Quando o punk virou pop
Green Day

A 1 de Fevereiro de 1994 saiu para as lojas o terceiro disco de originais dos Green Day. Os norte-americanos vinham numa trajectória ascendente desde o seu ano de nascimento, em 1986, tendo em Dookie o seu maior álbum até então e que se veio a transformar no seu maior sucesso de sempre. Um trabalho que faz a sua estreia por uma major e que alcançou números gigantes para o trio da Califórnia. Dookie passou o teste do tempo e revelou-se como uma das peças mais importantes - a par de Smash dos Offspring - para a nova vida do punk na década de 1990, tornando o punk [pausa] pop como nunca antes. Um dos marcos da música mainstream dos derradeiros anos do século XX.

CM

2ª parte:

No "lado B" dos anos 90
Corrosion Of Conformity

Apesar de serem uma banda de muitas faces, nada preparou os seguidores dos Corrosion Of Conformity para o que viria a ser uma radical mudança de som em 1994. Nasceram punk-rockers e já tinham  navegado por territórios do metal, mas em nenhum momento foram mais punk do que quando estrearam "Albatross" em palco, em Nova-Iorque, a capital do hardcore. E esse tema era apenas a ponta de um icebergue chamado Deliverance, um disco de stoner rock, lançado quando esse termo nem sequer existia, e com uma vibe sulista que lhe deu uma sonoridade única. O potencial deste Deliverance era tão grande que a gigante Sony comprou toda uma editora independente para ter os Corrosion Of Conformity nas suas fileiras. Uma deliciosa história do "lado B" dos anos 90 para conhecer na próxima emissão.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Colecção RA: Buzzcocks - "Another Music In A Different Kitchen" (1978) & Slayer - "South Of Heaven" (1988)

1ª parte:

Buzzcocks

6 de Dezembro de 2018: é noticiada a morte de Pete Shelley. O líder dos Buzzcocks foi encontrado morto, na sequência de um suposto ataque cardíaco, na Estónia - o país em que o britânico escolheu para viver desde 2012. Muito já dissemos sobre este ícone do punk [um texto sobre a sua carreira e dedicámos uma hora à música que criou]... e agora é tempo de adicionar um dos álbuns da sua discografia na Colecção RA. A escolha? Another Music In A Different Kitchen de 1978, a importante estreia em LPs dos Buzzcocks, para ouvir e conhecer melhor este Domingo no Ruído.

CM

2ª parte:

Slayer

Para quem acompanha a carreira do grupo californiano, o anuncio da tour de despedida dos palcos dos Slayer não foi surpresa. No entanto, o final anunciado de uma das bandas pesadas mais influentes e acarinhadas é sempre um marco. Tal aconteceu no início deste ano que agora chega aos últimos dias, com o quarteto a prometer uma mega tour mundial que, sabemos agora, passará por Portugal a 5 de Julho, num concerto inserido no VOA - Heavy Rock Festival. São motivos mais que suficientes para o regresso dos Slayer às emissões de Colecção RA, desta feita com South Of Heaven - disco lançado em 1988 pela banda e um dos casos mais particulares da sua discografia, como poderão perceber se continuarem atentos ao Ruído Alternativo.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, novembro 22, 2018

Colecção RA: Wire - "Pink Flag" (1977) & Tool - "Undertow" (1993)

1ª parte:

Wire

Pink Flag, álbum de 1977 dos Wire, entra na Colecção RA deste mês quando este fim-de-semana vai dar lugar ao regresso da banda a Portugal. O grupo regressa ao nosso país 10 anos depois da sua última actuação, no Museu de Arte Contemporânea, em Lisboa, e apresentará os seus três últimos discos no Hard Club, no Porto, esta Sexta-feira, 23 de Novembro, e no dia seguinte, no Sábado, 24 de Novembro, no RCA Club, em Lisboa. Esses discos são: Wire (2015), Nocturnal Koreans (2016) e Silver/Lead (2017). Porém, para esta emissão, trazemos a estreia da banda londrina, Pink Flag, um dos mais importantes álbuns saídos do movimento punk britânico que veio a influenciar fortemente o post-punk e até o hardcore, embora comercialmente não tenha vingado. A história do grupo passa por cá este Domingo.

CM

2ª parte:

Tool

Para a segunda parte deste Ruído Alternativo reservámos Undertow dos Tool e assim aproveitamos para dissecar a estreia em LPs da banda, que soprou 25 velas em 2018, bem como assinalar o seu regresso a Portugal. Os Tool não tocam em solo nacional desde que lançaram o seu último álbum, em 2006, e, como tal, a longa espera aproxima-se dos 13 anos. Parece que 2019 vai mesmo ser o ano de matar saudades do grupo de Maynard James Keenan e companhia, já que também está previsto o lançamento de nova música. Desta forma, regressamos também nós a um dos disco que ajudou a manter o heavy metal à tona durante os anos 90 e o primeiro álbum do género em muito tempo que conseguiu apelar a um público alternativo, que na altura emergia com a revolução grunge. Uma estreia em cheio dos Tool para ouvir em Colecção RA no próximo Domingo à noite!

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

quinta-feira, outubro 25, 2018

Colecção RA: Morphine - "Cure For Pain" (1993) & Bizarra Locomotiva - "Álbum Negro" (2009)

Quatro meses depois da última edição da rubrica Colecção RA, voltamos à carga. Afinal, 2018 o Ruído Alternativo faz 10 anos e andamos a festejá-los, não só na rua como na rádio.

Assim sendo, Outubro marca o regresso das emissões especiais de final de mês onde ouvimos dois clássicos do universo rock e metal... e para este regresso temos dois aniversários para comemorar: os 25 anos sobre o lançamento de Cure For Pain (1993) dos Morphine e ainda Álbum Negro dos Bizarra Locomotiva de 2009, quando este ano a banda comemora 25 anos de carreira.

1ª parte:

Morphine

No início deste mês, os Vapors Of Morphine [banda nascida em 2009 para tocar no festival italiano onde Mark Sandman morreu, em 1999] tocaram na íntegra, nos Estados Unidos da América, o disco Cure For Pain, lançado em 1993. A banda pós-Morphine assinalou assim os 25 anos sobre aquele que é considerado o maior álbum do grupo que teve como líder Mark Sandman, acompanhado por Dana Colley e Jerome Deupree e/ou Billy Conway - motivo para recuperarmos este clássico alternativo da década de '90 nesta Colecção RA. E foi nessa década, em que o rock alternativo, nomeadamente o de Seattle, escalava as tabelas mundiais, que os Morphine conseguiram o seu espaço e mostraram-se a um público maior. Jornais, rádios e televisões abriam o seu espectro para outras bandas, ainda mais alternativas, e, apesar de comercialmente não terem conseguido os resultados de outras bandas, este grupo norte-americano conseguiu deixar a sua marca na cena alternativa da última década do século XX. Alcançaram um grande sucesso junto da comunidade indie e underground, com um êxito muito assinalável na Europa, nomeadamente em países como Portugal, França ou Bélgica, e ainda na Oceânia e no Japão. A fórmula foi e é inédita: um baixo slide, um saxofone barítono e uma bateria... tudo isto sem guitarras eléctricas. Um fenómeno, cujos os primeiros capítulos descobrimos este Domingo à noite no Ruído Alternativo.

CM

2ª parte:

Bizarra Locomotiva

Também assinalamos os 25 anos, não de um disco mas de uma banda, na segunda parte do próximo programa. Foi em 1993 que começou a viagem da Bizarra Locomotiva, grupo que com o passar dos anos viria a ganhar o estatuto de banda de culto e porta-estandartes da música industrial em Portugal. Em 2018 o colectivo de Rui Sidónio e companhia andou a comemorar um pouco por todo o país a efeméride junto da "escumalha", como é conhecida a massa humana seguidora dos Bizarra Locomotiva, na Tour XXV Anos. Ainda há concertos marcados para a recta final do ano e no Ruído Alternativo assinalamos os 25 anos do quarteto com a entrada de Álbum Negro na prateleira de discos da Colecção RA.

AB

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, junho 22, 2018

Colecção RA: Dead Combo - "Lusitânia Playboys" (2008) & Deerhunter - "Microcastle" (2008)

Quase nas férias, fechamos o mês de Junho do Ruído Alternativo a celebrar o melhor rock do ano que viu nascer este projecto. Foi em 2008 que este singelo programa de rádio nasceu e para a última Colecção RA antes das férias de Agosto, trazemos aqueles que consideramos ser os melhores discos desse ano (nacional e internacional).

Que fique desde já dada a mão à palmatória: em Janeiro de 2009 levámos a cabo um programa onde elegemos os melhores de 2008 no qual não incluímos qualquer destes discos, fruto de uma natural imaturidade de quem estava há quatro meses em antena. Por essa razão decidimos agora, em ano de comemoração do 10º aniversário e de balanços, clarificar as coisas no que aos melhores lançamentos de 2008 dizem respeito.

1ª parte:

Os Dead Combo demoraram o seu tempo a entrar nas emissões do Ruído Alternativo. As dúvidas de dois adolescentes sobre se o duo se enquadrava naquilo a que consideravam rock eram demasiado grandes para que a banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves entrasse, de caras, no programa. Cedo iríamos perceber que o som de guitarras era bem mais amplo e abrangente do que alguém com 18 anos poderia imaginar, razão pela qual nasceu também a rubrica Álbum Revisitado. Lusitânia Playboys escapou-se à primeira lista de melhores do ano do Ruído Alternativo por todas estas razões e mais algumas, mas fazemos-lhe agora justiça quando o consideramos como o melhor álbum nacional de 2008 - para conhecer melhor ao longo da próxima emissão.

AB

Dead Combo

2ª parte:

Deerhunter

Os primeiros anos de Ruído Alternativo foram marcados por muita inexperiência, sendo paralelamente muito importantes na nossa "educação" musical. Prova disso foi o ano de 2009, que arrancou com um programa onde elegemos alguns de melhores discos de 2008 (com escolhas com "muito coração e pouca cabeça") onde deixámos muitos bons álbuns de fora, como foi o caso destes Deerhunter. A banda saiu em várias listas de melhores do ano [2008] com Microcastle e, com esse empurrão, rapidamente conquistaram o Ruído. Ao longo destes dez anos a banda norte-americana mostrou-se ainda como um dos maiores e mais fortes projectos da cena independente e underground mundial e uma década depois vamos contar a sua história. Domingo, na Tejo FM.

CM

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).

sexta-feira, abril 27, 2018

Colecção RA: Capitão Fantasma - "Hu Uá Uá" (1992) & Smashing Pumpkins - "Siamese Dream" (1993)

Abril, o mês da liberdade, não acaba sem mais uma edição da rubrica Colecção RA, como é habitual nesta casa. No próximo Ruído Alternativo há mais dois discos com história para conhecer ao longo de duas horas de programa: Hu Uá Uá, a estreia de 1992 dos nacionais Capitão Fantasma, e ainda Siamese Dream, álbum lançado em 1993 pelos Smashing Pumpkins. Em baixo, ficam as razões que trazem estes dois trabalhos à próxima emissão.


1ª parte:

Em 2018, os Capitão Fantasma comemoram 30 anos de actividades com uma série de datas por todo o país. Este foi um percurso que começou a todo o gás com Hu Uá Uá - trabalho de 1992 que lhes rendeu uma assinalável exposição nos media nacionais. Apesar disso, a carreira dos Capitão tem sido tudo menos fácil e regular: para terem uma ideia, 11 anos separam os lançamentos do segundo e terceiro LPs do grupo. Paralelamente, contamos ainda a história de vida de Jorge Bruto, líder da banda e figura ímpar do rock underground português, desde as primeiras músicas escritas no quarto de João Ribas até aos dias de hoje. Tudo boas razões para ficarem ligados ao próximo Ruído Alternativo.

AB

Capitão Fantasma

2ª parte:

Estamos em 2016, ano em que Billy  Corgan, James Iha e Jimmy Chamberlin actuaram juntos, de novo, em palco, a propósito do aniversário de Iha. Esta ocasião, que aconteceu em Los Angeles, levou a Corgan, o dono dos Smashing Pumpkins, a pensar numa reunião com a formação original, o que inclia falar com D'arcy Wretzky, algo que não acontece desde 2000. No entanto, essa ideia ficou pelos bastidores e só em Janeiro deste ano é que os rumores se confirmaram: Corgan, Iha e Chamberlin partilharam uma foto em estúdio nas redes sociais. D'arcy está, ao que tudo indica, fora do barco, numa novela que todas as semanas conhece novo episódio na páginas da imprensa musical. Posto isto há, para já: a confirmação de uma tour pelos E.U.A., de Julho a Setembro, somente com a música dos primeiros discos dos norte-americanos (de Gish a Machina); o anuncio de novo LP ao lado do produtor Rick Rubin; e ainda o lançamento de dois EPs programados para este ano - o primeiro deles com saída já em Maio. Por cá, vamos ficar à espera dessa nova música e de datas em Portugal, antecipando todas estas novidades com a escuta do disco maior dos Smashing Pumpkins, Siamese Dream de 1993 já este Domingo no Ruído Alternativo.

CM

Smashing Pumpkins

Ruído Alternativo: Domingo, 22h-24h na Tejo FM (emissão online aqui).